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#BoasNotícias13/04: Mulher lidera, surdo se informa e pesquisa sem contágio

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, participa de evento - Edgar Su/Reuters
A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, participa de evento Imagem: Edgar Su/Reuters

De Ecoa, em São Paulo

13/04/2020 18h14

Se, por seu lado, as estatísticas da pandemia aumentam, a mobilização para enfrentá-la também cresce com doações bilionárias, pesquisas integradas, reforço médico e líderes mandando bem na coordenação (principalmente em países liderados por mulheres).

Diariamente, Ecoa está selecionando boas notícias para ajudar a enfrentar essa nova realidade e manter os leitores orientados sobre a Covid-19.

Mulheres no comando

Alguns dos países com as melhores estratégias diante da pandemia são liderados por mulheres. É o caso da Alemanha de Angela Merkel e de Taiwan de Tsai Ing-wen, que conseguiram reduzir muito o contágio e a mortalidade em seus territórios.

Na Nova Zelândia, a primeira-ministra, Jacinda Ardern, determinou desde o início forte restrição da mobilidade, e o país registrou apenas cinco mortos até esta segunda-feira (13). Já a Islândia, da primeira-ministra Katrin Jakobsdóttir, estabeleceu teste gratuito para toda a população e, além de rastrear o coronavírus, ainda ajudou aos outros países do mundo, mostrando a grande extensão de contaminados assintomáticos como principais distribuidores da expansão da doença.

Pesquisa sem contaminação

Todo mundo sabe que quem está na linha de frente ao combate ao coronavírus é também quem tem mais risco de se contagiar. Mas uma autorização da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) vai permitir mais segurança para os pesquisadores que estão atrás da cura para a doença que assola o mundo atualmente.

Os cientistas do Cnpem (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), situado em Campinas (SP), receberam na última semana uma autorização para fazer pesquisas com o coronavírus "geneticamente modificado", ou seja, sem capacidade de replicação e de infectar as equipes que estão buscando como aplacar o vírus.

Doação bilionária

O banco Itaú anunciou nesta segunda a doação de R$ 1 bilhão, inclusive para o SUS (Sistema Único de Saúde), para ajudar no combate da Covid-19. Um grupo de especialistas, liderados pelo diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap, está gerenciando esse montante.

Segundo os dirigentes do banco, o dinheiro será retirado do balanço da empresa e não sofrerá nenhum tipo de benefício fiscal. As diretrizes desse dinheiro será informar, proteger, cuidar as pessoas e ajudar a retomar suas atividades.

Médicos cubanos na Itália

Uma nova brigada de médicos cubanos chegou ao norte da Itália nesta segunda-feira. Foram 38 profissionais para a cidade de Turim, com direito a agradecimento emocionado da prefeita da capital da região do Piemonte, Chiara Appendino.

Outro grupo cubano, que chegou anteriormente, está na cidade de Crema, na Lombardia, a região mais afetada pela pandemia no país.

Informação para os surdos

Cada vez mais há iniciativas para informar os surdos sobre a pandemia para que eles não fiquem só na dependência dos pronunciamentos presidenciais e suas informações desencontradas, quando não deliberadamente errados, afinal, toda live de Jair Bolsonaro tem um tradutor de libras.

Um desses projetos é o site Unidos pela Saúde, desenvolvido por integrantes do programa de pós-graduação em tecnologia em saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), voluntários e estudantes de outras instituições de ensino.

BH distribui máscaras

A prefeitura de Belo Horizonte anunciou que vai adquirir 1,5 milhão de máscaras para distribuir a moradores de vilas e aglomerados da cidade. A decisão é uma das medidas para conter o avanço do novo coronavírus na cidade.

A decisão partiu do Comitê de Enfrentamento à Epidemia da Covid-19, responsável por definir as medidas de combate à na cidade. A prefeitura ressaltou que a distribuição não exime a população de manter o isolamento social.

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Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que foi publicado na primeira versão deste texto, a Nova Zelândia havia registrado cinco mortes, e não uma, até segunda-feira (13) às 18h14, data e horário da publicação da matéria. A informação já foi corrigida.

Ecoa