Tales Torraga

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Argentina aposta em pupilo de Carlos Bianchi para seguir na Copa Feminina

Os técnicos argentinos, eles dizem, são "os mais badalados do mundo".

Normal, então, que a Copa do Mundo Feminina coloque em perspectiva o trabalho do treinador Germán Portanova, de 49 anos.

A seleção argentina volta a campo às 21h (de Brasília) de hoje (27) para pegar a África do Sul e tentar sobreviver na competição.

As duas seleções perderam na estreia, e uma nova derrota pode significar a eliminação da Argentina na Copa do Mundo antes mesmo do fechamento da fase de grupos.

Juan Roman Riquelme e Carlos Bianchi
Juan Roman Riquelme e Carlos Bianchi Imagem: AFP PHOTO / DANIEL GARCIA

Pupilo do algoz

Portanova foi "formado" por ninguém menos que Carlos Bianchi, o "Mister Libertadores", que com Vélez Sarsfield e Boca Juniors empilhou clubes brasileiros perdidos pelo caminho.

A lista é longa, e inclui os quatro grandes de São Paulo: São Paulo (1994), Palmeiras (2000 e 2001), Santos (2003) e Corinthians (2013).

O técnico da seleção feminina cruzou com Bianchi no Vélez, em 1993, e frequentemente cita suas profundas conversas com Carlos, que tem acompanhado com especial interesse o trabalho de Germán nesta Copa do Mundo.

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Portanova ocupa o cargo desde julho de 2021, substituindo Carlos Borrello, seu longevo antecessor (nove temporadas como treinador da azul e branca).

UAI Urquiza

"Uai", em português, logo remete ao jeitinho mineiro de falar.

Na Argentina, é a sigla de um forte time feminino, o UAI Urquiza, onde Germán se destacou a ponto de ser chamado para a seleção.

Campeão argentino com a equipe em 2014, 2018 e 2019, ele superou gigantes como Boca Juniors, River Plate e San Lorenzo, comprovando a sua capacidade. Ele é o típico profissional que faz "muito com pouco".

Jogadora da Itália domina a bola em jogo contra a Argentina na Copa feminina
Jogadora da Itália domina a bola em jogo contra a Argentina na Copa feminina Imagem: Phil Walter/Getty Images
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São Paulo da Argentina

Portanova tem ligação com outro clube muito acompanhado pela turma que curte o futebol argentino no Brasil.

Ele foi zagueiro do Chacarita Juniors, o famoso "São Paulo da Argentina", de ligação histórica com o Tricolor.

Cria da "cantera" do Vélez, ele logo se transferiu para o "Chaca", jogando por lá em 1994 e 1996.

Perambulou por clubes de Paraguai, Chile, Espanha e Itália, até pendurar a chuteira em 2003, no Chile.

Desta leva, sua principal passagem foi pelo Cerro Porteño-PAR, entre 1997 e 1998, tempos em que os paraguaios eram mundialmente famosos pela qualidade dos seus defensores.

Reportagem

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