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Rio de Janeiro

Com Gracyanne como rainha, União da Ilha aborda problemas nas favelas do RJ

Gracyanne Barbosa desfilará, pelo terceiro ano seguido, como rainha da União da Ilha - Júlio César Guimarães/UOL
Gracyanne Barbosa desfilará, pelo terceiro ano seguido, como rainha da União da Ilha Imagem: Júlio César Guimarães/UOL

Colaboração para o UOL

Em São Paulo

28/01/2020 12h03

Tradicional escola da Ilha do Governador, a União da Ilha ainda busca seu primeiro título no Grupo Especial do Carnaval do Rio. Para tentar o inédito caneco, a agremiação levará para avenida o tema "Nas encruzilhadas da Vida, entre becos, ruas e vielas; A sorte está lançada: Salve-se quem puder!".

O enredo fará uma crítica social, falando dos problemas enfrentados pelas favelas cariocas, muitas vezes os mesmos da periferia de outras grandes cidades do país, como São Paulo e Belo Horizonte.

"Os problemas são tão graves que já não afetam apenas as camadas mais pobres da sociedade. Agora, corroem os calcanhares da classe média também. A tal pirâmide social está ruindo e os pedaços caem sobre nós", diz trecho da justificativa do enredo da União da Ilha.

A modelo Gracyanne Barbosa, que faz sucesso nas redes sociais com seu corpo sarado, continua, pelo terceiro ano seguido, como rainha de bateria da União da Ilha.

De acordo com a programação do Carnaval do Rio de Janeiro, o desfile da escola na Marquês de Sapucaí será o penúltimo da primeira noite do Grupo Especial (23 de fevereiro), com início previsto entre 2h30 e 3h20 da madrugada de segunda-feira.

Neste ano, a escola completa uma sequência de 11 participações seguidas na elite do Carnaval carioca. Nos dois últimos anos, terminou em um modesto décimo lugar.

SAMBA-ENREDO

"Nas encruzilhadas da vida, entre becos,
ruas e vielas a sorte está lançada:
Salve-se quem puder!"

Autores: Márcio André, Márcio André Filho, Daniel Katar, Júlio Alves, Marinho e Rafael Prates

Intérprete: Ito Melodia

LETRA

Senhor, eu sou a Ilha!
E no meu ventre essa verdade que impera
Que é invisível entre becos e vielas
De quem desperta, pra viver a mesma ilusão
E vai trabalhar
Antes do sol levantar de novo
A voz do rancor não cala meu povo, não!
Sou mãe! Dignidade é meu destino
Rogo em prece meus meninos
Ao longe, alguém ouviu
Meus filhos são filhos dessa mãe gentil

Inocentes, culpados, são todos irmãos
Esse nó na garganta, vou desabafar
O chumbo trocado, o lenço na mão
Nessa terra de deus-dará...

Eu sei o seu discurso oportunista
É a ganância, hipocrisia
O seu abraço é minha dor, seu doutor
Eu sei que todo mal que vem do homem
Traz a miséria e causa fome
Será justiça de quem esperou
O morro vem pro asfalto e dessa vez
Esquece a tristeza agora...
É hoje, o dia da comunidade
Um novo amanhã, num canto de liberdade

A nossa riqueza é ser feliz
Por todos os cantos do País
Na paz da criança, o amor da mulher
De gente humilde que pede com fé

Rio de Janeiro