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Gracyanne lamenta ter sido rebaixada com União da Ilha: "Fizemos o melhor"

Gracyanne Barbosa - Reprodução/Instagram
Gracyanne Barbosa Imagem: Reprodução/Instagram

Felipe Pinheiro

Do UOL, em São Paulo

26/02/2020 18h38

Rainha de Bateria da União da Ilha, Gracyanne Barbosa elogiou a agremiação após ela ser rebaixada junto com a Estácio de Sá para o Grupo de Acesso do Carnaval do Rio de Janeiro. A escola campeã do Grupo Especial foi a Viradouro, com 269,6 pontos.

"A escola estava linda, a vida é feita de altos e baixos e infelizmente não conquistamos o lugar que queríamos, mas fizemos o nosso melhor. Estou triste, mas sei também que são os momentos difíceis que nos tornam mais fortes", disse ela com exclusividade ao UOL. "Independente de resultados meu coração pulsa pela União da Ilha. Escola que me acolheu e recebeu de corpo e alma. Continuo a minha história de amor com essa agremiação não importa o resultado. Estaremos juntos em 2021 seja no Grupo Especial ou não", afirmou.

A mulher do pagodeiro Belo ainda afirmou: "A garra dessa comunidade foi emocionante durante todo desfile. E isso nada pode apagar da nossa memória".

União da Ilha e Estácio de Sá foram as escolas rebaixadas para o Grupo de Acesso do Carnaval 2020 do Rio de Janeiro. Um dos sinais de que ambas as escolas não agradaram tanto os jurados é que cada uma delas recebeu apenas uma nota 10 durante a apuração das notas, no quesito Bateria. A União da Ilha ficou em último lugar, com apenas 264,2 pontos, enquanto a Estácio somou 264,7.

Desfile caótico da União da Ilha

A União da Ilha do Governador —cujo samba-enredo deste ano é "Nas encruzilhadas da vida, entre becos, ruas e vielas a sorte está lançada: Salve-se quem puder!" - enfrentou problemas técnicos no desfile por causa de um carro alegórico com motor quebrado, que precisou ser empurrado e acabou abrindo um buraco na avenida, prejudicando a evolução da escola. O enredo abordou a dura realidade das favelas do Rio de Janeiro.

Mas não foram apenas os problemas técnicos que marcaram o desfile da União da Ilha. Logo no começo da apresentação, componentes brigaram na Praça da Apoteose. Um homem, aparentemente ligado à comissão de frente, foi agredido verbalmente por dois outros integrantes da escola. Dois carros ainda chegaram a colidir de leve e uma alegoria ficou danificada.

No passado a agremiação levou à Avenida sambas-enredo que se tornariam históricos, como "O Amanhã" (1978) e "É hoje!" (1982).

Rio de Janeiro