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Foliões disputam selfie com quem veste fantasia política no Imprensa

Foliões usaram fantasia como forma de protesto no Bloco Imprensa Que Eu Gamo - Luciola Villela/ UOL
Foliões usaram fantasia como forma de protesto no Bloco Imprensa Que Eu Gamo
Imagem: Luciola Villela/ UOL

Michel Alecrim

Colaboração para o UOL, no Rio

08/02/2020 17h43

Fizeram sucesso as fantasias com tom político no Imprensa Que Eu Gamo. Muitos queriam tirar fotos para mandar suas mensagens para as redes sociais.

O casal Rafael Morais, 41, e Daniela Rocha, 46, ironizaram o radicalismo religioso e ideológico que vem crescendo no país e se fantasiaram de Jesus e Diabinha. Formou até fila para posar ao lado deles.

"Vivemos um momento de conflito de extremos no Brasil. Cada um tem o direito de ter sua fé, mas o Estado é de todos", diz Morais, que é professor universitário.

Sua mulher tinha na capa a frase "Respeite a diversidade" e eles exibiam no cartaz a palavra de ordem "O Estado é laico" com a hashtag #IgrejaSemPartido.

O advogado Roberto Oliveira Martins, 43, também fez sucesso com sua roupa que representava a crise da Cedae. Levou garrafa com água, mel e limão, com a cor que tem saído de muitas torneiras. "Está geladinha. Essa aqui é de boa qualidade", garante Martins.

Imprensa Que Eu Gamo fecha a Rua das Laranjeiras e inicia dispersão

O carro de som do bloco Imprensa Que Eu Gamo parou na Rua das Laranjeiras, na altura da Gago Coutinho, e interrompeu o trânsito. A música mecânica deu lugar ao som da bateria e os foliões começam a dispersar.

O desfile, que contornou o quarteirão transcorreu sem incidentes. O bloco tocou seu samba-enredo "Imprecionante" (ironia com o erro na grafia da palavra "impressionante" cometido pelo ministro da Educação, Abrahan Weintraub), mas predominou no repertório sambas de antigos carnavais.

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