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Evolução da radiofrequência promete pele firme e contorno corporal definido

Aparelhos de radiofrequência estimulam a firmeza da cútis - Getty Images/iStockphoto
Aparelhos de radiofrequência estimulam a firmeza da cútis Imagem: Getty Images/iStockphoto

Paula Roschel

Colaboração para Universa

01/09/2019 04h00

A genética, o emagrecimento acentuado e a passagem do tempo são os principais desencadeadores de flacidez corporal. Esse quadro de perda progressiva do viço e tônus da pele era, antigamente, revertido apenas com a retirada do excesso de tecido cutâneo através de cirurgias plásticas.

Com o passar dos anos, aparelhos de radiofrequência surgiram e traçaram um caminho mais brando, ao estimular a firmeza da cútis de dentro para fora e de maneira não invasiva, usando apenas o calor.

Atualmente, novas tecnologias buscam trabalhar com essa energia em maior potência e foco, na chamada radiofrequência multipolar combinada. Entenda como ela atua para aumentar a qualidade do contorno corporal, quem pode apostar na manobra e se ela consegue, de fato, apresentar resultados duradouros em diminuição de celulite e abaulamento de áreas como bumbum, abdome e coxas.

Tipos disponíveis

A radiofrequência é uma tecnologia que estimula a produção e contração das fibras de colágeno e elastina, proteínas presentes na pele que sustentam o tecido e dão um aspecto de superfície densa e lisa. Isso ocorre pelo emprego de aquecimento controlado da região a ser tratada. No mercado da estética, é possível encontrar tipos distintos do método:

Monopolar: Superfície com corrente elétrica que precisa de uma placa de saída encostada no paciente para agir, trabalhando como uma espécie de fio terra. É uma radiofrequência que atinge maior profundidade, melhorando quadros de flacidez a médio prazo. Em geral, o colágeno produzido a partir desse estímulo celular leva de 30 a 60 dias para aparecer.

Bipolar e multipolar: Eletrodos dispostos em ponteiras que não precisam de placa de saída para agir, como a monopolar, e que promovem um aquecimento mais superficial da pele. Apesar de ser mais branda, as energias bipolar e multipolar têm potencial de contração do colágeno superior à radiofrequência monopolar. Tal característica é responsável por um quadro imediato de pele mais firme, como um "efeito Cinderela" que também traz resposta a médio prazo.

É importante ressaltar que, em ambos os casos, um tratamento como esse faz com que o colágeno permaneça em renovação por bastante tempo. "Ele funciona por até seis meses, após a primeira aplicação. Ou seja, os benefícios se estendem por um bom tempo", diz Kédima Nassif, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, de Belo Horizonte (MG).

Evolução no tratamento

Mas é dentro da tecnologia com diversos eletrodos, popularmente conhecida como multipolar combinada, que encontramos os mais recentes lançamentos do mercado da beleza contra a flacidez. "Tais equipamentos trazem inovação na intensidade da energia gerada e sua profundidade atingida, na segurança de aquecer a pele sem queimá-la e em métodos que melhoram a área de tratamento de forma mais global", afirma Kédima. A especialista cita como exemplo máquinas que trabalham simultaneamente a energia multipolar, os pulsos magnéticos e a vacuoterapia, caso do Legacy. Tal plataforma consegue, ao mesmo tempo, incrementar a circulação local, o metabolismo e ainda provocar uma ótima drenagem linfática.

Outro mecanismo bastante popular nos consultórios dermatológicos dentro do campo da pele mais firme é a radiofrequência multipolar combinada com endermoterapia e cavitação, processos para diminuir gordura e celulite. Ele pode ser encontrado em clínicas com o nome de Trynea. "Esse tipo de aparelho é muito versátil. Você consegue melhorar a celulite e definição de contorno corporal de uma só vez, com apenas uma plataforma. Além disso, o tratamento é muito confortável para o paciente, funcionando como uma espécie de massagem", diz Adriana Cairo, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, de São Paulo (SP).

Barriga sequinha

Já para o tratamento do abdome, o dermatologista Thiago Vinícius Ribeiro Cunha, da Clínica Volpe, de São Paulo (SP), indica associar radiofrequência multipolar e aparelhos de ultrassom. "No caso da barriga, é necessário tratar também a fáscia, camada de tecido conjuntivo que reveste a musculatura abdominal, para melhorar a flacidez. A radiofrequência por si só não consegue atingir essa profundidade, mas pode ser somada ao ultrassom focado para conseguir esse resultado", explica.

Para tratamentos envolvendo ultrassom focado e radiofrequência, é importante salientar que a primeira tecnologia trabalha com protocolo máximo de três sessões, com intervalo mensal. Entre elas, é necessário seguir semanalmente com os encontros para a radiofrequência, o que vai fazer com que o tratamento seja um pouco mais demorado; cerca de três meses.

Aspecto sensorial

As sessões de radiofrequência multipolar costumam ser bastante agradáveis. O aparelho com ponteira um pouco maior do que a palma de uma mão desliza em movimentos circulares promovendo um aquecimento de dentro para fora bem controlado. Logo após a sessão, vida normal. A área pode ficar quente por alguns minutos após a finalização, apresentando uma coloração avermelhada que some em uma hora.

Radiofrequência multipolar combinada

O que é? Aparelho de radiofrequência que esquenta a pele de maneira controlada, de dentro para fora, estimulando a firmeza através da produção e contração do colágeno. Enquanto isso, na mesma plataforma, outras tecnologias são combinadas, como endermoterapia, pulsos eletromagnéticos ou vacuoterapia, que diminuem células de gordura e ondulações características da celulite. Também pode ser combinada com aparelhos independentes, caso do ultrassom focado.

Resultados esperados: Melhora no contorno corporal, diminuição de quadros de celulite e pele mais firme e lisa.

Duração: 30 minutos. Para tratamento de radiofrequência multipolar e ultrassom focado, 50 minutos.

Quantidade de sessões: Para protocolo completo, é recomendado um mínimo de seis sessões. Elas precisam ter intervalo semanal. No caso da radiofrequência multipolar associada ao ultrassom focado, a indicação de seis sessões segue para a primeira tecnologia. Já o ultrassom precisa ser feito em três encontros, cada um acontecendo com intervalo mensal.

Contraindicação: Pacientes com uso de marcapasso, pessoas com preenchimento definitivo no local da aplicação ou que usam próteses metálicas. Pessoas com doenças não controladas devem passar por acompanhamento médico antes de iniciarem a técnica.

Manutenção: Após terminar protocolo, o ideal é repetir uma sessão de controle a cada seis meses. Para ultrassom focado, pausa anual.

Valor da sessão: A partir de R$ 300.

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