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Solberg se diz censurada e repete 'Fora, Bolsonaro' em brincadeira na GNT

Carol Solberg em participação no "Papo de Segunda", do GNT - Reprodução
Carol Solberg em participação no "Papo de Segunda", do GNT Imagem: Reprodução

Colaboração para o UOL

20/10/2020 00h50

Carol Solberg, a jogadora de vôlei que foi recentemente advertida pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva por manifestação política, foi uma das convidadas do "Papo de Segunda", do GNT. A jogadora falou sobre o seu desconforto diante da advertência e disse que se sentiu censurada. Ela ainda repetiu o 'Fora, Bolsonaro' em uma brincadeira provocada pelo apresentador Fábio Porchat.

"Não (se sentiu aliviada com apenas uma advertência). Alívio de jeito nenhum. Por tudo que está acontecendo nesse país, esses absurdos todos. Então eu acho uma loucura, de alguém dizer o que posso e o que eu não posso. É isso, vou recorrer, não concordo com essa decisão. Acho que me sinto no direito quando tô dando uma entrevista, é o momento onde eu tenho voz. Eu acho que tenho que poder falar o que eu quiser, sim".

A atleta gritou: "Fora, Bolsonaro" durante uma transmissão ao vivo, no Circuito Brasileiro de vôlei de praia, após conquistar a medalha de bronze na primeira etapa.

"Olha, eu acho que o atleta tem que poder falar o que ele quiser, essa é a minha opinião. Não tem nem como ficar negociando, posso falar até ali, até aqui. Eu acho que eu não fiz, eu não usei aquela entrevista como palanque. Não é política, são questões de direitos humanos, vai para outro lugar. É uma indignação, eu sou uma cidadã, como outro qualquer. Quero estar numa entrevista e me sentir à vontade, falar o que eu quiser, o que eu acredito".

Carol poderia pegar até seis etapas de suspensão, mas só um dos auditores votou a favor. Ela foi multada e com punição revertida em advertência. A atleta disse que irá recorrer.

Porchat ainda perguntou se ela faria novamente e Carol respondeu: "Não sei, de repente sim, se eu achasse que fosse importante, sim. Mas é difícil saber, depende do contexto. Agora por exemplo, né? Me censuraram. Claro que eu não posso falar mais... De alguém dizer o que eu posso, o que eu não posso falar. Então é, sei lá, se eu achasse, se for necessário, eu falaria de novo sim".

No final da entrevista, Fábio Porchat provocou uma brincadeira e questionou Carol sobre o que ele precisaria falar se tivesse um filho chamado Bolsonaro dentro de casa e ele quisesse que o garoto saísse para o lado de fora. Carol, em tom de brincadeira, respondeu: "Fora, Bolsonaro".

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