No dia em que se conheceram, planejaram viajar juntos para o México. Também pensaram em alugar um apartamento em Budapeste, onde teriam um gato. Por pouco não inventaram o nome do gato, Decidiram que iam fazer juntos dois filmes nesse dia.
Na segunda vez que se viram, planejaram também escrever um livro, e, claro, pensaram no título e na festa de lançamento. Existiam muitas pessoas um da vida do outro para se encontrar e falaram uma média de 100 vezes a frase "você precisa conhecer", com os olhos brilhando. Fariam grandes coisas juntos. Coisas realmente incríveis.
Tão incríveis que depois de combinarem tantas coisas os dois nunca mais se viram. Ele vai sozinho para o México e ela para Budapeste. Não vão avisar um ao outro. E tudo bem.
Sempre que você pensa que tem que ir na academia no dia seguinte, mil desculpas passam pela sua cabeça. "Preciso ficar com o meu filho", você pensa. Mas ele tem aula de natação, então essa desculpa automaticamente desaparece. "Preciso descansar", você promete. Só que você tem que levá-lo até a perua escolar, ou seja, você vai ter que levantar cedo de qualquer forma. "Preciso exterminar a minha pança", e você acha isso um motivo suficiente para ir até lá.
E aí, munida de toda a sua força de vontade, você está lá, andando na esteira, às 8h30 da manhã. Ana Maria Braga explica pras donas de casa tudo sobre a crise nas bolsas mundiais na TV em frente. Graças aos céus você ganhou um I-pod e pode apenas ver as imagens, enquanto escuta o Last Shadow Puppets. Muito satisfeita com todo esse vigor, você começa a perder toda a animação quando olha para o lado.
Ao seu lado, uma mulher completamente suada, sai direto da aula de spinning para a esteira. A aula deve ter começado umas 7h30, pra ela estar lá a essa hora. Ela descansa uns 30 segundos antes de engatar uma corrida de meia hora na esteira. E olha que ela não tinha barriga alguma para exterminar (provavelmente por isso). E você lá, andando a 10 kilômetros por hora e se achando a pessoa mais determinada de todos os tempos.
E chega o dia seguinte à noite. Momento exato para a invenção das desculpas do dia seguinte. Você se lembra das cervejas da balada anterior. Rouba um pouco dos sucrilhos dos seu filho. E reza para a sua companheira de esteira ter inventado uma desculpa melhor do que a sua.
Você, cara amiga leitora, com certeza já foi sarrada. Naquele ônibus cheio, num baile de carnaval, alguém foi e pronto: passou a mão na sua bunda. Ops! Pode até ter sido mais safadeza, hora do rush e, de repente, aquele sujeito sem vergonha encostou em você. Dá para sentir o seu pau rígido contra o seu corpo, todas nós já passamos por isso. E pronto.
A televisão ligada na mesa redonda de segunda feira, com o rabo do olho vejo os mesmos comentaristas de sempre fazendo os mesmos comentários de sempre. Até que um grande tema sacode o programa. Um jogador foi sarrado em pleno campo, no Grêmio Botafogo. O juiz não estava olhando, o botafoguense Carlos Alberto foi lá e... ops! Passou a mão na bunda do adversário enquanto o juiz não estava olhando. Um denguinho, uma coisa rápida. As câmeras de televisão mostraram a patolada para todos, com direto à câmera lenta.
O mais bizarro foi a revolta generalizada com o ato. Para os comentaristas, aquilo era o fim da picada. Pior até que uma falta grave, pior do que um carrinho, pior do que provocar uma fratura exposta, pior do que furar os dois olhos usando os dedos, pior do que dar uma cotovelada no crânio, pior do que esconder uma peixeira no calção e esfaquear o juiz, pior do que chamar a mãe de meretriz, pior do que pisar no joelho recém-operado do adversário, pior do que aleijar o colega.
Eles, os senhores comentaristas, queriam uma atitude severa da lei futebolística. Para que fatos como aqueles não se repetissem. Minha nossa, que exagero, só por causa de um sarrinho.
É assim que a banda toca. Há que ter carinho e delicadeza e cuidado. Sempre. As amigas a gente pega em casa. Ou deixa que elas nos peguem. Nunca se larga uma moça na roubada na noite. Nunca. Por mais bêbados que eles estejam, os amigos a colocam dentro de um taxi e ainda dizem para o taxista: cuida bem dela que essa menina vale ouro. Nós, garotas, passamos de táxi e ligamos do caminho e dizemos para as amigas: "pode descer". E fazemos o mesmos com os nossos amigos homens.
Aprendam, garotos, aprendam. Cuidado, carinho, respeito. Aprendam. Não sei se é da época de vocês, mas nunca se esqueçam dos Saltimbancos, que não, não são os Trapalhões, como você, menino, acha. É CHICO BUARQUE. Decorem o mantra: "todos juntos somos fortes, somos flecha e somos arco.. ao meu lado há um amigo que é preciso proteger". Aprendam. Faça a coisa certa. Ou meio certa que seja. Mas não deixem as meninas "se virando" depois que vocês já resolveram entre homens todo um esquema. Não é assim. E meninas, exijam, sim, carinho, delicadeza, cuidado. De todos. Sempre. É o que todo mundo merece. E a gente que vive no mundo Saltimbancos acha que é assim, sempre, com qualquer um. Mas não. Nem sempre é. Se não te tratatem com cuidado, querida, não se submeta. Explique. Diga que assim não. E isso é quase uma questão política. Mas é assim que a banda toca, meu tão jovem amigo. É assim que a banda toca. (Por Nina Lemos)
Alguns traumas nunca cicatrizam. Ficam ali, escondidos, esperando a ocasião de voltarem com tudo. É o caso do trauma das festas de 15 anos, um trauma fútil, mas nem por isso menos traumático, que acomete as mulheres que, como eu, foram adolescentes lá pelo meio da década de 80, uma época em que estava em voga o traje esporte fino. O pior é que nesse tempo também estava em voga um certo tipo de mãe, a meio intelectual meio de esquerda, que não sabia o que era roupa esporte fino e pensava: “que babaquice burguesa”. Resultado: elas nos convenciam a ir a festas de 15 anos com roupas de malha. E assim criaram um trauma que nunca, nunca cicatriza. “Mas eu pensava que você também achava aquelas festas ridículas e cafonas”, disse minha mãe recentemente, em defesa própria, chocada por saber que eu tinha tal trauma. Eu, que desde a adolescência sempre fui meio intelectual e meio de esquerda com um pensamento fútil desses. Como ela poderia imaginar?
Sim. Trauma. Que volta sempre que aparece uma festa chique. Como esse casamento do amigo querido. “Relaxa que com certeza você vai ser uma das mais bem vestidas”, diz a amiga por telefone tentando me acalmar. E ainda completa: “porque você é elegante sempre”. Tá. Dessa vez o trauma não vai me pegar. Por isso, marco hora no salão. Faço maquiagem e um penteado estilo Amy Winehouse, sapato dourado, carteira dourada. Vestido esvoaçante de seda, viu, de seda. Porque eu não posso ir a um casamento usando um vestido de malha.
Mas por dentro, ele, o trauma, dá seus gritinhos. A menina de 15 anos com roupa errada na festa de 15 anos com traje esporte fino nunca vai embora. Nunca. Sou a própria garota de Rosa Choque. Lembram desse filme? (Nina Lemos)
O conselho é dado enquanto você vasculha a sua bolsa nervosamente em busca de 1 real. Um real para inteirar com os 3 que você já tem. E, dessa forma, adquirir um pacote de suspiros caseiros. São daqueles de casa de vó, assados em tabuleiro. Isso não vai te levar a lugar nenhum, diz ele, enquanto compra um pacote de tabaco. E você vai embora. Sem suspiros.
Mas é aí que ele se engana. Um pacote de suspiros pode te levar para muitos lugares. O melhor deles: para além do arco-íris, o açúcar derretendo na boca, aquele sabor distante do limão. E todos seus neurônios suspirando, suspirando.
PS: o pior deles, a sala de espera do médico de regimes
O que você procura quando vai comprar uma casa? Um lugar bacana, pra você morar e receber os amigos. Fazer baladas, almoços e tal. Tem gente que procura um lugar pro resto da vida. Tem gente que pensa em ficar um tempo.
Mas atualmente, os novos prédios oferecem novos conceitos de moradia. Coisas diferenciadas. E totalmente horríveis! Por exemplo: um lugar horroroso chamado "espaço gourmet". O tal espaço, nada mais é do que uma espécie de sala de jantar no salão de festas, pra você não sujar sua casa quando for dar um jantar. Agora imagine que coisa detestável, você oferecer uma refeição no salão de festas! Se um convidado beber um pouco a mais e quiser se deitar, vai ter que ir pro hall de entrada, se encostar no sofá.
Outra coisa abominável muito comuns nos novos prédios é a churrasqueira na varanda, também conhecido como o chiquérrimo nome de "terraço grill". 8 em 10 novos prédios oferecem esse luxo, pra você assar uma carninha na sua varanda. Agora imagine um prédio de 20 andares. Se todos os moradores resolverem aproveitar o domingo de sol e assar sua picanha ao mesmo tempo, vai parecer que o prédio está pegando fogo! Fora o cheiro delinguiça que pode entrar pela sua casa no sábado a tarde, vindo do andar de baixo.
Outras bizarrices imobiliárias:
Garage band - O rock de garagem nunca mais será o mesmo quando começarem a aparecer as primeiras bandas formadas nos garages bands dos condomínios de luxo.
Praça das babás - Sim, isso mesmo! Uma praça destinada a elas, as babás. Pra evitar que se misturem com o resto dos condôminos.
Lan House - Pra seu filho ficar enfurnado, sem ter que sair de dentro do condomínio.
A gente já sabe que amigo não se faz, se reconhece. E quem disse isso foi o Vinicius de Moraes. Ou outra pessoa com ganas de vivir que tenha passado pela terra. “A gente é amigo de infância! A gente só demorou muito para se encontrar”, gritou um amigo certa vez. Esse mesmo jura que é amigo do Iggy Pop. “A gente só não se conhece. Mas é amigo”.
E ele está certo. Eu acho. Outro dia mesmo pedi para um amigo novo ser meu amigo e ele respondeu. “Claro, Nina, mas a gente já era amigo antes de se conhecer. “
Tudo isso para dizer que todos os meus amigos acreditam que amizade é assim.Mas outro dia fiz outra descoberta. Percebique, além dos amigos de infância recentes, existem também os inimigos de infância que a gente acabou de conhecer. “Eu e a fulana nos detestamos desde a escola”, disse para um amigo. “Mas você estudou com ela?”. “Não, mas se estivesse estudado, a gente seria de turmas diferentes. Ela sentaria na frente, seria líder da turma das loiras e ia me chamar de maconheira. A gente ia super se odiar.” Meu amigo concordou. Então, é assim. Amigo não se faz, se reconhece. E inimigo também. O mesmo vale para os grandes encontrosem geral, querido.
Todo mundo que me conhece sabe que tenho um notório medo de cachorros. Nunca fui mordida e não tenho explicações para a tal fobia. Quando forço a memória, tudo que me lembro foi de ter corrido de um dálmata na casa de uma amiga na infância. Talvez tenha sido suficiente. Sempre odiei aquele papo de “não tenha medo, ele está só brincando”. E também aquelas pessoas que, quando percebem que você está com medo, dizem que o cão cheira o medo e ataca. E você passa de medo a pânico.
Pois lá estava meu medo, confortavelmente instalado na minha vida, meu amigo de todos os dias. Até que meus pais resolveram comprar um cão para a casa de campo. Um pastor alemão. E como seria meio bocó ter medo do próprio cachorro, comecei a conviver com ele desde filhote e tal. Com isso, fui perdendo o medo de outros cães como, por exemplo, poodles. Antes que alguém me chame de ridícula por ter medo de poodles, pesquisas indicam que eles são agressivos e inconvenientes.
Só que a fobia foi trocada por algo muito pior. O apego ao cão que faz você começar a tratá-lo como um bebê, mesmo depois que ele cresce. E se alguém me chamar de ridícula por tratar um pastor alemão como um bebê... só tenho a concordar. É ridículo, muito ridículo. É a coisa mais ridícula que fiz na vida.
Ligo para uma amiga que adora animais e explico que estou me idiotizando tratando um bicho com uma criancinha e o chamando por “nominhos”. - Mas que nominhos? – pergunta ela - Hum.. Tipo fofo. - Isso é normal.
Desligo o telefone. Isso não é normal coisa nenhuma. Até porque eu menti. Menti, menti, menti. Já chamei o pastor alemão de “caçolo”, “neném”. “caçolo fofinho”. Já fiz clipe no Youtube com uma música e cenas do cão. Nem o fato de ter pego pulga dele me impediu de prosseguir minha saga rebaixante. Fui numa livraria ver, afinal, qual era a sinopse de “Marley e eu”. Socorro, era para eu estar lendo Thomas Mann. Sei lá, até Paulo Coelho seria melhor.
O próximo passo será comprar roupinhas de tricô. Pare o mundo. Quero meu medo de volta.
A Natureza é sabia e deus, quando pôs toda essa gente no mundo, percebeu que seria mais do que justo criar uma lei das compensações. Por exemplo: não existe mulher totalmente bonita. Toda mulher muito bonita geralmente tem um defeito qualquer, que vem inconvenientemente estragar sua beleza. E não estou falando de inteligência, conheço mulheres lindíssimas e candidatas a Prêmio Nobel de qualquer coisa. Estou falando de um imperfeição física mesmo. Tipo um joanete. Compensações.
Um outro caso: você se enrabichou por um sujeito e ele bebe. Não é um caso para alcoólicos anônimos. Mas ele gosta de beber com os amigos. De fazer uma farra. De inventar uma saideira. E a saideira não acaba nunca. E ele diz que é só mais um chope. E que o próximo ele vai dividir com o santo. E a noite avança. Aí você desiste: pega a sua bolsa, a chave do carro ou o dinheiro do táxi, e volta para o ninho de amor. Sozinha, claro. Porque homem, quando tem que escolher entre a mulher e a farra com os amigos, geralmente opta pela segunda opção. E nem adianta ela ser muito bonita, uma deusa. Lembre-se: ela tem um joanete!
Pois então você vai para casa sozinha e o nego... nada. Até que o dia raia e ele aparece. Bêbado, com uma cara de safado, dizendo que dormiu no ônibus, geralmente jurando amor e pedindo uma Nesaldina. Deita na cama, cheirando a cachaça, te abraça e desmaia.. E você pensa: eu não mereço. Tem dias que você pode até achar meio romântico, o seu amor boêmio. Mas isso só dura até ele começar a roncar do seu lado. Pois é aí que entra a Lei da Compensação que, neste caso, surge no dia seguinte.
Pois quando o sujeito acorda, naquela ressaca, vem logo te chamando de meu-amor-minha-nega. Você pensa: lá vem ele de novo com esse tesão de ressaca. Existe até uma explicação biológica, os níveis de testosterona de manhã, a bexiga cheia que facilita a ereção. Talvez tenha até algo a ver com o órgão que tem – na minha opinião – o melhor nome, disparado: o corpo cavernoso. Pois pode até ser por causa do corpo cavernoso, o fato é que ele acorda cheio de amor para dar, dizendo que te ama, que nunca existiu mulher como Gilda, e vem cá minha pequena, vem para eu te mostrar todas as posições do Kama Sutra, olha só o que eu faço com você, te satisfazendo de todos as maneiras. E quando você tomba, exausta, ele ainda declama um soneto do Vinícius.
E você, que dormiu tiririca e foi acordada às sete da manhã por um sujeito com bafo de Pitu, pensa: eu sou a mulher mais feliz do mundo.
Pronto: virei vegetariana. Quer dizer: parei de comer carne vermelha. Quando você pensa que mais nada podia acontecer, sim, você ainda pode fazer algo radical. Tipo parar de comer picanha mal passada, coisa que até alguns meses nem passava pela sua cabeça.
Depois de passar por uma consulta com uma médica ayurvedica, pra fazer uma pequena desintoxicação do fígado (e um emagrecimento rápido), ela revela: "você não deve comer carne vermelha. nem peixe. no máximo frango e peru". E o polvo? E os camarões? E as salsichas?!??!?!?! Nada feito. Você resolve tentar, afinal não te custa (ainda mais depois de pagar a consulta da doutora).
E não é que você consegue? E a partir daí passa a frequentar restaurantes vegetarianos e pedir frango quando vai ao Sujinho. Daí você come um cheesburguer depois de voltar da balada. E passa mal no dia seguinte inteiro. Só faltava essa! Agora, mesmo que você queira voltar a comer um bife, seu corpo não aceita mais! Você virou uma moça franguinho grelhado! Muitas saudades da picanha, do filé mignon, da carne moída, pizza de calabresa....
"Como a gente se vestia mal nos anos 90", confessa o Dengue, da Naçao Zumbi, amigo desse coletivo desde sempre. "A gente se achava incrível com aquelas roupas, e vocês também. Vocês também se vestiam muito mal", solta o mano na madrugada chuvosa do Rio. A amiga D continua. "E aquelas camisolas? Como a gente saía daquele jeito na rua? A gente queria chocar, eu acho, e isso é até legal". "Mas a gente nem sabia ser brega de verdade, éramos bregas mal vestidos", pensa em voz alta o Dengue.
Lembro do VMB em que me achei linda com uma camisola, uma meia três quartos e uma plataforma. E eu tinha cabelo rosa, claro. Mais de dez anos depois..."Agora a gente tá muito mais elegante", diz o Dengue. E nos anima cinco da manhã, porque não há mulher nesse mundo que não goste de ser chamada de elegante. "Hoje a gente é clássico", conclui o amigo.
E, claro, roupa não é nada que importe tanto. O que importa é poder rir de si mesmo, te lembranças e ter história. E continuar pronta para o pogo dez anos depois. Yes. (Nina Lemos)
O candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, decretou : selinho para todos!! Na convenção do partido que aconteceu ontem, ele resolveu marcar sua campanha dando um beijo na boca da mulher do vice-presidente. Isso é que é uma pesssoa avançada, com novas idéias.
E o selinho, convenhamos, é uma instituição que tem que ser incentivada. Com sua vitória, Obama vai transformar os Eua. Os soldados americanos que estão espalhados por todo o mundo para fazer o bem e meter a porrada, mudarão de práticas. Ao invés de sufocarem as pessoas com sacos plásticos, darão selinhos. E deixarão de dar sopapos, chutes, socos e pontapés para fazer trabalho de corpo e contato e improvisação com a população dos países de terceiro mundo.
Afinal, um selinho não faz mal a ninguém! E uma democracia verdadeira se faz com a distribuição de afeto! Se joga Obama! E Zé Celso para vice.
Quem nunca distribuiu seus selinhos por aí que atire a primeira pedra. Quer dizer, que distribua, pois não sabe o que está perdendo!
É assim. Você é uma pessoa livre para consumir e usar a tecnologia. Por isso tem um Blackberry que te permite entrar na internet de qualquer lugar onde estiver. E também tem a "liberdade" de ficar viciada e presa a esse aparelho. E a TIM tem a liberdade de cortar seu telefone e te acusar de não ter pago uma conta de abril. E de te deixar com síndrome de abstinência em pleno domingo.
Você tem a liberdade de usar o telefone onde bem entender. E pagar caro por isso. E, claro, quem precisa de um telefone para viver (mesmo no domingo) não é exatamente livre. E o que a companhia de telefonia faz? Ah, pode-se tudo nessa era pós Jetsons, não? Até cobrar duas vezes uma conta. E cortar o seu telefone por causa disso. E você pode espernear, chorar e gritar. Eles só vão resolver parte do problema quando você fizer uma ameaça de processo.
O capitalismo é mesmo super legal. E o que você faz depois de brigar com a operadora cafajeste e pensar nisso tudo? Tem um ataque de pânico. Daqueles de verdade. E as pessoas ainda têm a liberdade de pensar que você é louca por isso.