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Sobrevivendo ao Corona: Jogo brasileiro leva cestas básicas às periferias

Pilotar em alta velocidade, coletar cestas básicas, desviar de carros e fazer o bem durante a quarentena - Divulgação/Perifacon
Pilotar em alta velocidade, coletar cestas básicas, desviar de carros e fazer o bem durante a quarentena Imagem: Divulgação/Perifacon

Amanda Santos

Do START, em São Paulo

27/05/2020 04h00

Em comemoração ao Dia do Orgulho Nerd e com intuito de lançar luz sobre o projeto que ajuda as favelas nesse período de pandemia, produtores e desenvolvedores da Perifacon anunciaram nesta segunda (25) um game em parceria com o projeto Sobrevivendo ao Corona.

O jogo dá visibilidade ao projeto de mesmo nome, que distribui cestas básicas, kits de higiene, livros/HQs para as famílias das periferias da grande São Paulo e tem um QR para doações diretas. O jogo online gratuito homenageia os motoboys que trabalham com entregas durante a quarentena e surgiu para arrecadar mais doações.

Até o momento, já mais de 900 pessoas foram ajudadas pela iniciativa e mais de mil pessoas estão na fila de espera, o que "na realidade significa quase 3 mil famílias, porque as inscrições às vezes são de família ou de ocupação", como conta Andreza Delgado, cocriadora do Perifacon.

Solidariedade em duas rodas

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O game retrô de navegador (disponível gratuitamente online) coloca você no papel de um motoboy, desviando de carros e caminhões em alta velocidade. Durante 10 fases você deve mandar manobras diferenciadas e coletar cestas básicas espalhadas pela pista.

Por essa eu não esperava!

Sobrevivendo ao Coronavírus Motos - Arte/UOL - Arte/UOL
Inspirado em Bare Knuckle III, o jogo da periferia tem um final (um tanto quanto) curioso
Imagem: Arte/UOL

Uma curiosidade é que o jogo não tem final. Sobrevivendo ao Corona está em produção e por isso ainda receberá atualizações nas próximas semanas, mas a diversão é garantida. Durante 10 fases intensas e engraçadas, você deve desviar dos obstáculos em alta velocidade.

Rafael Braga  - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Jovem é da periferia de Santo André, em São Paulo
Imagem: Arquivo Pessoal
O jogo é mais um dos estudos que venho fazendo, mesmo assim, ele cumpre uma função muito importante ao mostrar como o desenvolvimento de jogos pode ajudar em momentos como esse
Rafael Braga, criador do game

O morro foi feito de 16-bit

Sobrevivendo ao Coronavírus Game Rascunho - Divulgação/Perifacon - Divulgação/Perifacon
Jogo surgiu após convite para divulgação do projeto social
Imagem: Divulgação/Perifacon

Antes mesmo de se tornar jogo, Sobrevivendo ao Corona seria apenas uma pixel art feita pelo designer e desenvolvedor Rafael Braga, para homenagear os entregadores, "aí eu acabei aproveitando no jogo", contou para o START sobre a iniciativa.

Títulos de beat 'em ups como Final Fight e Streets of Rage também serviram de inspiração para o Sobrevivendo, "fui testando algumas mecânicas e foi ficando legal daquela forma", conta Rafael sobre a transição do jogo que um dia seria de plataforma.

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Dois sucessos do fliperama nos anos 90 foram a grande inspiração para o jogo: as telas da segunda fase de Sunset Riders, de SNES, onde há uma perseguição a cavalo seguindo um trem, e as pancadarias em dinos e capangas em Cadillacs and Dinosaurs.

A favela que sobrevive e desvia da pandemia

Periferia de Paraisópolis  - Edson Lopes Jr./UOL - Edson Lopes Jr./UOL
Ambulâncias sofrem para acessar comunidade de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, que conta com mais de 100 mil habitantes
Imagem: Edson Lopes Jr./UOL

O Sobrevivendo ao Corona foi criado em abril de 2020, sem prazo nem data de encerramento, o projeto continuará arrecadando doações para comprar alimentos e levar cestas básicas para famílias na periferia de São Paulo, durante a quarentena.

Andreza Delgado Perifacon - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Imagem: Arquivo Pessoal
É bem complicado, em muitos lugares o governo não tem chegado, então são as próprias comunidades que se mobilizam para que as pessoas recebam ajuda
Andreza Delgado, co-criadora do PerifaCon

O projeto atua em lugares que ainda não tenham sido atendidos por outras iniciativas maiores como a CUFA (Central Única das Favelas), por exemplo. Ainda assim, com iniciativas com o Sobrevivendo ao Corona e outros, são muitas famílias passando por momentos muitos difíceis.

Você também pode conhecer mais e acompanhar o projeto pela conta do Sobrevivendo ao Coronavírus no Instagram.

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