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Quem joga? Odair tem 'quebra-cabeça' no ataque do Flu para o Brasileirão

Marcos Paulo e Evanílson fazem melhor dupla do Fluminense em 2020, mas não têm titularidade garantida - Lucas Mercon/Fluminense FC
Marcos Paulo e Evanílson fazem melhor dupla do Fluminense em 2020, mas não têm titularidade garantida Imagem: Lucas Mercon/Fluminense FC

Caio Blois

Do UOL, no Rio de Janeiro

29/07/2020 04h00

Destaque no começo da temporada, o ataque virou um verdadeiro problema para Odair Hellmann no Fluminense. Em busca de equilíbrio, o treinador trocou um jogador do setor por um volante. A equipe, de fato, mostrou maior consistência, mas ainda falta agressividade.

Por isso, do meio para a frente, as posições estão em aberto. Nem mesmo os três jogadores que mais marcaram pelo Tricolor em 2020 — Nenê (nove gols), Evanílson (seis) e Marcos Paulo (cinco) — têm vaga garantida na equipe titular para o Brasileirão e a Copa do Brasil no segundo semestre.

Artilheiro do Flu na temporada, o meia de 39 anos contraiu coronavírus e, desde seu retorno, ainda não balançou as redes nem repetiu suas boas atuações do começo do ano.

Para sua posição, Nenê tem a sombra de Paulo Henrique Ganso e dos jovens Miguel e Michel Araújo, que pedem passagem no elenco. Com o experiente meia como principal articulador (ainda que aberto na direita do ataque) o time criou menos que no esquema com dois ponteiros.

Ganso abraça Miguel, Araújo e Calegari; camisa 10 e jovens tornaram Fluminense mais veloz - Lucas Merçon/Fluminense FC - Lucas Merçon/Fluminense FC
Ganso abraça Miguel, Araújo e Calegari; camisa 10 e jovens tornaram Fluminense mais veloz
Imagem: Lucas Merçon/Fluminense FC

Já Evanílson, em tese, é reserva do ídolo Fred, que se recupera de cirurgia no olho esquerdo e ainda não tem previsão para voltar aos campos. Enquanto tem espaço na equipe, segue marcando gols e sendo o atacante mais perigoso do elenco, desde que jogue centralizado.

Melhor dupla do camisa 99, Marcos Paulo ainda não conseguiu manter sequência em suas melhores atuações. Não necessariamente por "sua culpa". Quando joga por dentro, próximo ao parceiro de Xerém ou até mais recuado, como um meia-atacante, a joia das divisões de base do clube costuma fazer a diferença nos jogos.

Mas no esquema de Odair, o jovem acaba sendo deslocado para a ponta-esquerda, onde não só se envolve menos com o jogo como também cumpre função defensiva que lhe exige muito fisicamente. Apesar de não ser um jogador lento, o camisa 11, de passadas largas, está longe de ser um velocista. Diferenciado e versátil, Marcos Paulo pode ser a chave para a mudança do ataque do Fluminense se reposicionado.

Fernando Pacheco e Wellington Silva são as melhores opções de velocidade no ataque do Fluminense - Mailson Santana/Fluminense FC - Mailson Santana/Fluminense FC
Fernando Pacheco e Wellington Silva são as melhores opções de velocidade no ataque do Fluminense
Imagem: Mailson Santana/Fluminense FC

Além do trio, o técnico tem opções mais velozes. Pelas pontas, Wellington Silva, Fernando Pacheco e Caio Paulista dão alternativas para atuar da maneira que a equipe vem sendo escalada com um tripé de volantes.

A dupla "encaixa melhor" no formato mais reativo, tanto para aumentar a pressão sem bola sobre o adversário no campo de ataque como para saídas em transição rápida, diferente dos titulares. Em compensação, costumam pecar nas finalizações, o que diminui o poder de fogo da equipe, que marcou apenas três vezes em sete jogos após o retorno do futebol.

Quem também corre por fora é o jovem Luiz Henrique, do sub-23, que emerge como outra opção para Odair Hellmann. Canhoto, o meia-atacante atua pelos dois lados do ataque e agrada muito à comissão técnica. No amistoso contra o Botafogo, na semana passada, ele atuou com a camisa 10 e marcou um golaço, chamando a atenção da torcida.

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