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Vitor Guedes

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Neymar, 30, não alcançou Messi nem CR7 e já foi ultrapassado por Mbappé, 23

Mbappé já atropelou Neymar no PSG e no cenário mundial: Qatar é a última chance de o brasileiro reagir - Aurelien Meunier - PSG/PSG via Getty Images
Mbappé já atropelou Neymar no PSG e no cenário mundial: Qatar é a última chance de o brasileiro reagir Imagem: Aurelien Meunier - PSG/PSG via Getty Images

Colunista do UOL

05/12/2022 09h48Atualizada em 05/12/2022 14h01

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Neymar, 30 anos, nunca foi o melhor do mundo e, passado o auge da carreira, nunca mais será. O jogador chegou ao Barcelona (negociado antes mesmo de enfrentar o time na final do Mundial-2011, ao contrário do que, mentirosamente, sustentou por anos) com a expectativa de, com os passar dos anos, receber o bastão de Lionel Messi e assumir o status de principal jogador do Barça e herdar a condição de melhor jogador do mundo.

Pelo início promissor no Santos e pelo talento inegável, a projeção não era um devaneio de pachecos, do papai, dos parças nem da turma do oba-oba do fã-clube travestido de mídia. Tanto era possível que Benzema, Lewandowski e Modric, com menos qualidade e potencial, chegaram ao topo...

Passado o tempo, no entanto, ficou evidente que Neymar nem sequer chegou perto de ser o melhor do mundo e, excetuando-se o discurso de parte da torcida e crítica brasileiras que vivem em um universo paralelo, Neymar jamais esteve na mesma prateleira de Messi e Cristiano Ronaldo. Fora do Brasil, em todo o resto do planeta bola, essa comparação nem sequer é cogitada e Neymar não entra na mesma frase quando se discute quem jogou mais, o português ou o argentino.

Agora, no seu, talvez, último Mundial, pelo menos o último em condição de fazer a diferença, Neymar tem a chance de tentar igualar Mbappé. O craque francês, que, aos 19 anos, em 2018, foi campeão mundial jogando muita bola e sendo decisivo, com direito a gol na final, já é o principal jogador do PSG com folga (à frente de Messi e e Neymar) e, aos 23, caminha para se consagrar como craque e artilheiro da Copa do Mundo do Qatar....

Mbappé caminha, mas ainda não é. A França já está nas quartas... Neymar, que, em 2018, em sua segunda Copa, virou chacota Mundial por causa do "cai-cai", volta ao time de Tite com a obrigação de liderar o Brasil e levá-lo das oitavas para as quartas e depois para a semifinal.... E, aos 30, se for decisivo na hora da verdade, na final, Neymar escreverá seu nome na história como um dos grandes da seleção brasileira e dos Mundiais...

Em caso de novo fracasso, no entanto, Neymar, que já não está na mesma prateleira de Cristiano Ronaldo e Messi, não terá seu nome na história do planeta bola comparada à de Mbappé. A verdade é que, com 30 anos, Neymar fez menos do que o francês com 23 anos e, pois, não tem mais tempo a perder: é agora ou nunca. Enquanto o francês, que já é campeão mundial e já marcou 9 gols em sua segunda participação, terá, pelo menos, mais duas Copas em alto nível pela frente no pós-Qatar.

Neymar sabe: a hora é agora ou nunca mais: é óbvio que o camisa 10 (com todos os pesares extracampo e a antipatia natural que gera na parcela democrática e civilizada pelo seu apoio ao desgoverno genocida que está chegando ao fim) é craque e faz muita falta à seleção brasileira, É inimaginável pensar no Brasil hexa no Qatar sem que Neymar tenha participação decisiva. E, pois, em caso de novo fiasco, não vai dar para tirar da conta de Neymar. E, claro, para o bem e para o mal, de Tite, que além de levar só quatro zagueiros ainda tem que improvisar um deles na lateral porque queimou um nome com a convocação do Vovô Olímpico Daniel Tantã Alves, que não é escalado mesmo quando Tite improvisa nas duas laterais.

Leia as colunas dos jogos da Copa do Mundo do Qatar

Inglaterra 3 x 0 Senegal

França 3 x 1 Polônia

Argentina 2 x 1 Austrália

Holanda 3 x 1 Estados Unidos

Camarões 1 x 0 Brasil

Polônia 0 x 2 Argentina e Arábia Saudita 1 x 2 México

País de Gales 0 x 3 Inglaterra e Irã 0 x 1 Estados Unidos

Holanda 2 x 0 Qatar e Senegal 2 x 1 Equador

Portugal 2 x 0 Uruguai

Brasil 1 x 0 Suíça

Coreia do Sul 2 x 3 Gana

Sérvia 3 x 3 Camarões

Espanha 1 x 1 Alemanha

Croácia 4 x 1 Canadá

Bélgica 0 x 2 Marrocos

Japão 0 x 1 Costa Rica

Argentina 2 x 0 México

França 2 x 1 Dinamarca

Polônia 2 x 0 Arábia Saudita

Tunísia 0 x 1 Austrália

Inglaterra 0 x 0 Estados Unidos

Holanda 1 x 1 Equador

Qatar 1 x 3 Senegal

País de Gales 0 x 2 Irã

Brasil 2 x 0 Sérvia

Portugal 3 x 2 Gana

Uruguai 0 x 0 Coreia do Sul

Suíça 1 x 0 Camarões

Bélgica 1 x 0 Canadá

Espanha 7 x 0 Costa Rica

Alemanha 1 x 2 Japão

Croácia 0 x 0 Marrocos

França 4 x 1 Austrália

México 0 x 0 Polônia

Dinamarca 0 x 0 Tunísia

Argentina 1 x 2 Arábia Saudita

Estados Unidos 1 x 1 País de Gales

Senegal 0 x 2 Holanda

Inglaterra 6 x 2 Irã

Qatar 0 x 2 Equador

Eu sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, claro, vem de ZL! É nóis no UOL!

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AQUI a análise da seleção inglesa feita por Paulo Andrade, Bernardo Ramos, Rafael Oliveira, Rodrigo Coutinho e eu.

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