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Apesar de derrota, Odair encaixa time sem Fred, e Flu cresce com Evanílson

Evanílson deixou o dele contra o Fla; atacante melhorou Fluminense de Odair Hellmann na final do Campeonato Carioca - Thiago Ribeiro/AGIF
Evanílson deixou o dele contra o Fla; atacante melhorou Fluminense de Odair Hellmann na final do Campeonato Carioca Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Caio Blois

Do UOL, no Rio de Janeiro

13/07/2020 04h00

Classificação e Jogos

O Fluminense não venceu nenhum jogo após o retorno do futebol, mas ainda assim, conquistou a Taça Rio. Apesar da derrota no primeiro jogo da decisão do Campeonato Carioca, é possível enxergar melhora no time comandado por Odair Hellmann a partir dos duelos contra o rival Flamengo. E sem o ídolo Fred, mas com Evanílson no comando do ataque.

O treinador conseguiu "encaixar" o time a partir do meio de campo resgatando o esquema que mais utilizou em sua passagem no Internacional, com um "tripé" de volantes, o que fez a equipe evoluir principalmente na parte ofensiva.

Isso porque a entrada de Dodi, pelo lado esquerdo, se mostrou mais efetiva que um ponta por aquele lado. O volante foi um dos melhores do Fluminense no jogo.

Mesmo sem opções de velocidade (o que foi um problema no primeiro tempo, com Yago e o próprio Dodi ainda presos), a equipe de Odair conseguia controlar a bola e evitava sofrer com o forte ataque rubro-negro.

Fato é que, neste arranjo, o Fluminense foi mais equilibrado, principalmente na segunda etapa, quando os volantes passaram a funcionar também pelos lados. Em tese escalado na ponta esquerda, Marcos Paulo voltou, enfim, a flutuar pelo meio. Por vezes, armando para Nenê e Evanílson, e em outras, próximo ao camisa 9 como uma dupla de ataque.

Foi assim que o Tricolor criou suas chances mais perigosas em uma das melhores atuações da equipe sob o comando do técnico, que considerou o resultado negativo injusto.

"O Fluminense mostrou superioridade nos dois tempos e tomou o gol quando estava melhor. Criamos mais do que o Flamengo, mas eles conseguiram marcar depois de um erro em uma bola parada nossa. Eles têm muita qualidade, não podemos dar chances. No futebol você tem que colocar a bola para dentro. Mas, na justiça do que foi o jogo, era para ser empate. Se tivesse que sair um vitorioso, teria que ser o Fluminense", opinou o técnico.

Dodi carrega a bola observado por Yago e Evanílson; trio deu mais equilíbrio ao Fluminense - Mailson Santana/Fluminense FC - Mailson Santana/Fluminense FC
Dodi carrega a bola observado por Yago e Evanílson; trio deu mais equilíbrio ao Fluminense
Imagem: Mailson Santana/Fluminense FC

Mas foi a entrada de Evanílson na vaga de Fred — fora com um problema olho esquerdo — que deu mais mobilidade ao ataque do Flu, que se ressentia de movimentação e, principalmente, de balançar as redes adversárias.

Na segunda etapa, o camisa 99 teve uma chance e não perdoou. Em um lance projetado pelo técnico nas costas da zaga do Flamengo, que costuma atuar adiantada, Egídio recebeu pela esquerda e fez um cruzamento perfeito para o centroavante, que finalizou de primeira para fazer seu sexto gol em 2020.

"Fizemos um jogo maravilhoso. No segundo tempo a gente mandou no jogo, num contra-ataque eles fizeram o gol, mas demos a vida. E quem assistiu pôde perceber que amassamos eles. Quarta tem mais e vamos para cima em busca da vitória", declarou Evanílson à FluTV após o jogo.

Enquanto o jovem de 20 anos marcou seis gols em 14 jogos em 2020, Fred ainda não fez nenhum em seu retorno ao Tricolor. Fora das finais, ele ainda ficará um bom tempo fora em recuperação, o que abre espaço para a joia de Xerém, já um dos destaques do Fluminense de Odair Hellmann na temporada.

Defesa ainda precisa de ajustes

Ainda é cedo para afirmar que a escalação será uma tendência ou apenas uma forma de enfrentar o rival na decisão do Campeonato Carioca.

Para isso, ainda faltam, claro, ajustes. Na zaga, o Tricolor se ressentiu de Nino, que ficou de fora com uma entorse no joelho. Titular em seu lugar, o ex-capitão Digão fez boa atuação e ganhou a maioria das disputas diretas com o ataque rubro-negro.

Contra o Flamengo, Digão fez boa partida pelo Fluminense na vaga de Nino  - Mailson Santana/Fluminense FC - Mailson Santana/Fluminense FC
Contra o Flamengo, Digão fez boa partida pelo Fluminense na vaga de Nino
Imagem: Mailson Santana/Fluminense FC

Mas do outro lado, a entrada do lento Matheus Ferraz fez a defesa piorar tanto na recomposição como no início da construção de jogadas. Ainda que esteja longe de ser veloz, Nino é mais técnico e se posiciona melhor, fechando espaços que, com Ferraz, foram muito explorados por Pedro e Gabigol.

As laterais também têm detalhes a corrigir, principalmente na parte defensiva. No primeiro gol, Gilberto tentou fechar um espaço aberto pelo erro de Nenê na marcação e abriu espaço aproveitado por Diego para achar Pedro livre na grande área.

Já no segundo dos rubro-negros, Egídio perdeu na corrida e não parou a jogada, dando campo para Gabigol dar passe perfeito para Michael dar números finais ao jogo, justo no melhor momento do Tricolor no jogo. Antes, Diego Alves fez duas grandes defesas para impedir o que seriam golaços de Yago — o goleiro do Fla, que teve grande atuação, também pegou forte chute de Dodi e outro de Hudson, na pequena área.

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