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Popó tem lance de R$ 40 mil para vender cinturão e comprar cestas básicas

Popó vai leiloar cinturão de campeão de mundial para comprar cestas básicas - Reprodução/Instagram
Popó vai leiloar cinturão de campeão de mundial para comprar cestas básicas Imagem: Reprodução/Instagram
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

06/04/2020 12h48

O tetracampeão mundial Acelino 'Popó' Freitas tem garantidos R$ 40 mil para comprar cestas básicas e ajudar a população carente em meio à pandemia do Covid-19. O baiano colocou em leilão um dos seus cinturões, o da Associação Mundial de Boxe, versão superpenas, conquistado em janeiro de 2002.

No sábado (4), Popó anunciou pelo Instagram que leiloaria o cinturão com lance mínimo a partir de R$ 20 mil. Um dia depois, já havia assegurado o dobro. "Tenham certeza que é a minha obrigação. Pelas noites perdidas por vocês, pelos ingressos comprados para acompanhar as minhas lutas. Eu sei que não é muito. Mas espero que esse pouco que eu estou fazendo seja muito para alguém", disse o lutador, que promete usar o valor arrecadado para comprar cestas básicas para a população mais carente de Salvador (BA), onde reside.

Popó, que conquistou seu primeiro cinturão mundial em 1999, da Organização Mundial de Boxe (WBO), nunca perdeu o cinturão da WBA. É que após a 10ª defesa de título na WBO - e quarta unificada da WBA -, os cinturões ficaram vagos para ele ser declarado "supercampeão" da WBO. Duas lutas depois ele sofreu a primeira derrota da carreira.

Antes de Popó, e antes também da pandemia, Esquiva Falcão também colocou à venda sua maior glória, a medalha olímpica de prata de Londres-2012. O capixaba, porém, diz que fez isso para chamar atenção do governo para a falta de apoio aos medalhistas olímpicos. Ele já havia recebido uma proposta de US$ 50 mil, mas não chegou a efetuar a venda e entregar a medalha devido à quarentena imposta pelo coronavírus.

Com informações da Agência Brasil

Olhar Olímpico