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Juju Salimeni descarta sexo antes do desfile: "fico uma pilha no dia"

Juju Salimeni, rainha de bateria da X-9 Paulistana, no Carnaval de SP - REPRODUÇÃO/INSTAGRAM
Juju Salimeni, rainha de bateria da X-9 Paulistana, no Carnaval de SP Imagem: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Carol Martins

Colaboração para o UOL, em São Paulo

16/02/2020 04h00

Rainha de bateria da X-9 Paulistana, Juju Salimeni tem motivos de sobra para comemorar seu terceiro ano à frente dos ritmistas da escola do bairro onde nasceu, em Santana, na Zona Norte de São Paulo. Ela conta que se recuperou de uma depressão, e isso se deve, em parte, ao apoio que teve dos integrantes da agremiação.

"Você está meio assim [baixo astral] e vai para quadra, que é sempre alegre. Confesso que houve dias em que eu não estava bem e ia porque precisava ir. Quando passei por esse período difícil, estive muito em falta com a escola no ano passado. Eles sabem disso, expliquei o problema pelo qual estava passando, e eles entenderam completamente. Quando melhorei, voltei com tudo. Cumpri todos os compromissos com muita vontade", declara.

A depressão se agravou no ano passado. "Já tinha depressão há alguns anos, fui levando, achava que era normal, não tinha essa noção. Então tinha aquela tristeza diária, aquela coisa que faltava e a gente não vê. Acha que é cansaço de trabalho. Quando começou a piorar, passei a ler muito sobre isso e vi muitas pessoas falando a respeito. Ainda bem, porque eu entendi que estava com esse problema."

A ex-panicat conta que fazia acompanhamento com psiquiatra e psicólogo e tomava remédio. "Tinha muita ansiedade, que acabou piorando e se transformando em depressão. Fui me recuperar de setembro para frente. É muito recente, e hoje tenho certeza que estou curada. Tudo passou."

"Acham que isso não acontece com quem tem fama e trabalho. Não é. Todo mundo é ser humano. Isso não é besteira, nem falta do que fazer", completou.

Sexo antes do desfile?

Juju desfilará sexta-feira, 21, no Sambódromo do Anhembi e vem se preparando para levar seu gingado, sensualidade e fé na avenida.

O novo namorado, o empresário capixaba Helisson Dias, estará ao lado da rainha na avenida. De acordo com a musa fitness, Helisson tira de letra o assédio que existe em torno dela.

"Não sei se antes [de namorarmos] ele gostava de Carnaval, mas me acompanha muito, torce. Ele não tem nenhum ciúmes. Já me conheceu assim, nessa exposição, e me dá muito apoio e força, me admirando."

Para algumas mulheres, sexo no dia do desfile é bem-vindo para contribuir na performance. Para ela, não. "Não estou com a menor paciência nesse dia. Estou nervosíssima, uma pilha, brigando com todo mundo", disse ela, aos risos.

Fantasia com penas de mentirinha

Juju quer arrasar com a sua fantasia, representando as rainhas do folclore de Parintins, no Amazonas. "Representarei o índio. O maior desafio foi não ter penas verdadeiras, de animais, em uma fantasia de índia", conta.

"Não quero e não uso penas de animais há dois anos. Construíram penas fake e, mesmo assim, está incrível."

Juju descartou também a hipótese da fantasia ter alguma associação ao nu. "Não sairia completamente nua, não. Acho que não fica muito confortável, para você se expor. Já saio muito pelada, nunca completamente. Essa fantasia será uma das mais glamourosas que já usei."

Dieta

Uma dieta mais restrita está em prática há algum tempo. Atualmente, a ex-panica pesa 77 kg e mede 1,70 m.

"Quando se aproxima o Carnaval, na minha preparação eu passo fome, porque eu gosto de estar mais seca, com os músculos mais evidentes. Então tem que passar um pouco de fome, não tem jeito, eu sou grande. Faço muito mais exercícios aeróbicos para perder gordura, que tenho um pouco. Todo momento dá trabalho."

No dia do desfile, ela muda a rotina e come bastante. "Ingiro muita fonte de energia para poder sambar. Não existe a possibilidade de não comer. Isso é totalmente errado."

Com o enredo "Batuques para um rei coroado", a X-9 falará de religião, cenário que envolve Juju, adepta do candomblé. "Adoro esses enredos que têm a ver com religião. Carnaval é muito ligado a isso, Umbanda, Candomblé. O Carnaval é isso, não tem como. Tem essa influência africana, o samba. Não tem como separar uma coisa da outra.

São Paulo