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Couve-manteiga ajuda no bom humor e mais: veja 8 benefícios desse vegetal

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Imagem: iStock

Samantha Cerquetani

Colaboração para o VivaBem

20/07/2020 04h00

Resumo da notícia

  • A couve-manteiga é bastante popular por acompanhar a feijoada ou no suco verde
  • Bastante versátil, pode ser consumida tanto crua quanto cozida
  • Ela contribui com a imunidade, aumenta a saciedade e controla o colesterol ?ruim?
  • O alimento também ajuda no bom funcionamento intestinal e melhora o humor

A couve é uma hortaliça bastante conhecida e faz parte da família do brócolis, do repolho, da couve-flor e do rabanete. Há diversas variedades disponíveis para consumo e a mais popular no Brasil é a couve-manteiga. Possui folhas lisas ou pouco onduladas e longas e a tonalidade pode variar de verde-claro a escuro. É ela que se destaca acompanhando a feijoada ou no suco verde. Mas também pode ser incluída em diversas receitas como saladas ou refogada com alho e cebola.

A couve-manteiga é rica em fibras, é fonte de ferro, cálcio, vitaminas A, C, k e ácido fólico. E também possui antioxidantes importantes que ajudam a prevenir doenças. Além disso, contém poucas calorias e é recomendada para quem quer controlar o peso. Em 100 g do alimento cru há cerca de 27 calorias e 3 g de fibras.

A seguir, conheça em detalhes os benefícios para a saúde e as formas de consumo desta couve:

couve - iStock - iStock
Imagem: iStock

1. Fortalece a imunidade

A couve-manteiga possui grande quantidade de vitamina C, um antioxidante importante que fortalece o sistema imunológico e auxilia nas defesas do corpo. Em 100 g do alimento cru há 96,7 mg de vitamina C; já refogada possui 76,9 mg. Para se ter uma ideia, a mesma quantidade de laranja lima, que é considerada fonte do nutriente, contém 43,5 mg. A recomendação diária de vitamina C para adultos varia de 75 mg a 90 mg.

Além disso, tem vitamina B6 que também contribui com a imunidade. Por isso, incluir a couve-manteiga na dieta evita problemas de saúde como infecções e resfriados comuns.

2. Controla o colesterol "ruim"

As fibras presentes no alimento ajudam no controle do colesterol considerado "ruim" (LDL). Isso porque elas absorvem parte da gordura das refeições, o que impede que entre na corrente sanguínea indo para outras regiões do corpo. Com isso, acaba sendo eliminada pelas fezes. De acordo com um estudo, o suco de couve também pode reduzir esse tipo de colesterol.

3. Ajuda a manter o bom humor

Por conta da vitamina B6 esse vegetal pode melhorar o humor. Esse nutriente é importante na produção de hormônios como a serotonina, que estimula os neurotransmissores responsáveis pelo bem-estar e o prazer. Com isso, quem aumenta o consumo de couve-manteiga costuma sentir menos tristeza ou ansiedade.

4. Aumenta a saciedade

Mais uma vez, as fibras são responsáveis por esse beneficio, já que retardam o esvaziamento gástrico e proporcionam a sensação de saciedade. Isso ocorre porque as fibras solúveis, como a pectina, encontrada principalmente em frutas e vegetais, produzem grandes quantidades de ácidos graxos de cadeia curta, que estimulam a secreção do hormônio GLP-1 (glucagon-like peptide-1) —responsável pela sensação de saciedade, diminuindo assim o consumo de alimentos.

Mas, para isso acontecer é importante beber bastante água. Além disso, a couve-manteiga é pouco calórica —em 100 g do alimento cru há apenas 27 kcal e ao ser refogada possui 90 kcal. O consumo da hortaliça satisfaz a sensação de apetite contribuindo para manter uma dieta de controle ou redução do peso.

couve refogada - Getty Images - Getty Images
Imagem: Getty Images

5. É fonte de potássio

A couve-manteiga crua contém cerca de 400 mg de potássio. Esse mineral é importante para o organismo porque diminui a pressão arterial e o risco de problemas cardíacos. Pesquisas mostram que quem inclui mais alimentos com potássio na dieta tem menores chances de ter um AVC (acidente vascular cerebral) e doenças cardíacas.

6. Contribui com a saúde dos ossos e coagulação

Por ser fonte de cálcio, um mineral importante para a mineralização óssea, é um alimento que ajuda na manutenção e saúde dos ossos e dentes. Previne também a osteoporose, uma condição que enfraquece os ossos. Em 100 g de couve crua há 131 mg de cálcio. Além disso, é fonte de vitamina K, que favorece a coagulação sanguínea.

7. Indicada para gestantes

A couve-manteiga contém ácido fólico e ferro, que são nutrientes importantes para o desenvolvimento do bebê e saúde das gestantes. E possui também fibras, minerais e vitaminas necessárias para as futuras mamães. O ácido fólico, que é um tipo de vitamina B, por exemplo, previne os principais defeitos congênitos do bebê —a recomendação é consumir cerca de 400 mcg por dia. Em uma xícara de chá de couve-manteiga encontramos 37 mcg do nutriente. Por isso, é importante consumir outras fontes de ácido fólico como fígado, lentilha ou feijão preto. Além disso, a combinação de nutrientes pode ser eficaz na prevenção de anemia e as fibras previnem as constipações frequentes em gestantes.

8. Melhora o funcionamento intestinal

Boa notícia para quem sofre com prisão de ventre! Incluir a couve-manteiga nas receitas ajuda a diminuir esse problema devido à presença das fibras. Elas estimulam os movimentos peristálticos, aumentam o volume das fezes e a deixam com uma consistência pastosa, o que facilita a evacuação.

Benefício em estudo

couve picadinha - iStock - iStock
Imagem: iStock

- Previne o câncer: a couve-manteiga possui alguns compostos que podem ajudar a prevenir o câncer. Entre eles, destacam-se o sulforafano e os flavonoides que têm sido associados a inibição de diversos tipos de cânceres como câncer de cólon, câncer de esôfago, câncer de pulmão, câncer de fígado, câncer de mama e câncer de pele. Há diversas pesquisas que relacionam maior consumo de vegetais crucíferos a uma menor incidência de câncer. Mas, ainda precisam ser realizados mais estudos em humanos, uma vez que a maioria apenas ocorreu em animais e in vitro.

Riscos e contraindicações

O consumo de couve-manteiga costuma ser seguro para a maioria das pessoas. Em excesso, pode causar flatulência. E os indivíduos que realizam tratamentos com anticoagulantes, principalmente visando a prevenção da trombose, devem consumir com moderação por conta da vitamina K. Nesses casos, é importante averiguar com um médico qual a quantidade é recomendada e se há o risco de ocorrer alguma interação com medicamentos.

Formas de consumo e como escolher

couve refogada - iStock - iStock
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Bastante versátil, a couve-manteiga pode ser consumida tanto crua quanto cozida. Assim como a maioria de frutas, legumes e verduras, se for ingerida crua preservam-se ainda mais seus nutrientes. Opte por sucos ou picada em saladas com tomate e cebola. O suco verde geralmente leva água e alguma fruta como limão ou laranja. Também é usada como acompanhamento de feijoadas.

Além de refogada com alho, cebola e óleo, é possível variar bastante e usar a criatividade na hora de incluir esse vegetal. Invista em omeletes, tortas, bolinhos, sopas, caldos, saladas, charutos com carne moída ou chips.

Algumas pessoas acham o gosto da couve forte e mais amargo. A dica é cortar o talo antes de preparar e os temperos utilizados também fazem muita diferença no sabor —a recomendação é utilizar ervas naturais, como salsinha, salsa, alho e cebola e se atentar com o tempo no fogo, pois em excesso altera o sabor e a textura.

E ao preparar um suco de couve, é melhor não adoçá-lo e evitar coar para aproveitar os benefícios das fibras. Outra dica importante é, sempre que possível, evitar deixar a couve muito tempo cozinhando, de preferência no vapor, para não perder os nutrientes.

Geralmente, as couves-manteigas são vendidas em maços. Por isso, evite os que estão quebrados, machucados ou com as folhas manchadas com pontos escuros. Há também a possibilidade de comprar a couve picada e embalada —fique de olho se ela está conservada adequadamente.

Fontes: Solange Leal Garcia, nutricionista e supervisora do Serviço de Nutrição e Dietética do Hospital Santa Cruz; Marina Sambrano de Oliveira Magno, nutricionista e professora do curso de nutrição da Uninove; Andrea Guerra, professora do curso de nutrição da Universidade Presbiteriana Mackenzie; Camila Carvalho, nutricionista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz; Ligia dos Santos, nutricionista do Hospital São Camilo e Silvana Paiva, nutricionista da clínica Imuvi HSANP.

Revisão técnica: Ligia dos Santos. Referência: TACO/Unicamp (Tabela Brasileira de Composição da Alimentos)

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