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Tire as principais dúvidas sobre covid-19, doença causada pelo coronavírus

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Imagem: Reprodução

Do VivaBem, em São Paulo

25/01/2020 10h35Atualizada em 28/09/2020 10h48

Até o momento, a covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), já matou mais de 998 mil pessoas e infectou mais de 33 milhões em todo o mundo. O Brasil já tem mais de 4,8 milhões de casos confirmados pelas autoridades de saúde e mais de 141 mil mortes. Tire as principais dúvidas sobre o vírus:

O que é o novo coronavírus?

É um vírus que causa uma doença respiratória —a covid-19— pelo agente coronavírus, identificado em dezembro de 2019 na China. Os coronavírus são uma grande família viral, conhecidos desde meados de 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum. Alguns coronavírus podem causar doenças graves com impacto importante em termos de saúde pública, como a Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave), identificada em 2002 e a Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio), identificada em 2012.

Por que a doença foi batizada de covid-19?

"Co" significa corona, "vi" vem de vírus, e "d" representa "doença". O número 19 indica o ano de sua aparição, 2019. Esse nome substitui o de 2019-nCoV, decidido provisoriamente após o surgimento da doença respiratória. O novo nome foi escolhido por ser fácil de pronunciar e não ter referência estigmatizante a um país ou a uma população em particular.

Quais são os sintomas do coronavírus?

Os sinais e sintomas clínicos são, principalmente respiratórios, como:

Outros sintomas que podem aparecer são fadiga, dor articular, arrepios, náusea ou vômito, nariz entupido, tosse com sangue, olhos inchados, perda de olfato e/ou paladar, dores na caixa torácica, problemas de pele como urticária ou frieira nos dedos dos pés, além de problemas neurológicos.

Esses sintomas são normalmente leves e podem progredir. Muitas pessoas infectadas não desenvolvem os sintomas nem sentem-se mal. Cerca de 80% dos casos se recuperam sem tratamento especial. No entanto, 1 em cada 6 casos tem grave falta de ar. Idosos, pessoas com diabetes, pressão alta e outros problemas cardiovasculares são mais suscetíveis a desenvolver sintomas sérios.

Os médicos também têm notado que muitos pacientes sofrem com a formação de coágulos sanguíneos, AVCs e problemas cardíacos. Os cientistas da Universidade de Medicina de Nanjing (China) reportaram casos de pacientes que desenvolveram complicações urinárias e problemas renais agudos. Também observaram alterações nos hormônios sexuais masculinos, motivo pelo qual aconselham os jovens que desejam ter filhos que consultem um médico após a recuperação.

Em crianças, a covid-19 tem causado quadros inflamatórios "multissistêmicos" raros, que se assemelham a uma forma atípica da doença de Kawasaki ou uma síndrome de choque tóxico, que ataca as paredes das artérias e pode provocar uma falência dos órgãos.

Como surgiu o coronavírus?

Novos vírus são descobertos a todo momento. Grande parte pula de outras espécies, onde passam despercebidos, para os humanos. A Sars passou para os humanos a partir de um animal selvagem conhecido como civeta (ou gato-de-algália, parente do guaxinim) —que era considerado uma iguaria na região de Guangdong, na China.

Já a Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio, na sigla em inglês), que matou 858 dos 2.494 pacientes identificados com a infecção desde 2012, geralmente pula de dromedários.

Como o coronavírus se transmite?

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

  • gotículas de saliva;
  • espirro;
  • tosse;
  • catarro;
  • contato pessoal próximo, como toque, abraço ou aperto de mão;
  • contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Pessoas a menos de um metro e meio de um indivíduo infectado correm maior risco de inalar essas gotículas.

Posso espalhar o coronavírus mesmo sem sintomas?

Sim. Às vezes, esse tipo de transmissão é chamado de "disseminação pré-sintomática", o que significa que uma pessoa continuará desenvolvendo sintomas. Em outros casos, conhecido como "disseminação assintomática", em que um indivíduo nunca desenvolve sintomas, mas ainda pode ser contagioso. A disseminação assintomática pode representar até um quarto das transmissões do vírus e, segundo o CDC dos EUA, cerca de 35% das pessoas infectadas são assintomáticas.

Um estudo da revista Nature, publicado em abril, descobriu que pessoas com queixas menores —tosse leve, dor de cabeça, febre baixa— são mais contagiosas nos estágios iniciais de sua doença, logo antes do início dos sintomas ou nos primeiros dias.

O coronavírus pode ser transmitido pelos alimentos?

A resposta é: não há nenhuma evidência a esse respeito. A Autoridade Europeia de Segurança dos Alimentos (European Food Safety Authority - EFSA), quando avaliou esse risco em outras epidemias causadas por vírus da mesma família, concluiu que não houve transmissão por alimentos.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o comportamento do novo coronavírus deve ser semelhante aos outros tipos da mesma família. Assim sendo, ele precisa de um hospedeiro —animal ou humano— para se multiplicar. Além disso, esse grupo de vírus é sensível às temperaturas normalmente utilizadas para cozimento dos alimentos (em torno de 70ºC).

No caso de alimentos que são habitualmente consumidos crus, deve-se ter atenção redobrada com a procedência e a higiene.

"Os animais de produção são fontes de transmissão do coronavírus desde que esses estejam contaminados, mas o cozimento em casa garante a segurança do consumidor. O vírus necessita de outro ser vivo para expressar sua carga genética e poder se multiplicar. No caso dos alimentos, não há possibilidade dele se multiplicar nos produtos já disponíveis nas gôndolas dos supermercados. É importante, no entanto, que os produtos de origem animal não sejam consumidos mal passados", explica a professora Aline Cesar, do departamento de agroindústria, alimentos e nutrição da Esalq-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo).

O coronavírus mata?

Sim. A morte pode ocorrer por complicações da infecção, principalmente respiratórias. Nos casos mais graves, a pessoa pode ter que ser intubada e passar semanas na UTI (unidade de terapia intensiva), mas vale ressaltar que leva tempo até que uma infecção resulte em recuperação ou morte.

Quem corre mais riscos?

De longe, os idosos —especialmente pessoas acima de 80 anos com condições médicas subjacentes, como doenças cardíacas, diabetes ou doenças pulmonares— são mais vulneráveis a complicações do coronavírus.

Pessoas mais jovens, no entanto, ainda são suscetíveis a complicações graves da covid-19. Um relatório do CDC de março constatou que, em uma amostra de pacientes hospitalizados, mais da metade tinha menos de 65 anos e 20% tinham entre 20 e 30 anos ou 40 anos.

As comorbidades também são um fator de risco: pessoas com obesidade, diabetes e pressão alta correm um risco maior de complicações do coronavírus, de acordo com um grande estudo de pacientes hospitalizados.

Criança também pega coronavírus?

Os casos de covid-19 em crianças são raros e, na maioria das vezes, a doença é leve. Não está claro por que a maioria das crianças parece ser poupada.

Em casos raros, no entanto, crianças com covid-19 podem ficar muito doentes e várias mortes foram relatadas. Muitos que ficam muito doentes têm condições médicas subjacentes.

O coronavírus também está sendo associado a uma condição inflamatória rara e potencialmente mortal que pode ocorrer em crianças várias semanas após a infecção pelo vírus. A condição, oficialmente chamada síndrome inflamatória multissistêmica em crianças, ou MIS-C, foi relatada em vários estados dos EUA.

A condição se assemelha a outras doenças inflamatórias, incluindo a doença de Kawasaki e a síndrome do choque tóxico. Os sintomas incluem febre alta, evidência de inflamação no corpo e hospitalização com problemas em pelo menos dois órgãos, além de um teste covid-19 positivo ou exposição a um indivíduo positivo.

Quanto tempo o vírus sobrevive em superfícies?

Alguns estudos sobre outros coronavírus descobriram que eles podem sobreviver em superfícies de metal, vidro e plástico por até nove dias, a menos que sejam desinfetados adequadamente. Esse período pode chegar a 28 dias em baixas temperaturas. Um outro estudo, do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), aponta que o vírus pode sobreviver em gotículas por até três horas após ser expelido no ar por uma tosse. Gotas finas entre 1 e 5 micrômetros de tamanho, cerca de 30 vezes menores do que um fio de cabelo humano, podem permanecer no ar por várias horas.

Isso significa que o vírus que circula em sistemas de ar-condicionado não filtrados só sobreviverá por algumas horas, principalmente porque as gotículas tendem a se depositar em superfícies mais rapidamente quando há circulação de ar. Ele também tende a sobreviver por mais tempo quando depositado sobre papelão —até 24 horas— e de dois a três dias sobre superfícies de plástico e aço inoxidável. Os resultados sugerem que o vírus pode sobreviver por este tempo em maçanetas de portas, bancadas e outras superfícies duras. Os pesquisadores descobriram, no entanto, que as superfícies de cobre tendem a matar o vírus em cerca de quatro horas.

Desinfetante mata o coronavírus?

Sim. O CDC, dos EUA, sugere que qualquer pessoa exposta a um paciente infectado limpe todas as superfícies de "alto toque", como balcões, mesas, maçanetas, utensílios de banheiro, banheiros, telefones, teclados, tablets e mesas de cabeceira.

Os agentes de limpeza podem incluir um desinfetante doméstico comum. Pode ser feita uma versão caseira, usando 4 colheres de chá de água sanitária para 1 litro de água.

Especialistas dizem que quando você pulveriza desinfetante ou usa panos higienizantes, é importante deixar a solução secar na superfície, em vez de limpá-la.

O coronavírus sobrevive no ar?

Em relação ao ar, o estudo do NIH mostrou que o vírus permanece por até 3 horas após ser expelido por tosse, espirro ou exalado por uma pessoa infectada. No entanto, os autores ressaltaram que ainda não está claro se a doença pode ser transmitida de pessoa para pessoa pelo ar.

Como se prevenir e evitar o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool, como álcool em gel.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo, ou com o antebraço.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
  • Evitar abraços, beijos e apertos de mãos.
  • Manter distância de até 1,5 metro das pessoas.

Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

Quando usar máscara?

Sempre que sair de casa. Tanto a OMS quanto o Ministério da Saúde recomendam que até pessoas sem sintomas usem máscaras ao sair de suas casas para ir ao mercado ou à farmácia, já que um grande número de infecções acontece a partir de pessoas assintomáticas, que poderiam jogar no ar gotículas contaminadas ao falar, por exemplo. A máscara, então, funcionaria como uma barreira física para essas partículas maiores.

Como é feito o diagnóstico do novo coronavírus?

O diagnóstico do novo coronavírus é feito com a coleta de materiais respiratórios com potencial de aerossolização (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro). É necessária a coleta de duas amostras na suspeita do novo coronavírus.

Coronavírus tem cura? Como é o tratamento?

Sim, mas não existe um remédio específico. No caso do novo coronavírus, é indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo:

  • uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos).
  • uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garganta e tosse.

Caso você tenha sintomas e eles progredirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento. A OMS estima que uma pessoa em cada 20 necessitará de tratamento intensivo, o que pode incluir sedação e oxigenação.

Todos os pacientes devem ser alertados para a possibilidade de piora tardia do quadro clínico e sinais de alerta de complicações como: aparecimento de febre (podendo haver casos iniciais sem febre), elevação ou reaparecimento de febre ou sinais respiratórios, taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), dor pleurítica (dor no peito), fadiga (cansaço) e dispneia (falta de ar).

Quando a pessoa é considerada curada?

Como não há testes suficientes para mostrar se os pacientes estão mesmo livres da doença, não apresentar mais os sintomas tem sido o critério para definir a recuperação. "É claro que a gente olha os exames de sangue, os marcadores de inflamação, se estão melhores, mas o que importa mesmo é a melhora clínica", diz João Prats, infectologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Segundo o médico, conta-se 14 dias após o início dos sintomas.

Uma pessoa adquire imunidade se pegar o coronavírus?

É muito cedo para dizer se pegar o coronavírus oferece imunidade contra pegá-lo novamente. A imunidade depende se, depois que as pessoas ficam doentes, elas desenvolvem os anticorpos necessários para combater o vírus —e quanto tempo esses anticorpos duram no corpo.

Muitos pesquisadores levantam a hipótese de que as pessoas desenvolverão imunidade ao vírus, pelo menos por algum período de tempo, como foi o caso de outros dois coronavírus, Sars e Mers. Evidências de um estudo usando macacos rhesus —macacos que compartilham a maioria de seus genes com seres humanos— mostraram que, após uma infecção por coronavírus, os macacos desenvolveram anticorpos que os protegiam contra a doença.

As evidências até agora dos testes de anticorpos sugerem que as pessoas desenvolvem anticorpos após uma infecção por coronavírus. Mas ainda não está claro se esses anticorpos são protetores, e apenas o tempo dirá quanto tempo eles duram no corpo.

Antibióticos são efetivos em prevenir ou tratar a covid-19?

Não. Antibióticos não funcionam contra vírus, apenas contra infecções bacterianas. A covid-19 é causada por um vírus, então antibióticos não funcionam e não devem ser usados como prevenção ou tratamento da doença. No entanto, em hospitais, para combater a forma mais grave da covid-19, antibióticos, como a azitromicina, têm sido administrados junto com outros remédios.

Meu pet pode me transmitir o coronavírus?

Pesquisadores do Harbin Veterinary Research Institute, na China, constataram em um recente estudo que gatos podem ser infectados pelo novo coronavírus e passar o vírus para outros felinos. Os cachorros, no entanto, não se mostraram tão vulneráveis ao patógeno, assim como patos, galinhas, e porcos.

De acordo com artigo publicado na revista Nature, que analisou a publicação preliminar, outros cientistas consideram a descoberta importante, mas reforçam que não há motivo para alarme ou preocupação, especialmente por quem convive com gatos. Os resultados foram alcançados a partir de experimentos em laboratório, com uma amostra pequena de animais que receberam uma dose alta de Sars-CoV-2 e não representam as interações comuns que tutores têm com seus pets. Além disso, não há evidência de que o gato possa contaminar seu tutor.

O SUS tem tratamento para a doença?

Não existe medicação específica para o vírus. O tratamento é feito com base nos sintomas de cada paciente.

Há vacina contra o coronavírus?

Ainda não. Algumas vacinas e remédios específicos para o tratamento da covid-19 estão sob investigação no mundo inteiro. Eles estão sendo testados em estudos clínicos.

Qual é a diferença dessa doença para uma gripe, já que os sintomas são parecidos?

No início da doença, não existe diferença quanto aos sinais e sintomas de uma infecção pelo novo coronavírus em comparação com os demais vírus. Se os sintomas estiverem severos, procure um hospital. Só um teste vai garantir que você está infectado.

Por quanto tempo a doença pode ficar incubada?

A doença pode ficar incubada até duas semanas após o contato com o vírus. O período médio de incubação é de 5 dias, com intervalo que pode chegar até a 14 dias.

Qual exame detecta o coronavírus?

Para detectar a doença é necessário realizar exames de biologia molecular que detecte o RNA viral, como o RT-PCR.

E como são os testes rápidos que detectam o coronavírus?

Diante da demora e da falta de insumos para testes que detectam o vírus, uma alternativa que vem ganhando força e que foi útil no controle da covid-19 nos países asiáticos são os kits para testes rápidos. Diferente do RT-PCR, a maioria desses testes utilizam o sangue para procurar por anticorpos produzidos pelo organismo após o contato com o vírus.

O que muda quando uma pandemia é declarada?

O termo é usado para descrever uma situação em que uma doença infecciosa ameaça muitas pessoas ao redor do mundo simultaneamente. O exemplo mais recente foi a disseminação global do vírus influenza H1N1, que causou a pandemia da gripe suína, em 2009. Especialistas acreditam que ele tenha infectado milhões de pessoas e matado centenas de milhares.

Mas uma pandemia não se caracteriza pela gravidade da doença que ela causa. O principal fator é o geográfico, quando todas as pessoas no mundo correm risco. Pandemias são mais prováveis com novos vírus. Como não temos defesas naturais contra eles ou medicamentos e vacinas para nos proteger, eles conseguem infectar muitas pessoas e se espalhar facilmente e de forma sustentada.

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No dia 11 de março, a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou a crise do coronavírus como uma pandemia. O termo é usado para descrever uma situação em que uma doença infecciosa ameaça muitas pessoas ao redor do mundo simultaneamente.

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Mas uma pandemia não se caracteriza pela gravidade da doença que ela causa. O principal fator é o geográfico, quando todas as pessoas no mundo correm risco. Pandemias são mais prováveis com novos vírus. Como não temos defesas naturais contra eles ou medicamentos e vacinas para nos proteger, eles conseguem infectar muitas pessoas e se espalhar facilmente e de forma sustentada. (Com informações de OMS, DW, BBC, AFP e Ministério da Saúde)

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