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Reação com Diniz já faz São Paulo bater meta orçamentária após fiascos

Jogadores do São Paulo comemoram gol marcado contra o Flamengo, em jogo da Copa do Brasil 2020 - Marcello Zambrana/AGIF
Jogadores do São Paulo comemoram gol marcado contra o Flamengo, em jogo da Copa do Brasil 2020 Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

Thiago Fernandes

Do UOL, em São Paulo

20/11/2020 12h00

Classificação e Jogos

A reação do São Paulo sob o comando de Fernando Diniz nas últimas semanas já foi o suficiente para equilibrar o orçamento em relação às metas de campo estipuladas pela diretoria de Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, em 2020. Com a chegada à semifinal da Copa do Brasil, o Tricolor paulista faturou R$ 7 milhões e conseguiu mais do que era esperado em classificações no Campeonato Paulista e na Copa Libertadores.

O documento inicial estimava que a equipe chegaria à semifinal do Estadual, o que poderia render ao menos entre R$ 850 mil — caso tivesse terminado em quarto lugar, enquanto a terceira posição teria rendido R$ 1,080 milhão. Como foi eliminado pelo Mirassol nas quartas de final e ficou em sexto, o clube faturou R$ 450 mil. O mesmo texto previa a chegada às oitavas de final da Libertadores, o que significaria US$ 1,05 milhão (R$ 5,57 milhões na cotação atual) de premiação. A queda na fase de grupos impediu a arrecadação do valor.

Isto é: caso tivesse cumprido as metas básicas de desempenho em campo nessas duas competições, o clube poderia ter faturado de R$ 6,42 milhões a R$ 6,65 milhões, conforme a colocação no Paulistão. A conta seria maior, claro, caso a equipe tivesse chegado à final do campeonato — a Federação Paulista de Futebol pagou R$ 5 milhões ao campeão e R$ 1,650 milhão ao vice.

Com os fiascos diante do Mirassol e no Grupo D da Libertadores, o futebol do São Paulo se via em posição desfavorável para mitigar em campo o duro impacto financeiro imposto pela pandemia do novo coronavírus. No entanto, a equipe reagiu após um momento de pressão e superou o que era imaginado para a Copa do Brasil. A diretoria, a princípio, previa uma classificação para as quartas de final. Com a vaga entre os quatro semifinalistas, os comandados de Fernando Diniz levaram mais R$ 7 milhões para o Morumbi.

Pelo Campeonato Brasileiro, que se encerrará somente em fevereiro do próximo ano, a previsão da diretoria do São Paulo é chegar na quarta colocação. Esse resultado pagaria R$ 26,8 milhões em prêmio. O clube ocupa a terceira posição, com 36 pontos, o que daria uma premiação de 28,4 milhões. No entanto, o time dirigido por Diniz tem o melhor aproveitamento do torneio — 66,67%. Caso concretize esse desempenho ao final de 38 rodadas, receberia mais de R$ 31 milhões pelo título.

O orçamento de 2020 é revisado pelo Conselho de Administração do clube e deve ficar pronto somente nas próximas semanas. O documento é refeito pelo grupo por causa da interferência da pandemia do novo coronavírus no futebol. O clube viu receitas significativas como bilheteria e cotas de TV serem impactadas. Os objetivos, contudo, serão mantidos no novo orçamento.

Clube ganhou pouco pela Sul-Americana

Eliminado na fase de grupos da Libertadores, o São Paulo jogou a segunda etapa da Copa Sul-Americana. Com a efêmera participação no torneio, os são-paulinos levaram US$ 375 mil (R$ 1,9 milhão na cotação atual). A premiação é paga pela Conmebol.

A equipe caiu logo em seu primeiro desafio, diante do Lanús, da Argentina. A eliminação ocorreu já quando o elenco comandado por Fernando Diniz dava sinais de que poderia reagir nesta temporada.

Tradutor: Reação com Diniz pode salvar orçamento do São Paulo para o ano

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