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Vitor Guedes

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Final contra a França é o cenário mais difícil e perfeito para a redenção

Neymar comemora gol marcado contra a Coreia do Sul; será o craque da Copa se decidir a final - Manan Vatsyayana/AFP
Neymar comemora gol marcado contra a Coreia do Sul; será o craque da Copa se decidir a final Imagem: Manan Vatsyayana/AFP

Colunista do UOL

06/12/2022 10h12Atualizada em 06/12/2022 10h12

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10 pitacos sobre a participação da seleção brasileira até aqui e já projetando a sequência do Mundial:

1) Neymar não foi o melhor em campo na vitória contra a Coreia do Sul. Aliás, não é a primeira vez que o prêmio da Fifa escolhe o jogador mais talentoso e famoso no gramado, independentemente do que aconteceu em campo. De Bruyne, que já foi embora com a "geração belga", ganhou na fase de grupos e nem ele concordou com a indicação.

2) Neymar não precisou jogar bem contra a Sérvia nem ser o melhor contra a Coreia do Sul. Em 1998, Zidane fez uma fase de grupos fraquíssima, com direito a expulsão contra a Arábia Saudita, desfalcou a França nos mata-matas... E, na final, destruiu o Brasil. À vera, a Copa de Zidane se resumiu a final do Brasil. E foi mais que suficiente para colocar a França na galeria das campeãs mundiais. Se Neymar, que, até aqui, faz uma Copa muito inferior a Mbappé (França) e Messi (Argentina), os seus colegas de PSG, for o cara da final, no dia 18 de dezembro, e levar o Brasil ao título, tudo o que vem antes não terá tido a menor importância e ele será o cara da Copa. Até aqui, Neymar, que nunca chegou ao patamar de Cristiano Ronaldo e Messi, já foi ultrapassado por Mbappé no cenário internacional.

3) Por falar em Zidane, se a final for Brasil x França, o repeteco de 1998, uma possível atuação decisiva ficará maior ainda pelo histórico. Além daquela final, o Brasil deu adeus em 1986 (nos pênaltis) e em 2006, quando Zidane jogou tanto (ou até mais) que em 1998. Ou seja, uma final Brasil x França é o cenário perfeito para a redenção da seleção brasileira e de Neymar. E o mais complicado.

4) Para encarar a França na final, além de Mbappé e companhia precisarem passar por Inglaterra e por quem vier na semifinal, o Brasil, óbvio ululante, terá que tirar do caminho a Croácia e, na sequência, quem vier (e venha quem vier não será teta) de Argentina e Holanda. Ainda que haja jogo e que seja preciso respeitar a atual vice-campeã mundial, a Croácia, que chega invicta após vencer só o inexistente Canadá e empatar (jogando pior) com Marrocos, Bélgica e Japão, é o adversário mais acessível do próximo mata-mata.

5) Richarlison, que fez até Tite fazer a "Dança do Pombo", e Vini Jr são fundamentais, grandes destaques brasileiros na Copa do Mundo e "disputam" quem é o jogador mais gostável e carismático da seleção brasileira.

6) Casemiro, que não tem o carisma de Richarlison e Viini Jr, é, até aqui, o melhor do Brasil na Copa. E, o que é fundamental, ao contrário de 2018, quando desfalcou o Brasil contra a Bélgica, chega às quartas de final sem receber nenhum cartão amarelo.

7) Para além de Casemiro, irrepreensível, também é preciso registrar a ótima Copa do Mundo que faz, até aqui, a dupla Marquinhos e Thiago Silva. Isso jogando com laterais improvisados.

8) Rodrygo, que até aqui foi usado na função de Rodrygo, pode jogar em qualquer uma das quatro posições do ataque, na ponta direita, na ponta esquerda, de centroavante e atrás do 9. Como não dá nem para cogitar as saídas de Richarlison, Vini Jr e Neymar e também como Raphinha ainda não disse a que veio e Antony não aproveitou a chance contra Camarões, passou da hora de Rodrygo ganhar uma chance na ponta direita, posição, inclusive, que joga com muita frequência no Real Madrid.

9) Alex Sandro, até se machucar, fazia um Mundial muito bom, vai acrescentar muito e, se não puder jogar contra a Croácia, será fundamental em uma eventual semifinal e em uma hipoética final. Vale lembrar que Militão está pendurado com um amarelo e, se levar o segundo, Danilo vai precisar voltar a sua posição de origem.

10) Não será fácil encarar Argentina, França, Inglaterra ou Espanha, mas, para essas e outras seleções, é uma pedreira desgraçada enfrentar a camisa (e o time) do Brasil.

PS: Força, Pelé!

Leia as colunas dos jogos da Copa do Mundo do Qatar

Brasil 4 x 1 Coreia do Sul

Croácia 1 x 1 Japão

Inglaterra 3 x 0 Senegal

França 3 x 1 Polônia

Argentina 2 x 1 Austrália

Holanda 3 x 1 Estados Unidos

Camarões 1 x 0 Brasil

Polônia 0 x 2 Argentina e Arábia Saudita 1 x 2 México

País de Gales 0 x 3 Inglaterra e Irã 0 x 1 Estados Unidos

Holanda 2 x 0 Qatar e Senegal 2 x 1 Equador

Portugal 2 x 0 Uruguai

Brasil 1 x 0 Suíça

Coreia do Sul 2 x 3 Gana

Sérvia 3 x 3 Camarões

Espanha 1 x 1 Alemanha

Croácia 4 x 1 Canadá

Bélgica 0 x 2 Marrocos

Japão 0 x 1 Costa Rica

Argentina 2 x 0 México

França 2 x 1 Dinamarca

Polônia 2 x 0 Arábia Saudita

Tunísia 0 x 1 Austrália

Inglaterra 0 x 0 Estados Unidos

Holanda 1 x 1 Equador

Qatar 1 x 3 Senegal

País de Gales 0 x 2 Irã

Brasil 2 x 0 Sérvia

Portugal 3 x 2 Gana

Uruguai 0 x 0 Coreia do Sul

Suíça 1 x 0 Camarões

Bélgica 1 x 0 Canadá

Espanha 7 x 0 Costa Rica

Alemanha 1 x 2 Japão

Croácia 0 x 0 Marrocos

França 4 x 1 Austrália

México 0 x 0 Polônia

Dinamarca 0 x 0 Tunísia

Argentina 1 x 2 Arábia Saudita

Estados Unidos 1 x 1 País de Gales

Senegal 0 x 2 Holanda

Inglaterra 6 x 2 Irã

Qatar 0 x 2 Equador

Eu sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, claro, vem de ZL! É nóis no UOL!

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AQUI a análise da seleção inglesa feita por Paulo Andrade, Bernardo Ramos, Rafael Oliveira, Rodrigo Coutinho e eu.

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