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Ouro na prova de Rebeca, Sunisa Lee viu pai ficar paraplégico após acidente

Sunisa Lee, ao lado de Rebeca, faturou o ouro para os Estados Unidos na ginástica artística - Jean Catuffe/Getty Images
Sunisa Lee, ao lado de Rebeca, faturou o ouro para os Estados Unidos na ginástica artística Imagem: Jean Catuffe/Getty Images

Colaboração para o UOL, em Santos (SP)

29/07/2021 16h04

A trajetória da americana Sunisa Lee até a medalha de ouro na ginástica artística - prova que teve Rebeca Andrade ficando com a prata - foi marcada por um comovente drama familiar que foi desde um grave acidente que deixou o pai paraplégico até a morte dos tios por covid-19.

Sunisa Lee, de 18 anos, chegou inclusive a cogitar interromper a carreira depois que o pai, John Lee, ficou paralisado do peito para baixo após um acidente em 2019. Na ocasião, ele ajudava um vizinho a podar a árvore quando perdeu o equilíbrio da escada e caiu.

O mês era agosto, e "Suni" Lee estava prestes a competir no campeonato nacional de ginástica, que acontecia dois dias depois. A campeã olímpica pensou em desistir da competição, mas o próprio pai a convence a participar e 'continuar lutando por seus sonhos'.

No primeiro dia de provas, John Lee, ainda na cama do hospital, conversou com a filha através de uma chamada de vídeo e lhe disse que para fazer o melhor e que ela sempre seria a sua número 1. Resultado: Sunisa Lee levou ouro nas barras assimétricas e ficou com a prata no individual geral, atrás apenas de Simone Biles.

Não bastasse o drama vivido com o pai, Suni Lee ainda teve de lidar com a perda de dois tios próximos por covid-19, no ano passado. Somado a isso, também precisou superar duas lesões sérias: um osso quebrado no pé e um problema no tendão de Aquiles.

Representante dos hmong, grupo étnico do Laos que fugiu após guerra civil no país asiático, Sunisa Lee não segurou as lágrimas e chorou ao telefone com seus pais depois de receber a medalha de ouro e ouvir o hino nacional dos Estados Unidos.