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Flamengo busca nova final por hegemonia traçada em tempos de vacas magras

Equipe do Flamengo reunida antes da partida diante do Barcelona-EQU, pela Libertadores - Staff Images / CONMEBOL
Equipe do Flamengo reunida antes da partida diante do Barcelona-EQU, pela Libertadores Imagem: Staff Images / CONMEBOL

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

29/09/2021 04h00

Da pecha de "clube falido" ao papel de bicho-papão do futebol brasileiro e sul-americano, o Flamengo entra hoje em campo e encara o Barcelona, às 21h30, no Estádio Monumental, em Guayaquil, por um lugar na final da Libertadores e a consolidação de um plano que teve início em 2013.

Até que o ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello vencesse a eleição e assumisse a presidência, o Fla somava dívidas na casa dos R$ 750 milhões e a receita adotada pelos responsáveis pela transformação rubro-negra era a de pagar dívidas, tornar o Rubro-Negro solvente e, a partir daí, dominar o cenário.

Aquele grupo, que contava com a presença do atual presidente Rodolfo Landim, também tinha como líderes algumas das figuras que hoje tocam o dia a dia. Luiz Eduardo Baptista (vice de relações institucionais), Rodrigo Tostes (vice de finanças) e Gustavo Oliveira (vice de comunicação), por exemplo, são alguns dos que romperam com o ex-mandatário e voltaram ao comando com a vitória de Landim nas urnas.

Ao passo que Bandeira ficou famoso pelo saneamento das finanças, Landim e a sua ala mais próxima deram o sonhado salto em campo. Após anos de expectativas não cumpridas e alguns fracassos em campo, o Rubro-Negro cumpriu aquilo que havia sido traçado a partir de 2019. De lá para cá, o Fla levantou dois Brasileiros, uma Libertadores, duas Supercopas do Brasil, uma Recopa, três Cariocas e está a 90 minutos de mais uma final continental.

Embora a cúpula da Gávea evite falar em prioridade em relação a uma ou outra competição, a Libertadores virou a grande menina dos olhos, especialmente após a vitória sobre o River Plate em 2019. Eliminados de forma precoce no ano passado (o time caiu nas oitavas para o Racing), os rubro-negros colocaram Montevidéu (URU), local da decisão deste ano, como uma espécie de meta a ser cumprida.

Flamengo campeão da Libertadores - Marcos Brindicci/Jam Media/Getty Images - Marcos Brindicci/Jam Media/Getty Images
Flamengo celebra o título de campeão da Libertadores de 2019
Imagem: Marcos Brindicci/Jam Media/Getty Images

Com a vantagem de 2 a 0 construída no Maracanã, o Flamengo está a um empate de cumprir o objetivo e fortalecer o plano de hegemonia traçado em tempos de vacas magras. Além da glória esportiva, o Fla vai garantir aos cofres nada menos que R$ 33 milhões, montante assegurado ao vice-campeão. A previsão mais otimista rubro-negra de faturamento total para este ano aponta para R$ 1 bilhão.

Este valor ajuda o departamento de futebol a manter um elenco que é considerado por muitos como o melhor do país e faz a torcida sonhar ainda mais alto. Mais sólido e cada vez mais atrativo para grandes jogadores, o clube se reforçou com jogadores que estavam em clubes da Premier League.

Para chegar em sua segunda decisão nas últimas três edições, o Rubro-Negro terá à disposição todo o arsenal que foi sendo montado à medida que a situação financeira clareava. Recuperados de suas lesões, Filipe Luís e Arrascaeta vão para o jogo, assim como os demais que foram poupados no empate por 1 a 1 contra o América-MG. Com o caixa em dia e craques em campo, o Flamengo está a 90 minutos de dar mais um passo em direção ao domínio.

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