PUBLICIDADE
Topo

Histórico

"Voando" na Europa, Casemiro e Fabinho podem jogar juntos na seleção?

Fabinho e Casemiro, em tese, brigam por uma vaga no meio-campo da seleção - Montagem
Fabinho e Casemiro, em tese, brigam por uma vaga no meio-campo da seleção Imagem: Montagem
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

27/06/2020 04h00

De acordo com o "WhoScored?", plataforma que mede o desempenho dos jogadores a partir da análise de suas estatísticas de vários fundamentos, Casemiro é o segundo melhor brasileiro no futebol europeu, atrás apenas de Neymar, e o grande nome do Real Madrid nesta temporada.

Fabinho também vive ótimo momento no Liverpool, atual campeão inglês e continental. Termômetro do meio-campo dos comandados de Jürgen Klopp, ele teve uma atuação de gala no "jogo do título" da Premier League, conquistado pelos Reds nesta semana.

O sucesso dos dois volantes em dois dos maiores clubes do planeta levantou uma urgente questão: será que eles não poderiam atuar juntos na seleção brasileira?

Não só poderiam como deveriam. Até porque não existem, no momento, meias armadores brasileiros jogando suficiente bem no cenário internacional para impor que Tite tenha de escolher entre Casemiro ou Fabinho.

Arthur e Philippe Coutinho, os titulares do setor, fizeram temporadas bastante discretas. Enquanto o primeiro perdeu espaço no Barcelona e foi parar no banco de reservas, o segundo não conseguiu se firmar no Bayern de Munique. Não à toa, ambos devem vestir novas camisas após a janela de transferências.

Lucas Paquetá, Allan e Willian, que também foram experimentados pelo treinador ao longo do último ano, também não vivem seus melhores momentos. Bruno Guimarães, sim, estava muito bem no Lyon antes da pausa provocada pela pandemia, mas ainda é muito jovem e precisa ser melhor testado.

Além da carência de opções mais ofensivas, há um outro detalhe importante. Apesar de atuarem normalmente na mesma posição, Casemiro e Fabinho têm características bem diferentes e até complementares.

O camisa 14 do Real Madrid é um autêntico cão de guarda, um jogador de muita força física e exímio poder de marcação. Seu lugar nato é mesmo atuando à frente dos zagueiros, como um elemento de proteção.

Fabinho, por outro lado, tem um futebol fluído e dinâmico. Mais leve que o companheiro de seleção, ele flutua melhor por outras partes do campo (até pelo passado como lateral direito) e participa mais ativamente da construção das jogadas ofensivas.

Por isso, pode perfeitamente se adaptar ao papel de "camisa 8", normalmente exercido por Arthur na seleção, e ser um meia que se aproxima mais do ataque pela direita, deixando Casemiro como autêntico cabeça de área.

O próprio Tite já fez essa experiência. Nos amistosos contra Nigéria e Argentina, em outubro e novembro do ano passado, respectivamente, os dois volantes atuaram juntos durante cerca de 45 minutos.

O pouco tempo foi insuficiente para um veredicto definitivo. Mas, pela bola que ambos estão jogando, o Brasil precisa continuar experimentando essa dupla. Afinal, essa é a melhor opção para que a seleção para dar um jeito em seu meio-campo.

Apesar da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) ainda estar em estágio avançado na América do Sul, a Fifa decidiu manter para setembro o início das eliminatórias da Copa do Mundo-2022 no continente.

A entidade, no entanto, ainda não anunciou como será feito o calendário de reposição das partidas válidas pelas duas primeiras rodadas do qualificatório, que eram para ter sido disputadas em março e foram adiadas por causa da Covid-19.

Originalmente, os confrontos do Brasil previstos para as datas de setembro das eliminatórias do Qatar-2022 seriam contra Venezuela, no dia 3, no Distrito Federal, e Uruguai, fora de casa, no dia 8.