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Estudante de 11 anos vence concurso nacional com game sobre coronavírus

Victor Gabriel Agostini é estudante da cidade de Canoas, região metropolitana de Porto Alegre - André Padilha
Victor Gabriel Agostini é estudante da cidade de Canoas, região metropolitana de Porto Alegre
Imagem: André Padilha

Luciano Nagel

Colaboração para o START, de Porto Alegre

16/05/2020 04h00

Enquanto a maioria das crianças luta contra o tédio se mantendo obrigatoriamente dentro de casa e cumprindo as regras de isolamento social por causa da pandemia, o pequeno Victor Gabriel Agostini, de 11 anos, combate o coronavírus, aplica vacinas e resgata idosos que passeiam pelas ruas para dentro de suas residências.

Até parece um filme de ficção científica, mas não é. Foi assim que o estudante do 6º ano do Colégio Luterano Concórdia da cidade de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, venceu o Concurso Nacional de Games intitulado "Todos juntos contra o coronavírus", criado pela Supergeeks, uma escola de Programação e Robótica voltada a crianças e adolescentes do Brasil.

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Atire seringas, salve pessoas e evite cair nos buracos - Reprodução
Atire seringas, salve pessoas e evite cair nos buracos
Imagem: Reprodução

O jogo está disponível gratuitamente online e é bem criativo: um ninja salta por plataformas, atirando seringas contra "coronavírus voadores", resgatando pessoas e coletando máscaras de proteção. Quanto maior a pontuação, maior o "status" do jogador —aqui no START começamos como Técnico (a) de Enfermagem e chegamos no máximo a Enfermeiro (a).

Pra jogar com o teclado, use "seta para cima" para pular e a tecla "X" para atirar seringas. O game funciona também em versão mobile, bastante usar toques na tela. No vídeo abaixo, o próprio Victor Gabriel explica sua criação.

Cada coronavírus que você mata com a vacina vai ganhando pontos e curando pacientes. Para obter mais vacinas você precisa pegar álcool em gel e máscaras espalhados em meio aos obstáculos
Victor Gabriel, criador do game

Como surgiu o game

O Super GameJAM ocorreu no início do mês de abril, e cerca de 80 estudantes de várias cidades do Brasil participaram do evento. Victor Gabriel Agostini conquistou o 1º lugar e foi contemplado com uma bolsa de estudos para dar continuidade ao aprendizado de programador de jogos.

De acordo com a mãe de menino, Juliana Pitrosky Agostini, de 43 anos, Victor Gabriel sempre quis fazer alguma atividade extracurricular. "Foi então que matriculamos ele em um curso de programação de jogos. Isso ocorreu no final do ano passado. Ele adorou e se deu muito bem", contou orgulhosa a mãe. Em outubro de 2019, Victor já havia conquistado a 2ª posição em um campeonato nacional e o 1º lugar na categoria no Estado do Rio Grande do Sul.

Victor Gabriel junto à mãe, Juliana, e o pai, Paulo Agostini - André Padilha
Victor Gabriel junto à mãe, Juliana, e o pai, Paulo Agostini
Imagem: André Padilha

"A ideia deste jogo surgiu durante o confinamento aqui em casa. Sempre mantivemos o Victor muito bem informado do que está passando em nossas vidas, neste caso, a mudança de hábitos por causa da pandemia, o isolamento social, a importância do uso do álcool em gel, além disso, ele se deu conta dos cuidados que temos com os mais velhos, avós e a bisavó dele. Seguimos todas as regras de confinamento certinho. Foi aí que surgiu a inspiração dele de criar este game para combater o coronavírus", complementou Juliana Pitrosky Agostini.

A ideia deste jogo surgiu durante o confinamento aqui em casa. (...) Seguimos todas as regras de confinamento certinho. Foi aí que surgiu a inspiração dele de criar este game para combater o coronavírus
Juliana Pitrosky Agostini, mãe de Victor

O pequeno programador de jogos, Victor Gabriel contou ao START que levou apenas cinco dias para criar o game. "Foram umas 15h para programar tudo, me dedicava 3h por dia. Foi um pouco difícil de criar e às vezes eu contava com a ajuda do meu tio'', disse o menino. Victor explicou que qualquer pessoa pode jogar, independentemente da idade. "Qualquer um pode jogar, até porque fica mais fácil as pessoas entenderem como se prevenir do coronavírus, né?'', indagou o garoto.

O objetivo do game, segundo Victor, é eliminar o coronavírus espalhado pelo ar. Para isso, na primeira fase o jogador é um agente de saúde, sendo caracterizado por um Técnico em Enfermagem e posteriormente por um Enfermeiro, Médico Residente, Médico Geral e Médico Especialista, sendo este o último nível do jogo.

"Cada coronavírus que você mata com a vacina vai ganhando pontos e curando pacientes. Para obter mais vacinas você precisa pegar álcool em gel e máscaras espalhados em meio aos obstáculos. Também é necessário resgatar os idosos que estão nas ruas'', explicou Victor que está ciente que o distanciamento social aliado a higiene, agora, é o mais importante para combater de vez a pandemia.

De acordo com o futuro programador de jogos, o GameJAM ao nível nacional ocorre três vezes ao ano. "Esta primeira etapa eu ganhei. Pretendo competir nos próximos torneios, mas ainda não sei com que jogo", finalizou.

Victor conta que pretende participar de outras competições de criação de jogos - André Padilha
Victor conta que pretende participar de outras competições de criação de jogos
Imagem: André Padilha

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