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Violência contra a mulher

Ashley Judd ganha briga judicial e poderá processar Weinstein por assédio

A atriz Ashley Judd participa da Marcha das Mulheres em Washington DC, em janeiro de 2017 - Theo Wargo/Getty Images
A atriz Ashley Judd participa da Marcha das Mulheres em Washington DC, em janeiro de 2017 Imagem: Theo Wargo/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

29/07/2020 13h47

Harvey Weinstein já foi condenado a 23 anos de prisão por dois incidentes de estupro, mas esta pena pode ser aumentada com a decisão judicial de hoje no caso de Ashley Judd, atriz que o acusa de prejudicar sua carreira quando ela rejeitou os seus avanços sexuais nos anos 1990.

Segundo a Variety, um painel de três juízes na Califórnia (EUA) reverteu uma decisão anterior que impedia que Judd processasse o produtor. Os juízes rejeitaram a noção, afirmada pela decisão anterior, de que Weinstein não tinha "nenhuma influência" sobre a carreira de Judd na época, por não ser seu empregador direto.

Na opinião dos juízes, Weinstein, por ser um dos produtores mais prestigiados de Hollywood, tinha o poder de prejudicar a carreira da atriz, e estava "em posição única para exercitar coerção e chantagem" sobre ela.

O caso

Segundo Judd, Weinstein a convidou em meados dos anos 1990 para uma reunião em um restaurante de hotel, que mais tarde foi mudada para o quarto em que ele estava se hospedando. O produtor então tentou convencê-la a fazer massagem nele e assisti-lo tomar banho.

Pouco após a atriz revelar a sua história, o diretor Peter Jackson deu entrevista relembrando como Weinstein impediu que ele escalasse Judd em "O Senhor dos Anéis", argumentando que ela tinha uma personalidade "difícil".

A atriz pretende processar o produtor por assédio sexual, difamação e retaliação.

Harvey Weinstein é fotografado ao chegar ontem ao Tribunal de Manhattan, em Nova York - Johannes EISELE / AFP - Johannes EISELE / AFP
Harvey Weinstein é fotografado ao chegar ao Tribunal de Manhattan, em Nova York
Imagem: Johannes EISELE / AFP

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