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Olimpíadas, dia 11: em 'terça insana', Brasil leva quatro medalhas no Japão

martine e kahena - Phil Walter/Getty Images
martine e kahena Imagem: Phil Walter/Getty Images

Colaboração para o UOL, em São Paulo

03/08/2021 10h35

Parafraseando o famoso espetáculo teatral de comédia e humor, o Brasil viveu uma verdadeira 'terça insana' nos Jogos Olímpicos de Tóquio neste 03 de agosto de 2021. Em uma única jornada, o país conquistou quatro medalhas, e garantiu mais duas.

O dia iluminado brasileiro foi inaugurado com o bronze de Alison dos Santos, nos 400m com barreiras, no atletismo. Menos de uma hora depois, na madrugada, Martine Grael e Kahena Kunze sagraram-se bicampeãs na classe 49erFX, na vela. Pela manhã, Abner Teixeira no boxe, e Thiago Braz, no salto com vara no atletismo, ganharam mais dois bronzes para o Time Brasil.

Além deles, o futebol masculino garantiu a prata ao passar para a final, e Bia Ferreira assegurou o bronze no boxe, ao se classificar para a semifinal.

Sem dúvida alguma, este foi um dos melhores dias do Brasil em toda a história dos Jogos Olímpicos. Confira abaixo o que de melhor aconteceu no décimo primeiro dia da Olimpíada de Tóquio.


49er - Clive Mason/Getty Images - Clive Mason/Getty Images
Imagem: Clive Mason/Getty Images

Vela: Martine e Kahena são bicampeãs

As brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram novamente o ouro olímpico na classe 49er FX nesta terça (3), na Baía de Enoshima. Com uma atuação muito segura na medal race, a regata decisiva, elas ficaram na terceira posição, o suficiente para que conquistassem o ouro, repetindo o resultado da Rio-2016.

Após 12 regatas e a medal race, que conta pontos em dobro, Martine e Kahena acumularam 76 pontos. A prata ficou com as alemãs Tina Lutz e Susann Beucke, que somaram 83, e o bronze foi para as holandesas Annemiek Bekkering e Annette Duetz, que terminaram com 88 após completarem a medal race na nona colocação. Na vela, os atletas somam pontos de acordo com suas posições ao fim de cada regata, por isso vence quem soma menos ao longo da disputa.

Martine e Kahena se juntam ao seleto grupo de bicampeãs olímpicas brasileiras. Até esta terça, o rol tinha apenas seis pessoas - todas do vôlei, ouro em Pequim-2008 e Londres-2012: Fabi Alvim, Fabiana Claudino, Jaqueline Carvalho, Paula Pequeno, Sheilla Castro e Thaisa.

alison resumao - Patrick Smith/Getty Images - Patrick Smith/Getty Images
Imagem: Patrick Smith/Getty Images

Atletismo: Alison 'Piu' é bronze

Nos 400m com barreiras, em uma final espetacular, Alison dos Santos fez o impressionante tempo de 46,72s e conquistou a medalha de bronze no Estádio Olímpico de Tóquio. Foi a primeira medalha do atletismo brasileiro nesta edição das Olimpíadas.

O nível da prova foi altíssimo. O norueguês Warlhol baixou em 76 centésimos o recorde mundial que já era dele, vencendo nesta terça com 45s94. O segundo colocado, o americano Rai Benjamin, cruzou a linha de chegada em 46s17, também mais de meio segundo abaixo do antigo recorde mundial.

O Brasil também teve representantes no salto triplo, nos 1.500m, nos 400m femininos, no lançamento de dardo e nos 200m, mas nenhum deles conseguiu avançar a uma final.

Thiago Braz - Gaspar Nóbrega/COB - Gaspar Nóbrega/COB
Imagem: Gaspar Nóbrega/COB

Mais atletismo: Thiago Braz fatura sua segunda medalha

Apesar de não ter realizado boas performances ao longo dos cinco anos do ciclo olímpico atual, Thiago Braz mostrou mais uma vez seu talento e sangue frio em um momento decisivo, e conquistou nesta terça-feira (3) sua segunda medalha seguida.

Campeão no salto com vara nos Jogos Olímpicos Rio-2016, o brasileiro subiu no pódio novamente na prova, ao ficar com o bronze em Tóquio. Thiago conseguiu sua melhor marca pessoal em 2021, com o salto de 5,87m. A medalha de ouro foi conquistada pelo favorito sueco Armand Duplantis (6,02m), e a prata acabou nas mãos do americano Christopher Nilsen, com 5,97m.

Duplantis ainda tentou quebrar o atual recorde mundial, que pertence a ele mesmo, de 6,18m. O sueco foi para três tentativas em 6,19m, mas não obteve sucesso. Além de não superar a melhor marca da história, o europeu também não quebrou o recorde olímpico, que é de Thiago Braz (6,03m).

Simone Biles voltou a competir na final da trave nas Olimpíadas de Tóquio - Elsa/Getty Images - Elsa/Getty Images
Simone Biles voltou a competir na final da trave nas Olimpíadas de Tóquio
Imagem: Elsa/Getty Images

Ginástica: Biles volta com bronze; Flávia Saraiva em 7º

Simone Biles enfim voltou a competir em Tóquio. Após desistir de todas as finais anteriores no meio da disputa por equipes, a maior ginasta da atualidade voltou ao Ariake Gymnastics Centre na final da trave, apresentou-se sob muitos aplausos e conquistou a medalha de bronze.

A americana recebeu nota 14,000 pontos com sua apresentação, o suficiente para bater outras seis adversárias. Biles só ficou atrás das chinesas Guan Chenchen (14,666) e Tang Xijing (14,233), que fizeram uma dobradinha no pódio.

Após sofrer uma entorse no tornozelo direito na semana passada que a tirou da disputa do individual geral na ginástica artística, a brasileira Flávia Saraiva, de 21 anos, mesmo não estando com 100% de suas condições, ficou em 7º lugar com uma nota 13,133.

futebol resumão - Lucas Figueiredo/CBF - Lucas Figueiredo/CBF
Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Futebol: nos pênaltis, Seleção masculina vai à final

O Brasil venceu o México por 4 a 1 nos pênaltis, depois de empate sem gols no tempo normal e na prorrogação, e se classificou para a final do futebol masculino. O gol decisivo foi marcado por Reinier.

Santos defendeu a cobrança de Eduardo Aguirre e viu Johan Vásquez acertar a trave — Carlos Rodríguez foi o único que acertou pelos mexicanos, e o fez na terceira cobrança. Daniel Alves, Gabriel Martinelli, Bruno Guimarães e Reinier marcaram pelo Brasil.

A luta pelo ouro será no sábado, às 8h30 (de Brasília), no Estádio Internacional de Yokohama, contra a Espanha. A seleção europeia derrotou o Japão na outra semifinal, por 1 a 0, com um gol de Asensio na prorrogação.

bia ferreira - Wander Roberto/COB - Wander Roberto/COB
Imagem: Wander Roberto/COB

Boxe: Bia Ferreira garante medalha, Abner é bronze

Atual campeã mundial e uma das favoritas ao ouro no peso Leve, Bia Ferreira venceu Raykhona Kodirova, do Uzbequistão, por decisão unânime, e avançou às semifinais em Tóquio. Assim, o Brasil já garantiu sua terceira medalha no boxe, que não tem disputa pelo terceiro lugar - Hebert Conceição também já está nas semifinais.

A luta de Bia foi intensa, sem espaço para Kodirova esboçar reação. Todos os árbitros deram vitória para a brasileira nos três rounds. Na fase anterior, ela havia vencido Wu Shij-Yi, de Taiwan, também por decisão unânime.

Entre os pesos pesados (81 a 91kg), o brasileiro Abner Teixeira ficou com a medalha de bronze. Nesta terça-feira, o atleta de 24 anos foi derrotado pelo cubano Julio de La Cruz na semifinal. Após três rounds, De La Cruz levou a melhor por 4 a 1 na decisão dos árbitros.

O peso leve Wanderson de Oliveira não teve a mesma sorte. Ele foi derrotado pelo cubano Andy Cruz nas quartas de final por decisão dividida dos juízes. Cruz avançou à semifinal e garantiu mais uma medalha ao tradicional boxe cubano. Foi a terceira luta de Wanderson em Tóquio. Ele vinha de vitórias sobre Wessam Salamana, da equipe de refugiados, e Dzmitry Asanau, de Belarus.

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Imagem: GettyImages

Vôlei: Brasil bate o Japão e vai à semi

O Brasil está nas semifinais do vôlei masculino. A seleção se classificou ao vencer o Japão por 3 sets a 0, com parciais de 25/20, 25/22 e 25/20, nesta terça-feira (3). O time da casa chegou a emparelhar o segundo set, mas não conseguiu manter o nível.

A semifinal será contra a equipe do Comitê Olímpico Russo, na quarta-feira (4), às 9h30 (de Brasília), e será uma reedição do único jogo perdido pela seleção masculina em Tóquio. Na primeira fase, os russos venceram com facilidade, por 3 sets a 0.

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Imagem: Júlio César Guimarães / COB / Fotos Públicas

Canoagem: Isaquias e Godmann sem medalha

Não deu para Isaquias Queiroz e Jacky Godmann. Os brasileiros eram fortes candidatos a ganhar uma medalha no do C2 1.000m na canoagem, mas a dupla não teve o desempenho esperado e ficou na quarta colocação.

O ouro ficou com os cubanos Fernando Enriquez e Serguey Madrigal, que fizeram 3min24s995 e impuseram novo recorde olímpico. Os chineses Hao Liu e Pengfei Zheng ficaram com a prata (3min25s198), enquanto o bronze foi para os alemães Sebastian Brendel e Tim Hecker (3min25s615). Os brasileiros fizeram 3min27s603. Isaquias perdeu sua dupla, Erlon Silva, por lesão e teve que encontrar um novo parceiro. Ele fechou com Jacky Godmann em maio deste ano.

volei de praia - Sean M. Haffey/Getty Images - Sean M. Haffey/Getty Images
Imagem: Sean M. Haffey/Getty Images

Vôlei e praia: Ana Patrícia e Rebeca eliminadas

Ana Patrícia e Rebecca foram derrotadas pelas suíças Vergé-Dépré e Heidrich por sets 2 a 1 (19/21, 21/18 e 15/12) nas quartas de final e encerraram sua participação em Tóquio. A dupla europeia dominou a partida nos momentos finais e não deu chances para as brasileiras, que muito lutaram. Com o resultado, o Brasil não tem mais chances de medalha no vôlei de praia feminino no Japão. O outro time do país, formado por Ágatha e Duda, foi eliminado no último domingo.

Nado sincronizado: covid tira a Grécia

A Grécia abandonou a disputa do nado sincronizado depois que quatro atletas da equipe testaram positivo para covid-19. Segundo o comitê olímpico do país (HOC), um teste deu positivo na segunda-feira e outros três nesta terça (3), e a situação obriga toda a equipe a ficar de quarentena em um hotel.

O comitê organizador dos Jogos confirmou nesta terça-feira (3) mais 18 novos casos de covid-19 entre envolvidos com as Olimpíadas. São 294 no total desde 1º de julho, data em que o monitoramento começou.