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Estácio de Sá traz recado ecológico com enredo Pedra e estreia nova rainha

Estácio da Sá está de volta ao Grupo Especial após três anos desfilando na segunda divisão - Marco Antônio Teixeira/UOL
Estácio da Sá está de volta ao Grupo Especial após três anos desfilando na segunda divisão Imagem: Marco Antônio Teixeira/UOL

Colaboração para o UOL

20/02/2020 14h36

Considerada a primeira escola de samba do Brasil, fundada em 1955, a Estácio de Sá volta ao Grupo Especial após ficar afastada por três anos. Para o Carnaval 2020, a agremiação aposta em um título bastante enxuto para o seu enredo: "Pedra".

Segundo o colunista Anderson Baltar, o tema se desvenda por aspectos como a pedra simbolizando a permanência do tempo, o seu uso pelos nossos ancestrais para registrar suas passagens pelo mundo e a busca por pedras preciosas e pelo ouro na história colonial do Brasil.

Na bateria, a Estácio vai apresentar sua nova rainha, Jack Maia, que foi coroada em agosto do ano passado, após desfilar por dois anos como musa.

A escola venceu o Grupo Especial apenas uma vez, em 1992. No ano passado, a Estácio foi campeã da Série A com o enredo "A fé que emerge das águas".

De acordo com a programação do Carnaval do Rio de Janeiro, a Estácio será a primeira agremiação a desfilar no domingo (23 de fevereiro), com previsão de entrada na Sapucaí às 21h30.

SAMBA-ENREDO

"Pedra"

Compositores: Edson Marinho, Jorge Xavier, Júlio Alves, Jailton Russo, Ivan Ribeiro e Dudu Miller.

LETRA

O poder que emana do alto da pedreira
Tem alma justiceira e garra de leão
Senhor não deixa um filho seu sozinho
Tirando pedras do meu caminho

Vai São Carlos
À força dos ancestrais
Pedra fundamental do samba
Batalhas e rituais
Paredes que contam histórias
Na sede pela vitória
Sagrada, talhada, encravada no chão
Conduz meu pavilhão

Ê roda pra lá, ê roda pra cá
Brilha na estrada seguindo o caminho do mar
Diamantes e amores, sedução e fantasia
A riqueza dos senhores
Dos escravos, alforria

No verso duro a inspiração
Da serra do meu pai e meu avô

O trem que leva a produção
Das minas a tinta do grande escritor

Vem peneirar, peneirar
O garimpo traz o ouro a cobiça dos mortais
Peneirar, peneirar
Devastando a natureza no Pará dos Carajás

Da Lua de Jorge, eu vejo o planeta azul chorar
Atire a pedra quem não tem espelho
Quero meu rubi vermelho
Pra minha Estácio de Sá

Rio de Janeiro