PUBLICIDADE
Topo

Fafá de Belém chora de emoção antes de cantar no Galo da Madrugada de SP

Marley Galvão

Colaboração para o UOL, em São Paulo

25/02/2020 10h44

Minutos antes de começar a cantar no bloco do Galo da Madrugada, em sua versão paulistana —pela primeira vez no Ibirapuera, em São Paulo—, Fafá de Belém se emocionou. As lágrimas de alegria revelam que, mesmo após dez anos cantando no bloco mais tradicional de Recife, o coração acelera.

"Só de ouvir o Gustavo [cantor oficial do bloco] meu coração dispara. Trazer toda a cultura nordestina para o Carnaval de São Paulo é indescritível. Estamos trazendo o interior do Brasil, do sertão, nossas riquezas culturais para esta cidade que enxerga no nordestino uma grande força", disse Fafá.

Logo após entrevista ao UOL, Fafá de Belém e Gustavo Travassos, cantor oficial do bloco e filho do fundador do Galo (Enéias Freire, que morreu em 2018), subiram no trio e cantaram marchinhas tradicionais para os foliões no Ibirapuera.

"Este é o Carnaval da sororidade", disse Fafá. "Se você encontrar alguém em situação de vulnerabilidade, ajude. Abrace. Não deixe de ajudar. Pense que poderia ser você no lugar dela", acrescentou.

O Galo trouxe quatro réplicas do famoso galo gigante, a mais alta com 4,5 m de altura. O galo original que desfila no Recife tem 28 m.

O tema deste ano é "Xilogravuras no Cordel do Frevo", que mistura duas expressões da cultura pernambucana —a literatura de cordel, com seus folhetos de traços simples e ironia apurada, e os ritmos da terra.

Sobre o Galo da Madrugada

No início, o bloco saía bem cedinho, entre 5h30 e 6h, e geralmente acordava a cidade. Daí seu nome.

Com o tempo, o desfile passou a começar às 9h e só termina quando escurece. É uma verdadeira maratona de 9 horas, com 30 trios elétricos e uma multidão, que foi parar no livro dos recordes. Mais de 1 milhão de pessoas têm encontro marcado com o Galo todos os anos.

Blocos de Rua