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Magic Paula será candidata a vice de Guy Peixoto no basquete

Retrato da ex jogadora e basquete Magic Paula - Marcus Steinmeyer/UOL
Retrato da ex jogadora e basquete Magic Paula Imagem: Marcus Steinmeyer/UOL
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

11/12/2020 11h11

Com Pedro Ivo Almeida

Magic Paula poderá ser vice-presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) no próximo ciclo olímpico. A medalhista olímpica, uma das principais jogadoras da história da modalidade, aceitou compor a chapa do atual presidente, Guy Peixoto, que vai concorrer à reeleição. Inicialmente ela disse ao Olhar Olímpico que estava "estudando" a possibilidade. Depois, confirmou que tomou a decisão. Além de vice, ela seria diretora de basquete feminino, cuidando diretamente desse setor.

A eleição vai acontecer no dia 19 de fevereiro e as chapas têm até o final deste ano para se inscreverem. Guy Peixoto vinha indicando que não pretendia continuar à frente da confederação, mas mudou de ideia depois que ficou claro que seu preferido não teria chance de ser eleito.

Guy, que é um dos principais empresários do ramo de transporte e logística do Norte e do Nordeste, comanda a confederação de longe. Quem fala em seu nome no basquete é Marcelo Souza, o "Marcelo Pará", que Guy queria que assumisse a confederação como presidente a partir de 2021. Mas Pará brigou com meio mundo no basquete e as federações avisaram que nele não votariam.

O presidente então teve que rever seus planos e quebrar uma promessa. Guy disse diversas vezes, em público e em reservado, que não concorreria à reeleição, promessa que vinha desde o início do mandato. Em março deste ano, ao Estadão, disse que nada havia mudado. Que não tentaria se reeleger. No fim, viu que era a única possibilidade para seu grupo continuar no poder.

No Facebook, Guy disse que sai candidato atendendo a apelos. "Não posso virar as costas para federações, clubes, dirigentes, atletas e ex-atletas. Para toda a comunidade que colocou o nosso projeto à frente da CBB nos últimos quatro anos. Foram inúmeras ligações, conversas, pedidos para que pudéssemos continuar no rumo certo, com transparência, seriedade e empenho em prol do nosso esporte. Diante desses inúmeros pedidos, é impossível dizer não. É impossível virar as costas para um esporte que me formou como homem e me deu tantas alegrias. Para as pessoas que depositam em nós a esperança por dias melhores para o basquete", escreveu.

A reeleição é provável, porém não garantida. Com a confirmação do nome de Paula, a candidatura de Guy Peixoto ganha força. De acordo com Enyo Correia, presidente da Federação Paulista, a maior do país, e uma das vozes da oposição, existe a chance até de o grupo dele não lançar candidato. "Hoje é 50% x 50%", disse Enyo. Ou seja, é essa a possibilidade, hoje, de Guy ser aclamado para ser reeleito.

Paula já faz parte do Conselho de Administração da CBB, como representante dos atletas. Se eleita, será a primeira vez que ela ocupará cargo no basquete. Diversas vezes especulada, ela sempre rejeitou se envolver, atuando no esporte principalmente via o seu Instituto Passe de Mágica e em cargos como de diretora do Centro Olímpico de São Paullo