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Central da seleção casou às pressas na pandemia para sair do país

Flávio Gualberto e Bruna Gomides casam durante pandemia - Arquivo Pessoal/Miss Mendonça Fotografia
Flávio Gualberto e Bruna Gomides casam durante pandemia Imagem: Arquivo Pessoal/Miss Mendonça Fotografia
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

27/06/2020 04h00

Tivesse tudo saído como planejado, o central Flávio estaria agora com a seleção brasileira masculina de vôlei se preparando para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Mas quis o destino que o Sesc-RJ decidisse fechar o time e que uma pandemia adiasse a Olimpíada e paralisasse as competições. Entre tantas novidades, uma inusitada: ele e a modelo Bruna Gomides precisaram organizar um casamento às pressas, em meio à quarentena. Só 13 pessoas foram convidadas e todas as precauções foram tomadas, segundo ele.

Natural de Pimenta, uma cidadezinha de menos de 10 mil habitantes no interior de Minas Gerais, o central construiu carreira no Minas Tênis Clubes, onde foi revelado, e no ano passado acertou com o Sesc. Antes mesmo da pandemia, o clube havia anunciado que não daria continuidade ao projeto no masculino, o que significava que o jogador, um dos destaques da seleção brasileira na temporada passada, ficaria sem clube.

Devido à pandemia, o Sesi-SP decidiu que também não vai formar um time adulto. Com isso, dos quatro clubes de maior investimento do país, só dois (Sada/Cruzeiro e Taubaté) seguiriam com equipes fortes. E ambas já estão bem servidas na posição. "O mercado está parado, e começaram a surgir propostas da Europa. Lá eles estão na frente da gente no combate à pandemia, com previsão de retorno dos campeonatos e treinos em grupos".

Com os planos afetados, o jogador de 27 anos aceitou a proposta do Aluron CMC Zawiercie, "o time que tem a torcida mais fanática da Polônia". A mudança de planos, porém, também envolveu a vida pessoal. Ele já namorava a modelo e biomédica Bruna Gomides há dois anos, mas um casamento ainda não estava no radar. Para que ela se mudasse com ele para a Europa, seria necessário trocar alianças.

Tudo foi rápido, segundo Flávio. Ele foi anunciado como reforço do Zawiercie em 18 de maio e, menos de um mês depois, em 12 de junho, acontecia o casamento, em um rancho de um primo dele em Pimenta. A cerimônia foi mantida em sigilo até o dia, para evitar uma repercussão negativa.

Flávio Gualberto e Bruna Gomides casam durante pandemia - Arquivo Pessoal/Miss Mendonça Fotografia - Arquivo Pessoal/Miss Mendonça Fotografia
Imagem: Arquivo Pessoal/Miss Mendonça Fotografia

A cerimônia foi "intimista". "Só participaram as pessoas da nossa família, uma amiga da Bruna que foi madrinha, a fotógrafa e a juíza de paz", conta Flávio. O buffet foi self-service, para não precisar de garçom, e, para beber, cada um tirava o seu chopp. Havia decoração, mas montada quando não havia ninguém no rancho.

"Tinha só 15 pessoas, contando eu e ela. Seis pessoas da minha casa, quatro da dela, a minha cunhada, a amiga dela que foi madrinha, meus avós e a avó dela. Todo mundo estava em quarentena, e tinha álcool gel em todos os lugares. As famílias ficaram separadas, cada uma na sua mesa, ficou até meio que uma separação, mas por precaução", conta Flávio. O vestido só pôde ser produzido em espaço de tempo tão curto porque, como modelo, Bruna manteve relacionamento profissional com um estilista de Divinópolis (MG) que aceitou fazer o vestido às pressas.

Agora um casal de papel passado, Flávio e Bruna aguardam o visto de trabalho na Polônia, que deve sair em até duas semanas, para embarcarem rumo ao Velho Continente. "Os poloneses são apaixonados por vôlei e o melhor de tudo vai ser viver isso de perto. Vai ser uma experiência muito bacana e estou muito empolgado", festeja.