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#BoasNotícias26/3: Renda básica aqui, auxílio recorde nos EUA, e quentinhas

Congresso aprovou a aplicação da Lei de Renda Básica de Emergência como medida de apoio durante a crise do coronavírus - Michel Jesus/ Divulgação Câmara dos Deputados
Congresso aprovou a aplicação da Lei de Renda Básica de Emergência como medida de apoio durante a crise do coronavírus Imagem: Michel Jesus/ Divulgação Câmara dos Deputados

Carina Martins

Colaboração para Ecoa, de São Paulo

26/03/2020 21h39

Nos últimos tempos, muitas vezes cola o discurso de que certas coisas são lentas, arcaicas e até inúteis - como a ciência, o parlamento, a disputa política. Mas quando a realidade se impõe, vez por outra, temos a oportunidade de entender que o lugar a que milênios de civilização nos levaram não é algo tão frágil que sucumba a tuítes.

Diariamente, Ecoa selecionará boas notícias para nos ajudar a enfrentar a nova rotina e nos manter orientados sobre a Covid-19.

Renda de emergência para brasileiros

Nasceu a primeira medida nacional de proteção da renda do trabalhador desde o início da pandemia de Covid-19: a Câmara dos Deputados apresentou e aprovou hoje (26) a aplicação da Lei de Renda Básica de Emergência, garantindo até R$ 1.200 mensais por um período determinado para famílias com renda de até 3 salários mínimos e R$ 600 para trabalhadores informais. A medida deve atingir quase metade da população do Brasil. A matéria agora vai ao Senado.

Auxílio dos EUA de R$ 10 trilhões

Esse importante passo acontece no mesmo dia em que os Estados Unidos, país cultural e ideologicamente contrário ao Estado de Bem-Estar Social, aprovou o maior pacote de auxílio de sua história: 2 trilhões de dólares (R$ 10 tri) serão usados em ações de resgate financeiro de cidadãos e empresas por conta do coronavírus. O valor absoluto é equivalente a praticamente todo o PIB brasileiro, e, mesmo para um gigante econômico como os EUA, o compromisso é imenso: cerca de 10% do produto interno bruto do país vai para auxílio econômico que permite que os cidadãos fiquem em casa. Não há mais espaço para falsos dilemas sobre o distanciamento social.

Mutação lenta da Covid-19

O jornal "Washington Post" conversou com uma série de virologistas que vêm estudando a Covid-19, e todos eles concordam que a velocidade de mutação do vírus é lenta. Isso é uma ótima notícia para o desenvolvimento da vacina. Também significa que, até o momento, não há versões mais ou menos perigosas do vírus, e sua letalidade continua ligada a fatores externos, particularmente à limitação de acesso a recursos hospitalares causada pela alta contaminação e colapso dos sistemas de saúde por onde passa.

Catadores em campanha

A ONG Pimp My Carroça, de valorização e defesa dos catadores de resíduos recicláveis, quer garantir que a categoria possa deixar de expor ao coronavírus durante a pandemia. Por isso, lançou uma campanha para o financiamento, através de doações, de uma renda básica para esses trabalhadores. O recurso total arrecadado será dividido entre os cerca de 3 mil trabalhadores cadastrados em todo o Brasil, então o bolo precisa crescer bastante.

Quentinhas do Mocotó

O premiado restaurante Mocotó, que fica na periferia da zona norte de São Paulo, vem atraindo uma nova fila, diferente da de seus clientes habituais: isso porque o chef Rodrigo Oliveira tem distribuído quentinhas aos moradores da região desde o início do período de isolamento social. Alguns colegas estrelados, como o hotel Fasano e a chef Paola Carosella, ficaram sabendo da ação e enviaram alimentos perecíveis de seus estabelecimentos para serem aproveitados. A marmita distribuída hoje na Vila Medeiros tinha burrata e pesto.

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