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Lifting facial sem cirurgia: conheça nova técnica feita com dois injetáveis

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Imagem: iStock

Paula Roschel

Colaboração para Universa

10/07/2019 04h00

O levantamento das laterais e de outros pontos de sustentação da face sem cirurgia é um procedimento procurado por quem quer manter o contorno do rosto bem marcado sem precisar passar por bisturis afiados ou dias de repouso em leitos hospitalares. Lasers, fios de sustentação e jatos de ativos são algumas das principais novidades da estética. E agora mais uma técnica, chamada Firm Lyft, acaba de desembarcar no Brasil, também agindo na flacidez do rosto.

É comum pensar na pele como a única estrutura que se transforma drasticamente com o passar do tempo, já que é nela que as rugas aparecem; mas as mudanças são mais profundas."Os sinais do envelhecimento são o conjunto da perda de elasticidade da pele e de depósitos de gordura, diminuição do volume ósseo e frouxidão dos ligamentos retentores da face", diz o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, de São Paulo. Ainda segundo o médico, tratamentos que unem a manutenção do volume perdido ao efeito firmador podem ser, então, um bom caminho para manter as estruturas do rosto por mais tempo.

O Firm Lyft segue esse caminho de técnica mista. "Ele funciona combinando dois produtos diferentes em uma só sessão. O primeiro é o ácido l-polilático, que estimula a produção de colágeno e dá mais firmeza à pele", explica a dermatologista Karla Assed, do Rio de Janeiro. A segunda substância é o ácido hialurônico. A médica explica que esse ativo, apesar de ser conhecido para dar volume, desempenha no procedimento um papel muito mais sutil de preenchimento se comparado ao seu emprego para aumento de lábios. Sendo assim, o resultado tende a ser bem natural: "Ele é injetado na mesma sessão do l-polilático e tem o papel de sustentar as estruturas da face", completa.

Enquanto a melhora na sustentação é percebida logo após uma sessão do Firm Lyft, o relevo e a textura da pele podem ser otimizados de forma gradual e fracionada. De acordo com cada caso, são feitas até três aplicações do ácido l-polilático. Essa nova técnica híbrida, em partes, pode ser comparada ao já consagrado MD Codes, que também ancora pontos específicos da face, porém sem agir sobre a qualidade e a textura da pele.

Dói? Quais os riscos?

Como todo procedimento injetável, ele envolve certo desconforto. Porém, a sensação é amenizada com o uso de anestesia tópica, aplicada minutos antes do procedimento. Como efeito colateral esperado, alguns hematomas podem surgir, que somem em alguns dias.

O preenchimento com ácido hialurônico ou bioestimuladores é um tratamento extremamente seguro se realizado por profissional médico capacitado, mas não é isento de riscos. "Casos de cegueira, acidente vascular cerebral e necrose da pele podem acontecer, apesar de raros", explica a dermatologista Daniela Neves, de Belo Horizonte (MG).

Firm Lyft

O que é? Nova abordagem para aplicação simultânea de ácido hialurônico e bioestimulador de colágeno na face.
Resultados esperados: Pele mais firme, com relevo homogêneo e efeito lifting sem cirurgia.
Duração: A partir de 30 minutos.
Quantidade de sessões: Uma sessão simultânea para aplicação do ácido hialurônico e bioestimulador de colágeno. Se necessário, outras duas aplicações de bioestimulador de colágeno são feitas (com intervalo mensal).
Contraindicação: Grávidas, pessoas que tenham alergia ao bioestimulador e ao ácido hialurônico, com inflamação ou infecção no local do preenchimento ou com doença autoimune.
Manutenção: Anual. Doze meses é o tempo médio para que o corpo absorva naturalmente todas as substâncias do procedimento.
Valor da sessão: A partir de R$ 9.000.