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No 17° desfile do Bloco do Pasmado, tradição e novidade estão de mãos dadas

Patrícia Larsen

Colaboração para o UOL, de São Paulo

16/02/2020 12h30

O Bloco Confraria do Pasmado é um dos mais tradicionais de São Paulo. Este é o 17° desfile, marcado sempre pelo espírito de brincar o carnaval de forma democrática.

Neste ano, mais de 100 ritmistas compõe a bateria do Mestre Jonny. "Há 16 anos, éramos apenas 20 amigos brincando na praça da Rodésia, em Pinheiros. Hoje, somos enormes", contou Angela Viana, que toca no Pasmado desde a segunda edição.

Segundo Bruno Ferrari, diretor da Confraria do Pasmado, a procura por tocar no bloco aumenta a cada ano. "Como não temos uma oficina de percussão, complementamos as vagas na medida em que as necessidades vão surgindo. Fazemos uma triagem das mensagens que recebemos nas redes sociais com quem sabe tocar e convidamos essas pessoas de acordo com a disponibilidade de cada instrumento."

E este é o primeiro ano em que Ana Laura Borges, 24, tocará o surdo. "O engajamento do Pasmado sempre me atraiu. É um bloco democrático, que traz a tradição e o novo para o carnaval", conta.

Resistência sim, diversão também!

Neste ano, a Confraria do Pasmado defendeu a diversidade e a cultura com o tema Anarcotropicalismo. "É isso que me fez começar a vir no bloco. O carnaval precisa de engajamento", disse Marcos Guimarães, fantasiado de Mulher Maravilha.

Mayara Sampaio, 24, também usa o bom humor no carnaval. Carregando uma placa "peixe é inteligente", ela sempre contou que suas fantasias têm temas políticos. "Ano passado, vim de Barbie Fascista. Neste ano, depois que ouvi essa frase em outubro, já sabia que tinha a fantasia com essa piada pronta".

Quem está no desfile ainda tem chance de ouvir uma bateria ritmada com os clássicos e a anarquia de ritmos com músicas de Gal, Gil, Caetano, Tom Zé, Chico Buarque, entre outros.

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