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Com águia high-tech, Portela homenageará primeiros habitantes do Rio

Rainha da Portela, Bianca Monteiro ganhou o apelido de "Beyoncé do samba" - hyago Andrade e Marcos Ferreira/Brazilnews
Rainha da Portela, Bianca Monteiro ganhou o apelido de "Beyoncé do samba" Imagem: hyago Andrade e Marcos Ferreira/Brazilnews

Colaboração para o UOL

Em São Paulo

29/01/2020 14h39

Tradicional escola de Madureira, 22 vezes campeã do Grupo Especial do Carnaval do Rio, a Portela abordará, no desfile no sambódromo da Marquês de Sapucaí, a história dos primeiros habitantes do Rio de Janeiro. O tema do enredo da azul e branco no Carnaval de 2020 é "Guajupiá, Terra Sem Males".

A rainha de bateria da Portela segue sendo Bianca Monteiro, que tem uma história dentro da escola. Em 2017, após 16 anos como passista, Bianca fez sua estreia à frente dos ritmistas. "Sei que minha escolha surpreendeu as pessoas, mas eu quis muito ser rainha", disse ela, em 2017, em entrevista ao UOL.

Símbolo mais aguardado da Sapucaí, a águia da Portela ganhará este ano uma roupagem high-tech, informa o colunista Leo Dias.

Campeã em 2017, quando quebrou um jejum de mais de 30 anos sem títulos, a maior vencedora do Carnaval carioca será a última escola a desfilar no primeiro dia do Grupo Especial.

De acordo com a programação do Carnaval do Rio de Janeiro, a entrada da Portela na avenida vai acontecer entre 3h30 e 4h30 da madrugada de domingo (23 de fevereiro) para segunda.

SAMBA-ENREDO

"Guajupiá, Terra Sem Males"

Autores: Valtinho Botafogo, Rogério Lobo, José Carlos, Zé Miranda, Beto Aquino, Pecê Ribeiro, D'Sousa e Araguaci

Intérprete: Gilsinho

LETRA

Clamei aos céus
A chama da maldade apagou
E num dilúvio a terra ele banhou
Lavando as mazelas com perdão
Fim da escuridão
Já não existe a ira de Monã
No ventre há vida, novo amanhã
Irim Magé já pode ser feliz
Transforma a dor
Na alegria de poder mudar o mundo
Mairamuana tem a chave do futuro
Pra nossa tribo lutar e cantar

Auê, auê, a voz da mata, okê, okê arô
Se Guanabara é resistência
O índio é arco, é flecha, é essência

Ao proteger karioka
Reúno a maloca na beira da rede
Cauim pra festejar? purificar
Borduna, tacape e ajaré
Índio pede paz mas é de guerra
Nossa aldeia é sem partido ou facção
Não tem "bispo", nem se curva a "capitão"
Quando a vida nos ensina
Não devemos mais errar
Com a ira de Monã
Aprendi a respeitar a natureza, o bem viver

Pro imenso azul do céu
Nunca mais escurecer

Índio é tupinambá
Índio tem alma guerreira
Hoje meu Guajupiá é Madureira
Voa Águia na floresta
Salve o Samba, salve ela
Índio é dono desse chão
Índio é filho da Portela

Minha Portela

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Rio de Janeiro