Tales Torraga

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Ironia ver Messi brilhar nos EUA que proibiam entrada de Maradona

O golaço e a estreia retumbante de Lionel Messi nos Estados Unidos disparam neste fim de semana na Argentina muitas comparações com Diego Armando Maradona.

Até o surgimento de Messi, Maradona era indiscutivelmente o maior jogador argentino da história —mas colecionando tretas com os Estados Unidos que hoje aplaudem o seu sucessor.

O histórico de Diego incluiu polêmicas políticas e até a sua expulsão da Copa do Mundo de 1994, por doping.

"Ele foi o gênio atormentado do futebol", resumiu o jornal "The New York Times" na capa da morte de Maradona, em novembro de 2020, por uma parada cardiorrespiratória.

                                 Maradona deixou o gramado de seu último jogo com a seleção argentina de mãos dadas com a enfermeira Sue Carpenter, antes do exame antidoping que o excluiu da competição.
Maradona deixou o gramado de seu último jogo com a seleção argentina de mãos dadas com a enfermeira Sue Carpenter, antes do exame antidoping que o excluiu da competição. Imagem: REPRODUÇÃO

Doping...

Maradona brilhou no México com seu incomparável título em 1986. No vizinho Estados Unidos, em 1994, conheceu seu fim na seleção argentina (drama que foi tema de longas narrativas nossas aqui e aqui.)

Diego fez um golaço histórico na estreia daquela Copa de 1994, contra a Grécia, mas testou positivo logo na partida seguinte e foi expulso do Mundial, afastado do futebol por 15 meses.

"Cortaram minhas pernas", disse Maradona, então. "Meus braços estão caídos, minha alma está despedaçada. Quero que fique claro para todos os argentinos que não corri pelas drogas, corri pela camisa."

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Diego Maradona em foto com Hugo Chávez
Diego Maradona em foto com Hugo Chávez Imagem: Reprodução/Instagram

...e proibição

Maradona jamais voltou aos EUA depois de 1994, com inúmeros episódios de insultos às autoridades norte-americanas.

Junto com Hugo Chávez e outros líderes da esquerda latino-americana, Diego fez campanha contra o projeto de George W.Bush da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) e contra sua visita a Mar del Plata para a Cúpula do Américas, em 2005.

"Bush é um assassino", disparou Diego, sobre o anúncio da guerra dos EUA ao Iraque, em 2003.

Em 2018, Maradona tentou ir a Miami —onde Messi agora joga!— para acompanhar pessoalmente o processo cível contra sua ex-mulher, Claudia Villafañe.

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Segundo o então advogado de Maradona, Matías Morla, os EUA não lhe concederam visto para viajar.

Morla disse que o pedido foi interrompido depois que Maradona chamou publicamente o presidente Donald Trump de "chirolita" (fantoche).

Reportagem

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