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Cacique de Ramos não foi 'cancelado' e atrai foliões de outros blocos

Hannah cacique indígena, da etnia potiguar, convidada para o bloco do Cacique de Ramos - Marcelo de Jesus/UOL
Hannah cacique indígena, da etnia potiguar, convidada para o bloco do Cacique de Ramos Imagem: Marcelo de Jesus/UOL

Thiago Camara

Colaboração para o UOL, do Rio de Janeiro

23/02/2020 20h17

A tradição do Cacique de Ramos, bloco fundado em 1961, foi maior que qualquer cancelamento na Internet. As polêmicas pré-carnavalescas no mundo virtual não atrapalharam o Carnaval real do bloco sob a gestão do músico Bira Presidente.

"Um bloco como esse nunca vai ser cancelado. Quem fala isso é um ser humano mal informado. Nosso trabalho é um projeto cultural, conhecido no mundo todo", conta Bira.

Oito mil componentes estão concentrados na Avenida Almirante Barroso, no Centro do Rio. Entres eles, foliões de outros blocos apareceram. Como Fernanda Monção, de 24 anos, que foi com um grupo de 10 amigos.

"Estamos "maratonando" desde de manhã cedo. De repente a gente reencontra o Boi Tolo. E estamos aqui por que a bateria do Cacique é foda. O batuque deles é inconfundível", disse ela.

Celeiro de bambas como Zeca Pagodinho, Fundo de Quintal, Jorge Aragão, Emílio Santiago, João Nogueira, Luís Carlos da Vila, Neguinho da Beija-Flor, o Cacique também tem como sua eterna madrinha, a cantora Beth Carvalho, que faleceu em 2019. Bira exalta a eterna madrinha do bloco.

"Beth Carvalho deixou a Bossa Nova, quando ela viu o Cacique. Infelizmente, Deus a levou. Ela é uma das maiores sambistas de todas as épocas e fez parte da nossa entidade, com muito orgulho", afirmou.

Rio de Janeiro