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Corinthians faz contas, foca no G6 e não vê problema com reforços caros

Alessandro Nunes, Duilio Monteiro Alves e Roberto de Andrade, dirigentes do Corinthians - Rodrigo Coca/Ag. Corinthians
Alessandro Nunes, Duilio Monteiro Alves e Roberto de Andrade, dirigentes do Corinthians Imagem: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

Yago Rudá

Do UOL, em São Paulo

25/07/2021 04h00

Classificação e Jogos

Depois de mudar os planos no meio da temporada, o Corinthians refez contas, reviu o orçamento e chegou a conclusão de que as contratações de Giuliano, Renato Augusto e possivelmente Roger Guedes estão de acordo com a realidade do clube. Mesmo endividado, o Alvinegro aposta que os reforços para o futebol podem resultar em aumento de receitas e na criação de um time com capacidade de brigar por uma vaga na Copa Libertadores da próxima temporada.

O Corinthians não revela quanto pagará a Renato Augusto e Giuliano, mas a reportagem apurou que os rendimentos da dupla, somando salários e luvas diluídas ao longo da extensão dos contratos, alcançam o teto salarial do clube. O atacante Roger Guedes, monitorado pela diretoria e ainda negociando sua rescisão com o Shandong Luneng, da China, tem conversas para receber os mesmos valores.

A quantia é considerada alta, mas representa metade do valor economizado pelo clube nos sete primeiros meses do ano com as saídas de vários jogadores com salários altos, como Mauro Boselli, Jemerson, Otero, Cazares, Bruno Méndez, Camacho e Ramiro, além de outros com rendimentos menos expressivos, casos de Marllon, André Luis e Davó. O planejamento do Corinthians é contratar menos do que nos últimos anos e não fazer apostas.

Eliminado precocemente da Copa do Brasil e também da Copa Sul-Americana, o Corinthians quer voltar a ter protagonismo no cenário nacional. As contratações de Giuliano e Renato Augusto ilustram o desejo do clube de voltar a disputar a Copa Libertadores na próxima temporada. A diretoria acredita que a dupla colocará a equipe comandada por Sylvinho em condições de brigar pela vaga ao torneio continental, o que geraria novas receitas e ajudaria o clube a enfrentar sua dívida quase bilionária.

As premiações que o clube deixou de ganhar na Sul-Americana e, sobretudo, na Copa do Brasil serviram como argumento para a diretoria ir ao mercado da bola. Financeiramente, o Corinthians acredita que manter uma equipe competitiva é mais vantajoso do que apostar nos garotos da base, já que praticamente nenhum dos garotos efetivados nesta temporada deu conta do recado no profissional até agora.

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