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Jornalista acusa Trump de estupro: Ele me violentou no provador de uma loja

A jornalista e escritora E. Jean Carroll - julieannesmo/CC BY-SA 3.0/Wikimedia Commons
A jornalista e escritora E. Jean Carroll Imagem: julieannesmo/CC BY-SA 3.0/Wikimedia Commons

Da Universa

21/06/2019 20h08

A jornalista e escritora E.Jean Carroll, colunista da revista "Elle" americana, fez um relato para a "New York Magazine" em que diz ter sido estuprada pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quando tinha 52 anos. Carroll, hoje com 75, descreve a cena com detalhes: "Ele me jogou contra a parede, batendo minha cabeça com força. No momento seguinte, abriu o sobretudo e o zíper da calça e forçou seus dedos ao redor da minha região íntima."

Carroll encontrou Trump em uma loja de departamentos de luxo em Nova York, a Bergdorf Goodman. Na época, ele era um famoso magnata do ramo imobiliário, e ela tinha um programa de televisão em que dava conselhos aos telespectadores.

Trump lhe pediu ajuda para comprar um presente para uma garota. Os dois passaram pelas seções de bolsas e chapéus e chegaram a de lingeries. Lá, Trump pegou um body rendado e transparente e falou para Carrol experimentá-lo. A jornalista brincou e disse que ele deveria experimentar a peça, e os dois começaram a andar até o provador.

"No momento em que a porta do provador se fechou, ele se atirou sobre mim, me jogou contra a parede, batendo minha cabeça com força, e colocou a boca nos meus lábios. Fiquei tão chocada que o empurrei e comecei a rir. Ele agarrou meus dois braços, me jogou na parede pela segunda vez e, quando me dei conta de quão grande ele era, ele me segurou contra a parede com seu ombro, enfiou a mão debaixo do meu casaco e abaixou minha meia-calça", escreveu a jornalista.

"No momento seguinte, ele abriu o sobretudo, abriu o zíper da calça, forçou seus dedos ao redor da minha região íntima, empurrou seu pênis, até a metade -- ou completamente, eu não sei ao certo --, dentro de mim. A cena se transformou em uma luta colossal. Eu tentei empurrá-lo com a minha mão livre -- por alguma razão, eu continuei segurando minha bolsa com a outra -- e, finalmente, levantei o joelho o suficiente para empurrá-lo para fora. Me virei, abri a porta e corri para fora do provador", continuou.

Segundo Carroll, o episódio durou cerca de três minutos. Ao final do relato, ela conta que o casaco que usava, da grife Donna Karan, está pendurado atrás da porta do armário e que nunca mais usou nem lavou a peça. Além disso, nunca mais teve relações sexuais com ninguém.

A jornalista responde possíveis dúvidas dos leitores: "Contei para a polícia? Não. Contei para alguém? Sim, para dois amigos próximos. Uma delas, jornalista, me implorou que fosse até a polícia. 'Ele te estuprou', ela repetia".

O outro amigo, também jornalista, orientou que ela não revelasse a ninguém o que havia acontecido. "Ele tem 200 advogados, vai te sepultar."

Carroll chegou a pedir as filmagens das câmeras de segurança para a loja, mas a empresa afirmou que as fitas com as gravações daquela época não existem mais.

Outro lado

No texto, Carroll afirma ter procurado a Casa Branca, que lhe deu a seguinte resposta: "Essa é uma história completamente falsa e irreal, surgindo 25 anos depois de supostamente ter acontecido, e foi criada simplesmente para fazer o presidente parecer mau".

Trump também respondeu à acusação de Carroll em nota enviada à imprensa. "Nunca conheci essa pessoa na minha vida", afirmou Trump, embora o próprio artigo de Carroll tenha uma foto em que os dois aparecem juntos, conversando. "Ela está tentando vender seu novo livro. Isso indica a motivação dela. [O livro] deveria ser vendido na seção de ficção", completou o presidente americano.

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