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Fim de uma era? Musas deixam o tapa sexo para trás no Carnaval

Gracyanne Barbosa acha a nudez na avenida "artística e linda" - Samuel Melim/Divulgação
Gracyanne Barbosa acha a nudez na avenida "artística e linda" Imagem: Samuel Melim/Divulgação
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Fernando Oliveira, conhecido como Fefito, é formado em jornalismo e pós-graduado em direção editorial. Teve passagens pela IstoÉ Gente, Diário de S. Paulo, iG, R7. Atuou como apresentador do Estação Plural, da TV Brasil, Mulheres, da TV Gazeta, e Morning Show, da Jovem Pan.

Colunista do UOL

10/02/2020 19h19

Resumo da notícia

  • Nos últimos anos diminuíram os incidentes com tapa sexo nas escolas
  • Musas acham que mulheres têm se vestido mais nos desfiles
  • Para Gracyanne Barbosa, quantidade de roupa não é relevante

Houve uma época do Carnaval em que escolas de samba chegaram a perder pontos por causa de algumas musas que usavam tapa sexos tão pequeninos que acabavam por infringir as regras dos desfiles. Nos últimos anos, episódios como estes ficaram cada vez mais raros. A coluna resolveu ouvir algumas musas e rainhas de bateria para entender melhor se os tempos mudaram.

Para Gracyanne Barbosa, os tempos de empoderamento podem ter surtido algum efeito no menor uso do tapa sexo. "Não sei se é isso ou o fato de hoje, por conta da internet, conseguirmos nos aproximar mais da moda, de estilistas de todos os lugares. Eu mesma tenho um estilista do Macapá, chamado Ruy dos anjos. Acho que isso desperta em nós mulheres a vontade de produções mais elaboradas", afirma a musa fitness, que reconhece que as passistas têm desfilados mais vestidas que alguns anos atrás. Para ela, a nudez está longe de ser problema. "Embora eu nunca tenha vindo nua, acredito que nudez na Sapucaí é algo artístico e lindo."

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Ana Paula Evangelista, musa da Unidos da Tijuca
Imagem: Wagner Carvalho/Divulgação

Ana Paula Evangelista, musa da Unidos da Tijuca, também percebeu o fenômeno na avenida. "Sim, as musas do tapa sexo estão vestidas. Elas viram que não precisam se expor tanto para chamar atenção e que uma fantasia mais tapada e caracterizada se torna mais elegante e são mais bem vistas", afirma a ex-rainha de bateria.

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Mariah Fernandes, musa da Pérola Negra
Imagem: Alex Ribeiro/Divulgação

Musa da Pérola Negra, Mariah Fernandes acha que as passistas arranjaram novas formas de ousar nas fantasias: "A mulher atualmente está em busca da sensualidade sem vulgaridade. Ultimamente tenho visto muita gente abusando da transparência e usando muito brilho".

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Markelly Oliveira, musa da Gaviões da Fiel

Para Markelly Araújo, musa da Gaviões da Fiel, dá para continuar investindo na sensualidade na avenida mesmo sem nudez envolvida. "Acho que todas nós mulheres começaram a ver o poder que temos, independente que mostrar algo a mais do que o necessário ou não", diz.

Gracyanne partilha de opinião parecida. Afinal, não é o que uma mulher usa como figurino que a define, mas, sim, seu talento e competência. "Não é o que uma mulher veste que diz o poder que ela tem. A maravilhosa Valeria Valenssa aparecia linda e nua na tela da TV e nunca foi símbolo de vulgaridade. Sem falar que podemos estar vestidas da cabeça aos pés e ainda sermos julgadas", afirma.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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