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Liesa vai discutir adiamento do carnaval do Rio na quinta, diz presidente

Representantes das escolas de samba vão debater essa semana o formato dos desfiles de 2021 - Júlio César Guimarães/UOL
Representantes das escolas de samba vão debater essa semana o formato dos desfiles de 2021 Imagem: Júlio César Guimarães/UOL

Do UOL, em São Paulo

21/09/2020 18h22

O presidente da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), Jorge Castanheira, adiantou que as agremiações vão se reunir na quinta-feira (24) para debater a realização dos desfiles no Carnaval de 2021.

"Cancelamento, adiamento e se vai haver condição de fazer algum movimento em função da falta de vacina ou se vai ter vacina, tudo isso a gente vai conversar no dia 24", afirmou Castanheira em entrevista concedida ao Extra.

Ainda que a Prefeitura do Rio tenha liberado a abertura das quadras das escolas de samba a partir de novembro, o presidente da Liesa não acredita que seja possível manter os desfiles em fevereiro no mesmo formato apresentado todos os anos.

"Acho pouco provável ter autorização do governo para fazer aglomeração. Está previsto pela prefeitura que em novembro vai poder reabrir as quadras (das escolas de samba). Vamos ter de aguardar se de fato vai acontecer. São variáveis que vamos tratar na quinta", explicou ao dizer que a entidade vai "ouvir os prós e os contra de quem faz o carnaval".

Para Castanheira, a possibilidade de realizar os desfiles no meio do ano que vem só é viável em um formato de baixo custo, com menos alegorias. Caso contrário, as escolas teriam orçamento e logística dos desfiles de 2022 prejudicados.

"A gente não tem uma fórmula pronta. A gente vai tentar na quinta-feira pensar num formato que atenda as escolas e as pessoas que estão com o desejo de ter uma alternativa de lazer e de eventos, mas com muita prudência e cuidado", declarou.

"Só se tiver segurança, do ponto de vista de saúde. Senão não há possibilidade", garantiu.

Em agosto, Castanheira já havia dito que não haveria desfiles sem vacina. "Óbvio que sem vacinação disponível para a população não vai ter desfile, até porque não teremos autorização do poder público", disse à Veja Rio.

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