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'Que delícia ser veado', diz cantora trans Pepita no bloco Meu Santo é Pop

Carlos Minuano

Colaboração para o UOL, em São Paulo

29/02/2020 17h43

"Ainda bem que ainda é Carnaval e que delicia é ser veado", gritou a cantora trans Pepita ao assumir o microfone do bloco Meu Santo é Pop, em São Paulo, por volta das 16h deste sábado (29).

Com o trio parado na esquina da avenida Ipiranga com a rua Major Sertório, a cantora anunciou que vai casar. "Botaram aliança no meu dedo, vai ter bicha no altar". Mas ela garante que procura uma menina para completar o casamento. "Quem quer entrar no meu trisal?".

O tom político também ganhou espaço no desfile. A cantora puxou coros de protesto contra o governo. "Ei, Bolsonaro, vai tomar no c...". Mas depois corrigiu: "Eu dou porque gosto, ele vai dar com raiva, ele e a família toda dele".

Mas a interação em cima do trio não foi o bastante para a artista. A cantora desceu para as cordas, bebeu, fez muitas selfies, conversou, brincou, bebeu e dispensou seguranças que não perdiam ela de vista. "Estou entre os meus".

Antes de encerrar, pouco antes das 17h, chamou foliões para o after na boate Zig Duplex que vai ser embalado pelo bloco Minhoqueens. Depois pediu muitos aplausos para Linn da Quebrada, Pabllo Vittar e - lógico - para ela própria. Em seguida, profetizou: "A revolução é travesti".

Antes da dispersão, o DJ que comandou a última parte do desfile pediu aplausos para Bruna Surfistinha, a Raquel Pacheco que acompanhou todo o percurso do bloco. "Ela é um ícone da resistência cultural, do nosso cinema."

Bruna —ou Raquel— terminou o desfile descalça fazendo uma dancinha com os sapatos e atendendo muitos pedidos de selfie. Disse que ficou emocionada com a homenagem e admitiu que estava meio alcoolizada, mas que ainda assim seguiria firme na folia em outro bloquinho, na praça da República.

O Meu Santo é Pop, que seguiria até o largo do Paissandu, encerrou pontualmente às 17h na avenida Ipiranga.

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