PUBLICIDADE

Topo

Saúde

Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor


Saúde

Tire as principais dúvidas sobre covid-19, doença causada pelo coronavírus

Reprodução
Imagem: Reprodução

Do VivaBem, em São Paulo

25/01/2020 10h35Atualizada em 25/05/2020 10h32

Até o momento, a covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), já matou mais de 345 mil pessoas e infectou mais de 5,5 milhões em todo o mundo. O Brasil já tem mais de 364 mil casos confirmados pelas autoridades de saúde e mais de 23 mil mortes, mas sabe-se que essa cifra é muito maior. Tire as principais dúvidas sobre o vírus:

O que é o novo coronavírus?

É um vírus que tem causado uma doença respiratória —a covid-19— pelo agente coronavírus, identificado em dezembro de 2019 na China. Os coronavírus são uma grande família viral, conhecidos desde meados de 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum. Alguns coronavírus podem causar doenças graves com impacto importante em termos de saúde pública, como a Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave), identificada em 2002 e a Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio), identificada em 2012.

Por que a doença foi batizada de covid-19?

"Co" significa corona, "vi" vem de vírus, e "d" representa "doença". O número 19 indica o ano de sua aparição, 2019. Esse nome substitui o de 2019-nCoV, decidido provisoriamente após o surgimento da doença respiratória. O novo nome foi escolhido por ser fácil de pronunciar e não ter referência estigmatizante a um país ou a uma população em particular.

Quais são os sintomas do coronavírus?

Os sinais e sintomas clínicos são, principalmente respiratórios, como:

Outros sintomas que podem aparecer são fadiga, dor articular, arrepios, náusea ou vômito, nariz entupido, tosse com sangue, olhos inchados, perda de olfato e/ou paladar, dores na caixa torácica, problemas de pele como urticária ou frieira nos dedos dos pés, além de problemas neurológicos. Esses sintomas são normalmente leves e podem progredir. Muitas pessoas infectadas não desenvolvem os sintomas nem sentem-se mal. Cerca de 80% dos casos se recuperam sem tratamento especial. No entanto, 1 em cada 6 casos tem grave falta de ar. Idosos, pessoas com diabetes, pressão alta e outros problemas cardiovasculares são mais suscetíveis a desenvolver sintomas sérios.

Os médicos também têm notado que muitos pacientes sofrem com a formação de coágulos sanguíneos, AVCs e problemas cardíacos. Os cientistas da Universidade de Medicina de Nanjing (China) reportaram casos de pacientes que desenvolveram complicações urinárias e problemas renais agudos. Também observaram alterações nos hormônios sexuais masculinos, motivo pelo qual aconselham os jovens que desejam ter filhos que consultem um médico após a recuperação.

Em crianças, a covid-19 tem causado quadros inflamatórios "multissistêmicos" raros, que se assemelham a uma forma atípica da doença de Kawasaki ou uma síndrome de choque tóxico, que ataca as paredes das artérias e pode provocar uma falência dos órgãos.

O coronavírus causa perda de olfato e paladar?

As autoridades sanitárias da França advertiram que a perda do olfato ou do paladar pode ser um dos sintomas no caso de infecção pelo coronavírus. O diretor-geral de saúde do país, Jérôme Salomon, disse que o Conselho Profissional de Otorrinolaringologia os alertou para um aumento dos casos de anosmia —perda total do olfato— sem obstrução nasal. "Parece, desde os primeiros resultados que temos, que estas são formas leves de infecção por coronavírus, especialmente entre os jovens", afirmou Salomon.

O que muda quando uma pandemia é declarada?

O termo é usado para descrever uma situação em que uma doença infecciosa ameaça muitas pessoas ao redor do mundo simultaneamente. O exemplo mais recente foi a disseminação global do vírus influenza H1N1, que causou a pandemia da gripe suína, em 2009. Especialistas acreditam que ele tenha infectado milhões de pessoas e matado centenas de milhares.

Mas uma pandemia não se caracteriza pela gravidade da doença que ela causa. O principal fator é o geográfico, quando todas as pessoas no mundo correm risco. Pandemias são mais prováveis com novos vírus. Como não temos defesas naturais contra eles ou medicamentos e vacinas para nos proteger, eles conseguem infectar muitas pessoas e se espalhar facilmente e de forma sustentada.

Como surgiu o coronavírus?

Novos vírus são descobertos a todo momento. Grande parte pula de outras espécies, onde passam despercebidos, para os humanos. A Sars passou para os humanos a partir de um animal selvagem conhecido como civeta (ou gato-de-algália, parente do guaxinim) —que era considerado uma iguaria na região de Guangdong, na China.

Já a Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio, na sigla em inglês), que matou 858 dos 2.494 pacientes identificados com a infecção desde 2012, geralmente pula de dromedários.

Como o coronavírus se transmite?

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

  • gotículas de saliva;
  • espirro;
  • tosse;
  • catarro;
  • contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
  • contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

O vírus pode ficar incubado por duas semanas, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

O coronavírus pode ser transmitido pelos alimentos?

A resposta é: não há nenhuma evidência a esse respeito. A Autoridade Europeia de Segurança dos Alimentos (European Food Safety Authority - EFSA), quando avaliou esse risco em outras epidemias causadas por vírus da mesma família, concluiu que não houve transmissão por alimentos.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o comportamento do novo coronavírus deve ser semelhante aos outros tipos da mesma família. Assim sendo, ele precisa de um hospedeiro —animal ou humano— para se multiplicar. Além disso, esse grupo de vírus é sensível às temperaturas normalmente utilizadas para cozimento dos alimentos (em torno de 70ºC).

No caso de alimentos que são habitualmente consumidos crus, deve-se ter atenção redobrada com a procedência e a higiene.

"Os animais de produção são fontes de transmissão do coronavírus desde que esses estejam contaminados, mas o cozimento em casa garante a segurança do consumidor. O vírus necessita de outro ser vivo para expressar sua carga genética e poder se multiplicar. No caso dos alimentos, não há possibilidade dele se multiplicar nos produtos já disponíveis nas gôndolas dos supermercados. É importante, no entanto, que os produtos de origem animal não sejam consumidos mal passados", explica a professora Aline Cesar, do departamento de agroindústria, alimentos e nutrição da Esalq-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo).

O coronavírus mata?

Sim. A morte pode ocorrer por complicações da infecção, principalmente respiratórias. Nos casos mais graves, a pessoa pode ter que ser intubada e passar semanas na UTI (unidade de terapia intensiva), mas vale ressaltar que leva tempo até que uma infecção resulte em recuperação ou morte.

Quanto tempo o vírus sobrevive em superfícies?

Alguns estudos sobre outros coronavírus descobriram que eles podem sobreviver em superfícies de metal, vidro e plástico por até nove dias, a menos que sejam desinfetados adequadamente. Esse período pode chegar a 28 dias em baixas temperaturas. Um outro estudo, do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), que ainda não foi publicado em uma revista científica, aponta que o vírus pode sobreviver em gotículas por até três horas após ser expelido no ar por uma tosse. Gotas finas entre 1 e 5 micrômetros de tamanho, cerca de 30 vezes menores do que um fio de cabelo humano, podem permanecer no ar por várias horas.

Isso significa que o vírus que circula em sistemas de ar-condicionado não filtrados só sobreviverá por algumas horas, principalmente porque as gotículas tendem a se depositar em superfícies mais rapidamente quando há circulação de ar. Ele também tende a sobreviver por mais tempo quando depositado sobre papelão —até 24 horas— e de dois a três dias sobre superfícies de plástico e aço inoxidável. Os resultados sugerem que o vírus pode sobreviver por este tempo em maçanetas de portas, bancadas e outras superfícies duras. Os pesquisadores descobriram, no entanto, que as superfícies de cobre tendem a matar o vírus em cerca de quatro horas.

O coronavírus sobrevive no ar?

Já em relação ao ar, o estudo do NIH mostrou que o vírus permanece por até 3 horas após ser expelido por tosse, espirro ou exalado por uma pessoa infectada. No entanto, os autores ressaltaram que ainda não está claro se a doença pode ser transmitida de pessoa para pessoa pelo ar.

Como se prevenir e evitar o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool, como álcool em gel.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo, ou com o antebraço.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
  • Evitar abraços, beijos e apertos de mãos.
  • Manter distância de até 1 metro das pessoas.

Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

MAIS SOBRE PREVENÇÃO

Quando usar máscara?

As máscaras cirúrgicas são essenciais para as pessoas doentes, cuidadores e profissionais de saúde. Até recentemente, o Ministério da Saúde brasileiro e boa parte dos países enfrentando a pandemia seguiam a recomendação da OMS de que o uso do acessório devia ser feito apenas por pessoas com sintomas respiratórios. Essa orientação, no entanto, mudou.

Agora, a pasta do governo recomenda que até pessoas sem sintomas usem máscaras ao sair de suas casas para ir ao mercado ou à farmácia. A mudança veio após estudos chineses mostrarem que um grande número de infecções acontece a partir de pessoas assintomáticas, que poderiam jogar no ar gotículas contaminadas ao falar, por exemplo. A máscara, então, funcionaria como uma barreira física para essas partículas maiores.

Como é feito o diagnóstico do novo coronavírus?

O diagnóstico do novo coronavírus é feito com a coleta de materiais respiratórios com potencial de aerossolização (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro). É necessária a coleta de duas amostras na suspeita do novo coronavírus. As duas amostras serão encaminhadas com urgência para o Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública). Uma das amostras será enviada ao NIC (Centro Nacional de Influenza) e outra amostra será enviada para análise de metagenômica.

Coronavírus tem cura? Como é o tratamento?

Sim, mas não existe um remédio específico para infecções causadas pelo coronavírus. No caso do novo coronavírus, é indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo:

  • uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos).
  • uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garganta e tosse.

Caso você tenha sintomas e eles progredirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento. A OMS estima que uma pessoa em cada 20 necessitará de tratamento intensivo, o que pode incluir sedação e oxigenação.

Todos os pacientes devem ser alertados para a possibilidade de piora tardia do quadro clínico e sinais de alerta de complicações como: aparecimento de febre (podendo haver casos iniciais sem febre), elevação ou reaparecimento de febre ou sinais respiratórios, taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), dor pleurítica (dor no peito), fadiga (cansaço) e dispneia (falta de ar).

Quando a pessoa é considerada curada?

Como não há testes suficientes para mostrar se os pacientes estão mesmo livres da doença, não apresentar mais os sintomas tem sido o critério para definir a recuperação. "É claro que a gente olha os exames de sangue, os marcadores de inflamação, se estão melhores, mas o que importa mesmo é a melhora clínica", diz João Prats, infectologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Segundo o médico, conta-se 14 dias após o início dos sintomas.

E a hidroxicloroquina e a cloroquina?

A notícia de que Donald Trump pediu pressa para aprovar o uso da hidroxicloroquina para tratar a covid-19 trouxe esperança para a luta contra a pandemia de coronavírus. Usada contra malária, a droga é alvo de mais de 20 pesquisas ao redor do mundo e tem se mostrado muito eficaz no combate à covid-19. Em um recente estudo do Instituto Mediterrâneo de Marselha, na França, por exemplo, o uso da hidroxicloroquina foi capaz de eliminar o coronavírus do organismo de 70% dos pacientes após seis dias de tratamento.

Embora os resultados preliminares estejam entusiasmando médicos e a cloroquina tenha uma potente ação anti-inflamatória, que pode ser útil nesse momento de crise, o fato é que o uso da substância contra o coronavírus ainda não é seguro. Por isso os estudos devem avançar com calma. Aqui no Brasil, a rede Prevent Senior, em cujos hospitais houve muitas mortes pelo vírus, e o Hospital Albert Einstein vão testar o uso do medicamento em casos mais graves. Vale ressaltar que o remédio não tem ação preventiva.

E o remdesivir?

O remdesivir é um antiviral usado no tratamento de pacientes infectados com o vírus ebola. A autorização do remédio nos EUA já era esperada após a divulgação de resultados modestamente positivos do uso do medicamento. Os dados vieram de uma pesquisa conduzida pelo Instituto Nacional Americano de Saúde (NIH, na sigla em inglês), que considerou 1.063 pacientes nos EUA, na Europa e na Ásia. Os pacientes foram divididos entre os que receberam um tratamento com placebo e os que tomaram o remdesivir. A análise preliminar do estudo indica que os pacientes tratados com o remédio se recuperavam cerca de quatro dias antes do que os outros.

Desenvolvido para combater o ebola, o remdesivir já havia apresentado bons resultados quando utilizado para tratar pacientes vítimas dos coronavírus causadores da Sars e da Mers. No entanto, os estudos realizados com a Sars, em 2002, mostraram que, quanto mais se demorava para usar o remdesivir, menos eficaz ele era.

Uma pessoa pode se infectar duas vezes?

Apesar de haver um relato no Japão de um homem que teria sido reinfectado, a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) disse que "como se trata de um novo vírus, e sobre o qual ainda aprendemos mais todos os dias, no momento, não podemos dizer com certeza absoluta que uma pessoa infectada com o vírus não pode se infectar novamente." Uma opinião semelhante é defendida pelo virologista espanhol Luis Enjuanes, que afirma haver "uma porcentagem de pacientes, de pelo menos 14%, que, depois de terem testado negativo, retornaram ao positivo". No entanto, o pesquisador do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), a principal instituição de pesquisas científicas da Espanha, disse que esses casos podem estar ligados a uma "recuperação" do vírus, em vez de uma nova infecção.

MAIS SOBRE SINTOMAS, TRATAMENTO E TRANSMISSÃO

Antibióticos são efetivos em prevenir ou tratar a covid-19?

Não. Antibióticos não funcionam contra vírus, apenas contra infecções bacterianas. A covid-19 é causada por um vírus, então antibióticos não funcionam e não devem ser usados como prevenção ou tratamento da doença. No entanto, em hospitais, para combater a forma mais grave da covid-19, antibióticos, como a azitromicina, têm sido administrados junto com outros remédios.

Quem corre mais riscos?

Os idosos são os que mais correm riscos. A partir dos 65 anos, a taxa de mortalidade cresce exponencialmente. Por exemplo, na China: a taxa de mortalidade entre os infectados até 40 anos é de 0,2%. Entre 70 e 79 anos, é de 8%. E acima de 80 anos, sobe para 14,8%. Por isso, principalmente os idosos deverão se cuidar nas próximas semanas ou meses, e mais ainda se eles já tiverem alguma outra doença. Esse grupo de risco deve de todas as maneiras evitar aglomerações.

Quase todos os mortos pelo coronavírus já estavam doentes antes da infecção. Segundo uma análise dos casos na China feita pela OMS, os riscos são maiores em casos de doenças cardiovasculares, diabetes, pressão alta, doenças respiratórias crônicas e câncer.

Meu pet pode me transmitir o coronavírus?

Pesquisadores do Harbin Veterinary Research Institute, na China, constataram em um recente estudo que gatos podem ser infectados pelo novo coronavírus e passar o vírus para outros felinos. Os cachorros, no entanto, não se mostraram tão vulneráveis ao patógeno, assim como patos, galinhas, e porcos.

De acordo com artigo publicado na revista Nature, que analisou a publicação preliminar, outros cientistas consideram a descoberta importante, mas reforçam que não há motivo para alarme ou preocupação, especialmente por quem convive com gatos. Os resultados foram alcançados a partir de experimentos em laboratório, com uma amostra pequena de animais que receberam uma dose alta de SARS-DoV-2 (nome oficial do novo coronavírus), e não representam as interações comuns que tutores têm com seus pets. Além disso, não há evidência de que o gato possa contaminar seu tutor.

O SUS tem tratamento para a doença?

Não existe medicação específica para o vírus. O tratamento é feito com base nos sintomas de cada paciente.

Há vacina contra o coronavírus?

Ainda não. Algumas vacinas e remédios específicos para o tratamento da covid-19 estão sob investigação. Eles estão sendo testados em estudos clínicos.

Mesmo estando em casa, é importante tomar a vacina contra a gripe agora? Por quê?

Sim, mesmo com o isolamento imposto pela circulação do novo coronavírus no Brasil, a recomendação médica é que as pessoas tentem manter o calendário de vacinação em dia. Uma das vacinas a ser tomada agora é a da gripe, que previne a contaminação pelo vírus influenza, incluindo os subtipos H1N1 e H3N2.

Mesmo no cenário de quarentena em que vivemos, a imunização contra esse vírus é importante para impedir a contaminação com outro vírus potencialmente perigoso. "Isso vai evitar que duas epidemias aconteçam juntas e ainda facilitar o diagnóstico de quem desenvolver a covid-19, que possui sintomas semelhantes", afirma Raquel Muarrek, infectologista da Rede D'Or. Além disso, contribuímos para não colapsar ainda mais o sistema de saúde.

Qual é a diferença dessa doença para uma gripe, já que os sintomas são parecidos?

No início da doença, não existe diferença quanto aos sinais e sintomas de uma infecção pelo novo coronavírus em comparação com os demais vírus. Se os sintomas estiverem severos, procure um hospital. Só um teste vai garantir que você está infectado.

Por quanto tempo a doença pode ficar incubada?

A doença pode ficar incubada até duas semanas após o contato com o vírus. O período médio de incubação é de 5 dias, com intervalo que pode chegar até a 14 dias.

Qual exame detecta o coronavírus?

Para detectar a doença é necessário realizar exames de biologia molecular que detecte o RNA viral, como o RT-PCR.

E como são os testes rápidos que detectam o coronavírus?

Diante da demora e da falta de insumos para testes que detectam o vírus, uma alternativa que vem ganhando força e que foi útil no controle da covid-19 nos países asiáticos são os kits para testes rápidos, que estão chegando ao Brasil. Diferente do RT-PCR, a maioria desses testes utilizam o sangue para procurar por anticorpos produzidos pelo organismo após o contato com o vírus.

"Ele é um teste interessante para saber quantas pessoas já foram infectadas pelo vírus e também quais estão teoricamente imunes a ele", explica Gesmar Rodrigues Silva Segundo, coordenador do Departamento Científico de Imunodeficiências da ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia).

MAIS SOBRE FAKE NEWS DA DOENÇA

Países em que o vírus já chegou

O vírus também já chegou em mais de 185 países. O país com o maior número de mortos é os EUA, seguido de Brasil, Rússia, Reino Unido, Espanha, Itália, França, Alemanha, Turquia e Índia.

No dia 11 de março, a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou a crise do coronavírus como uma pandemia. O termo é usado para descrever uma situação em que uma doença infecciosa ameaça muitas pessoas ao redor do mundo simultaneamente.

O exemplo mais recente foi a disseminação global do vírus influenza H1N1, que causou a pandemia da gripe suína, em 2009. Especialistas acreditam que ele tenha infectado milhões de pessoas e matado centenas de milhares.

Mas uma pandemia não se caracteriza pela gravidade da doença que ela causa. O principal fator é o geográfico, quando todas as pessoas no mundo correm risco. Pandemias são mais prováveis com novos vírus. Como não temos defesas naturais contra eles ou medicamentos e vacinas para nos proteger, eles conseguem infectar muitas pessoas e se espalhar facilmente e de forma sustentada. (Com informações de OMS, DW, BBC, AFP e Ministério da Saúde)

Saúde