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Rio de Janeiro

Carnaval 2020 do Rio: veja os sambas-enredo das escolas do Grupo Especial

Desfile da Estácio de Sá, que levará para a avenida em 2020 o tema "Pedra" - Ellan Lustosa/Código 19/Estadão Conteúdo
Desfile da Estácio de Sá, que levará para a avenida em 2020 o tema "Pedra" Imagem: Ellan Lustosa/Código 19/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL

Em São Paulo

14/01/2020 15h49

Resumo da notícia

  • Mangueira buscará o bicampeonato neste ano com o tema "A Verdade Vos Fará Livre", no qual os autores fazem uma releitura de Jesus
  • Mocidade conta a história de "Elza Deusa Soares" com enredo de Sandra de Sá
  • Treze escolas vão passar pela avenida nos dias 23 e 24 de fevereiro

Grande campeã do Carnaval 2019 do Rio de Janeiro, a Mangueira buscará o bicampeonato neste ano com o tema "A Verdade Vos Fará Livre", no qual os autores fazem uma releitura de Jesus, com ele nascendo no Morro da Mangueira.

Escola que vai abrir os desfiles do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí, a Estácio de Sá levará para a avenida o tema "Pedra", em que aborda aspectos como a pedra simbolizando a permanência do tempo, o seu uso pelos nossos ancestrais para registrar suas passagens pelo mundo e a busca por pedras preciosas e pelo ouro na história colonial do Brasil.

O Grupo Especial desfila nos dias 23 (domingo) e 24 de fevereiro (segunda-feira). Treze escolas vão passar pela avenida nas duas noites, e as seis primeiras colocadas voltam a se apresentar no desfile das campeãs, no dia 29 de fevereiro.

Conheça abaixo os 13 sambas-enredo das escolas do Grupo Especial do Carnaval carioca.

1) Estácio de Sá

"Pedra"

Autores: Edson Marinho, Jorge Xavier, Júlio Alves, Jailton Russo, Ivan Ribeiro, Dudu Miller,

Alexandre Moraes e Hugo Bruno

Intérprete: Serginho do Porto

O poder que emana do alto da pedreira

Tem alma justiceira tem garra de leão

Senhor não deixa um filho seu sozinho

Tirando pedras do meu caminho

Vai, São Carlos

À força dos ancestrais

Pedra fundamental do Samba

Batalhas e rituais

Paredes que contam histórias

Na sede pela vitória

Sagrada, talhada, encravada no chão

Conduz meu pavilhão

Ê, roda pra lá; ê, roda pra cá

Brilha na estrada seguindo o caminho do mar

Diamantes e amores, sedução e fantasia

A riqueza dos senhores dos escravos, alforria

No verso duro a inspiração

Da serra do meu pai e meu avô

O trem que leva a produção

Das minas à tinta do grande escritor

Vem peneirar, peneirar

O garimpo traz o ouro, a cobiça dos mortais

Peneirar, peneirar

Devastando a natureza no Pará dos carajás

Da lua, de Jorge, eu vejo o Planeta Azul chorar

Atire a pedra quem não tem espelho

Quero meu rubi vermelho

Pra minha Estácio de Sá

2) Viradouro

"Viradouro de Alma Lavada"

Autores: Cláudio Russo, Paulo César Feital, Diego Nicolau, Júlio Alves, Dadinho, Rildo Seixas, Manolo, Anderson Lemos e Carlinhos Fionda

Intérprete: Zé Paulo Sierra

Levanta, preta, que o sol tá na janela

Leva a gamela pro xaréu do pescador

A alforria se conquista com o ganho

E o balaio é do tamanho do suor do seu amor

Mãinha, esses velhos areais

Onde nossas ancestrais acordavam as manhãs pra luta

Sentem cheiro de angelim

E a doçura do quindim

Da bica de Itapuã

Camará ganhou a cidade

O erê herdou liberdade

Canto das Marias, Baixa do Dendê

Chama a freguesia pro batuquejê

São elas, dos Anjos e das Marés

Crioulas do balangandã, ô, Iaiá

Ciranda de roda, na beira do mar

Ganhadeira que benze, vai pro terreiro sambar

Nas escadas da fé:

É a voz da mulher!

Xangô ilumina a caminhada

A falange está formada, um coral cheio de amor

Kaô, o axé vem da Bahia

Nessa negra cantoria

Que Maria ensinou

Ó, mãe! Ensaboa, mãe!

Ensaboa pra depois quarar

Ora yê yê ô, Oxum! Seu dourado tem axé

Faz o seu quilombo no Abaeté

Quem lava a alma dessa gente veste ouro

É Viradouro! É Viradouro!

3) Mangueira

"A Verdade Vos Fará Livre"

Autores: Manu da Cuíca e Luiz Carlos Máximo

Intérprete: Marquinho Art'Samba

Eu sou da Estação Primeira de Nazaré

Rosto negro, sangue índio, corpo de mulher

Moleque Pilintra no Buraco Quente

Meu nome é Jesus da Gente

Nasci de peito aberto, de punho cerrado

Meu pai carpinteiro desempregado

Minha mãe é Maria das Dores Brasil

Enxugo o suor de quem desce e sobe ladeira

Me encontro no amor que não encontra fronteira

Procura por mim nas fileiras contra a opressão

E no olhar da porta-bandeira pro seu pavilhão

Eu tô que tô dependurado

Em cordéis e Corcovados

Mas será que todo povo entendeu o meu recado?

Porque de novo cravejaram o meu corpo

Os profetas da intolerância

Sem saber que a esperança

Brilha mais na escuridão

Favela, pega a visão

Não tem futuro sem partilha

Nem Messias de arma na mão

Favela, pega a visão

Eu faço fé na minha gente

Que é semente do seu chão

Do céu deu pra ouvir

O desabafo sincopado da cidade

Quarei tambor, da cruz fiz esplendor

E ressurgi no cordão da liberdade

Mangueira

Samba, teu samba é uma reza

Pela força que ele tem

Mangueira

Vão te inventar mil pecados

Mas eu estou do seu lado

E do lado do Samba também

4) Paraíso do Tuiuti

"O Santo e o Rei - Encantarias de Sebastião"

Autores: Moacyr Luz, Cláudio Russo, Aníbal, Píer, Júlio Alves e Alessandro Falcão

Intérpretes: Celsinho Mody e Nino do Milênio

Todo 20 de Janeiro

Nos altares e terreiros

Pelos campos de batalha

Uma vela pro Divino

O imperador menino

Um Sebastião não falha

Nas marés, o desejado

Infiéis pra todo lado

Enfrentou a lua cheia

No deserto, um grão de areia

Dom Sebastião vagueia

Sem futuro, nem passado

Renasce sob nós, um caboclo encantado

Na Praia dos Lençóis, é o Touro Coroado

Vestiu bumba-meu-boi

Até mudou o fado

No couro do tambor foi batizado

Poeira, ê! Poeira!

Pedra Bonita pôs o santo no altar

Sangrou a terra, onde a paz chorou a guerra

Mas ele vai voltar!

(Oh, meu Rio...)

Rio, do peito flechado

Dos apaixonados

Rio batuqueiro

Oxóssi, orixá das coisas belas

Guardião dessa Aquarela

Salve o Rio de Janeiro!

Orfeus tocam liras na favela

A cidade das mazelas

Pede ao Santo proteção

Grito o teu nome no cruzeiro

Oh, Padroeiro! Toda a minha devoção!

No Morro do Tuiuti

No alto do Terreirão

O cortejo vai subir

Pra saudar Sebastião!

5) Grande Rio

"Tatalondirá. O Canto do Caboclo no Quilombo de Caxias"

Autores: Derê, Robson Moratelli, Rafael Ribeiro e Toni Vietnã

Intérprete: Evandro Mallandro

É Pedra Preta!

Quem risca ponto nesta casa de caboclo

Chama Flecheiro, Lírio e Arranca-Toco

Seu "Serra Negra" na jurema, Juremá?

Pedra Preta!

O assentamento fica ao pé do dendezeiro

Na capa de Exu, caminho inteiro

Em cada encruzilhada um alguidar

Era homem, era bicho-flor

Bicho-homem, pena de pavão

A visão que parecia dor

Avisando Salvador, João!

No Camutuê Jubiabá

Lá na roça a gameleira

"Da Gomeia" dava o que falar

Na curimba feiticeira

Okê! Okê! Oxóssi é caçador

Okê! Arô! Odé!

Na paz de Zambi, ele é Mutalambô!

O Alaketo, guardião do Agueré

É isso, dendê e catiço

O rito mestiço que sai da Bahia

E leva meu pai mandingueiro

Baixar no terreiro quilombo Caxias

Malandro, vedete, herói, faraó?

Um saravá pra folia

Bailam os seus pés

E pelo ar o benjoim

Giram presidentes, penitentes, yabás

Curva-se a rainha e os ogans batuqueiros pedem paz

Salve o candomblé, Eparrei Oyá

Grande Rio é Tatalondirá

Pelo amor de Deus, pelo amor que há na fé

Eu respeito seu amém

Você respeita o meu axé

(respeita o meu axé)

6) União da Ilha

"Nas encruzilhadas da vida, entre becos, ruas e vielas, a sorte está lançada: Salve-se quem puder!"

Autores: Márcio André, Márcio André Filho, Daniel Katar, Júlio Alves, Marinho e Rafael Prates

Intérprete: Ito Melodia

Senhor, eu sou a Ilha!

E no meu ventre essa verdade que impera

Que é invisível entre becos e vielas

De quem desperta, pra viver a mesma ilusão

E vai trabalhar

Antes do sol levantar de novo

A voz do rancor não cala meu povo, não!

Sou mãe! Dignidade é meu destino

Rogo em prece meus meninos

Ao longe, alguém ouviu

Meus filhos são filhos dessa mãe gentil

Inocentes, culpados, são todos irmãos

Esse nó na garganta, vou desabafar

O chumbo trocado, o lenço na mão

Nessa terra de deus-dará...

Eu sei o seu discurso oportunista

É a ganância, hipocrisia

O seu abraço é minha dor, seu doutor

Eu sei que todo mal que vem do homem

Traz a miséria e causa fome

Será justiça de quem esperou

O morro vem pro asfalto e dessa vez

Esquece a tristeza agora...

É hoje, o dia da comunidade

Um novo amanhã, num canto de liberdade

A nossa riqueza é ser feliz

Por todos os cantos do País

Na paz da criança, o amor da mulher

De gente humilde que pede com fé

7) Portela

"Guajupiá, Terra Sem Males"

Autores: Valtinho Botafogo, Rogério Lobo, José Carlos, Zé Miranda, Beto Aquino, Pecê Ribeiro,

D'Sousa e Araguaci

Intérprete: Gilsinho

Clamei aos céus

A chama da maldade apagou

E num dilúvio a terra ele banhou

Lavando as mazelas com perdão

Fim da escuridão

Já não existe a ira de Monã

No ventre há vida, novo amanhã

Irim Magé já pode ser feliz

Transforma a dor

Na alegria de poder mudar o mundo

Mairamuana tem a chave do futuro

Pra nossa tribo lutar e cantar

Auê, auê, a voz da mata, okê, okê arô

Se Guanabara é resistência

O índio é arco, é flecha, é essência

Ao proteger karioka

Reúno a maloca na beira da rede

Cauim pra festejar? purificar

Borduna, tacape e ajaré

Índio pede paz mas é de guerra

Nossa aldeia é sem partido ou facção

Não tem "bispo", nem se curva a "capitão"

Quando a vida nos ensina

Não devemos mais errar

Com a ira de Monã

Aprendi a respeitar a natureza, o bem viver

Pro imenso azul do céu

Nunca mais escurecer

Índio é tupinambá

Índio tem alma guerreira

Hoje meu Guajupiá é Madureira

Voa Águia na floresta

Salve o Samba, salve ela

Índio é dono desse chão

Índio é filho da Portela

8) São Clemente

"O Conto do Vigário"

Autores: Marcelo Adnet , André Carvalho, Pedro Machado, Gustavo Albuquerque, Gabriel Machado, Camilo Jorge, Luiz Carlos França e Raphael Candeia

Intérpretes: Leozinho, Bruno Ribas e Grazzi Brasil

O sino toca na capela e anuncia

Nossa Senhora, começou a confusão!

Quem vai ficar com a imagem de Maria?

O burro vai tomar a decisão

Mas o jogo estava armado

Era o conto do vigário

Nessa terra fértil de enredo

Se aprende desde cedo

Todo papo que se planta dá

Dom João deu uma volta em Napoleão

Fez da colônia dos malandros capital

Trambique, patrimônio nacional

Tem laranja!

"Na minha mão, uma é três e três é dez!"

É o bilhete premiado vendido na rua

Malandro passando terreno na lua!

Hoje, o vigário de gravata

Abençoa a mamata

Lobo em pele de cordeiro

"Trago em três dias seu amor"

"La garantia soy yo!"

"Só trabalho com dinheiro"

Chamou o VAR, tá grampeado

Vazou, deu sururu

Tem marajá puxando férias em Bangu!

Balança na rede

Abre a janela, aperta o coração

O filtro é fantasia da beleza

Na virtual roleta da desilusão

Brasil, compartilhou, viralizou, nem viu!

E o País inteiro assim sambou

"Caiu na fake news!"

Meu povo chegou, ô, ô!

A maré vai virar, laiá!

Na ginga, pra frente, lá vem São Clemente

Sem medo de acreditar!

9) Vila Isabel

"Gigante pela própria natureza: Jaçanã e um índio chamado Brasil"

Autores: Cláudio Russo, Chico Alves e Júlio Alves

Intérprete: Tinga

Sou eu!

Índio filho da mata

Dono do ouro e da prata

Que a terra-mãe produziu

Sou eu!

Mais um Silva pau de arara

Sou barro marajoara

Me chamo Brasil

Aquele que desperta a cunhatã

Para ouvir jaçanã sussurrar ao destino

O curumim, o piá e o mano

Que o vento minuano também chama de menino

Do Tapajós desemboquei no Velho Chico

Da negra Xica, solo rico das Gerais

E desaguei em fevereiro

No meu Rio de Janeiro, terra de mil carnavais

Ô, viola!

A sina de preto velho

É luta de quilombola, é pranto, é caridade

Ô, fandango!

Candango não perde a fé

Carrega filho e mulher

Pra erguer nova cidade

Quando a cacimba esvazia

Seca a água da moringa

Sertanejo em romaria

É mais forte que mandinga

Assim nasceu a Flor do Cerrado

Quando um cacique inspirado

Olhou pro futuro

E mandou construir

Brasília, joia rara prometida

Que Nossa Senhora de Aparecida

Estenda o seu manto

Pro povo seguir

Sou da Vila, não tem jeito

Fazer samba é meu papel

Fiz do chão do Boulevard

Meu céu! "Paira no ar"

O azul da beleza

Gigante pela própria natureza

10) Salgueiro

"O Rei Negro no Picadeiro"

Autores: Marcelo Motta, Fred Camacho, Guinga do Salgueiro, Getúlio Coelho, Ricardo Neves

e Francisco Aquino

Intérpretes: Emerson Dias e Quinho

Na corda bamba da vida me criei

Mas qual o negro não sonhou com liberdade?

Tantas vezes perdido, me encontrei

Do meu trapézio saltei num voo pra felicidade

Quando num breque, mambembe moleque

Beijo o picadeiro da ilusão

Um novo norte, lançado à sorte

Na "companhia" do luar...

Feito sambista...

Alma de artista que vai onde o povo está

E vou estar com o peito repleto de amor

Eis a lição desse nobre palhaço:

Quando cair, no talento, saber levantar

Fazer sorrir quando a tinta insiste em manchar

O rosto retinto exposto

Reflete no espelho

Na cara da gente um nariz vermelho

Num circo sem lona, sem rumo, sem par...

Mas se todo show tem que continuar (bravo!!)

Bravo!

Há esperança entre sinais e trampolins

E a certeza que milhões de Benjamins

Estão no palco sob as luzes da ribalta

Salta, menino!

A luta me fez majestade

Na pele, o tom da coragem

Pro que está por vir...

Sorrir é resistir!

Olha nós aí de novo

Pra sambar no picadeiro

Arma o circo, chama o povo, Salgueiro!

Aqui o negro não sai de cartaz

Se entregar, jamais!

11) Unidos da Tijuca

"Onde Moram os Sonhos"

Autores: Dudu Nobre, Totonho, André Diniz, Fadico e Jorge Aragão

Intérprete: Wantuir

O sol nasce em minha alma

Vai tomando o peito e ganhando jeito

Se eternizando, traduzido em forma

O mais imperfeito, perfeição se torna

Lá no meu quintal, eu vou fazer um bangalô

Já foi tapera feita em palha e sapê

E uma capela que a candeia alumiou

A lua cheia?

Vem, é lindo o anoitecer

Vai, eu morro de saudade

Todo mundo um dia sonha ter

Seu cantinho na cidade

Como é linda a vista lá do meu Borel

Luzes na colina, meu arranha-céu

Linhas do arquiteto, a vida é construção

Curva-se o concreto, brilha a inspiração

Lágrima desce o morro

Serra que corta a mata

Mata, a pureza no olhar

O rio pede socorro

É terra que o homem maltrata

E meu clamor abraça o Redentor

Pra construir um amanhã melhor

O povo é o alicerce da esperança

O verde beija o mar, a brisa vai soprar

O medo de amar a vida

Paz e alegria vão renascer

Tijuca, faz esse meu sonho acontecer

A minha felicidade mora nesse lugar

Eu sou favela!!!

O samba no compasso é mutirão de amor

Dignidade não é luxo, nem favor

12) Mocidade Independente

"Elza Deusa Soares"

Autores: Sandra de Sá, Igor Vianna, Dr. Márcio, Solano Santos, Renan Diniz, Jefferson Oliveira,

Professor Laranjo e Telmo Augusto

Intérprete: Wander Pires

Lá vai, menina...

Lata d'água na cabeça

Vencer a dor que esse mundo é todo seu

Onde a "água santa" foi saliva

Pra curar toda ferida que a história escreveu

É sua voz que amordaça a opressão

Que embala o irmão

Para a preta não chorar

Se a vida é uma "Aquarela"

Vi em ti a cor mais bela

Pelos palcos a brilhar

É hora de acender no peito a inspiração

Sei que é preciso lutar

Com as armas de uma canção

A gente tem que acordar

Da "lama" nasce o amor

Quebrar as "agulhas" que vestem a dor

Brasil, enfrenta o mal que te consome

Que os filhos do planeta fome

Não percam a esperança em seu cantar

Ó, nega, "sou eu que te falo em nome daquela"

Da batida mais quente, o som da favela

É resistência em nosso chão

"Se acaso você chegar" com a mensagem do bem

O mundo vai despertar, deusa da Vila Vintém

Eis a estrela?

Meu povo esperou tanto pra revê-la

Laroyê ê Mojubá? liberdade

Abre os caminhos pra Elza passar?

Salve a Mocidade!

Essa nega tem poder, é luz que clareia

É samba que corre na veia

13) Beija-Flor

"Se essa rua fosse minha"

Autores: Magal Clareou, Diogo Rosa, Julio Assis, Jean Costa, Dario Jr., Thiago Soares

e Junior Fionda

Intérprete: Neguinho da Beija-Flor

Preceito!

Minha fé pra seguir nessa estrada

Odara ê! Reina firme na encruzilhada

Abram os caminhos do meu Beija-Flor

Por rotas já trilhadas no passado

O tempo de tormenta que esse mar levou

Revela este novo Eldorado

Nas trilhas da vida, desbravador!

Destino traçado, vencedor!

Nos becos da solidão

Moleque de pé no chão

E nessas andanças, eu sigo teus passos

São tantas promessas de um peregrino

É crer no milagre, sagrados valores

Em tantos altares, em tantos andores

A vela que acende, a dor que se apaga

A mão que afaga se torna corrente

Nilopolitano em romaria

A fé me guia! A fé me guia!

Em meus devaneios

Entre o real e a imaginação

Saudade persiste, insiste em passear no coração

Feito um poema à beira-mar

Canto pra te ver passar

Me vejo em teu caminho

Nessa imensidão azul do teu amor

E às vezes, perdido

Eu me encontro em tuas asas, Beija-Flor

Por mais que existam barreiras

Eu vim pra vencer no teu ninho

É bom lembrar, eu não estou sozinho

Ê Laroyê Ina Mojubá

Adakê, Exu, ô, ô, ô

Segura o povo que o povo é o dono da rua

Ô, corre gira que a rua é do Beija-Flor!

Rio de Janeiro