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Oscar Roberto Godói


CBF acertou em colocar árbitro neutro para apitar Palmeiras e Grêmio

Gustavo Gómez durante jogo entre Palmeiras e Grêmio - Marcello Zambrana/AGIF
Gustavo Gómez durante jogo entre Palmeiras e Grêmio Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
Oscar Roberto Godói

Jornalista e ex-árbitro, esteve sob a chancela da Fifa de 1993 a 2000.

25/11/2019 12h05

Nada melhor para os organizadores que uma competição conheça o campeão sem que a arbitragem seja criticada. Foi o que vimos no jogo Palmeiras 1 x Grêmio 2, apitado por Wilton Pereira Sampaio, cujo resultado confirmou o Flamengo campeão do Brasileirão com quatro rodadas de antecedência.

Acertou a CBF em colocar um árbitro neutro para comandar o jogo que interessava diretamente ao Flamengo. Diferentemente do que ocorreu na rodada anterior, quando um paulista, Raphael Claus, foi escalado para Grêmio 0 x Flamengo 1, gol de um pênalti que não deveria ter sido marcado, conforme orienta e ilustra muito bem a FIFA.

O goiano Wilton Sampaio acertou na marcação dos pênaltis. O zagueiro palmeirense Gomez acertou o pé do Cebolinha e o lateral gremista Cortez deu um tranco nas costas de Dudu. Faltas leves que, marcadas dentro da área de ataque, são punidas com pênaltis.

O campeonato já tem o seu campeão, mas ainda não acabou. Nas rodadas restantes conheceremos todos os rebaixados, os clubes classificados para a Sul-americana e os integrantes da próxima Libertadores. Vamos aguardar que a CBF tenha vontade de escalar arbitragens neutras e que os apitadores e auxiliares sejam imparciais. É difícil, mas possível.

Depois do vexame que aconteceu na decisão da Libertadores do ano passado, quando a Conmebol precisou levar o jogo entre os argentinos Boca e River para a Europa, temos que elogiar o que proporcionaram Flamengo e River Plate em Lima, Peru, decidindo a Libertadores de 2019.

Jogo único em país neutro facilitou demais o trabalho dos chilenos responsáveis pela arbitragem, comandados por Roberto Tobar. Jogo envolvendo argentinos contra brasileiros exige muito no aspecto disciplinar, principalmente quando alguém está com vantagem no placar ou no regulamento.

O chileno expulsou corretamente o argentino que agrediu Bruno Henrique e, mesmo que a transmissão responsável pelas imagens não tenha mostrado, acertou, também, na expulsão do Gabigol. Depois de ter sido punido com o cartão amarelo por ter tirado a camisa na comemoração do segundo gol, recebeu o vermelho. Dizem que foi por ter feito gestos obscenos para torcedores argentinos.

Mesmo artilheiro e vivendo um momento muito feliz na carreira, Gabigol continua com atitudes inconsequentes. Expulso, poderia ter ficado de fora da solenidade de premiação individual e coletiva.

Infelizmente, ele continua assim porque os dirigentes - técnicos e administrativos - permitem. E não é só ele, não.

Errata: o texto foi atualizado
Ao contrário do informado anteriormente, o Flamengo foi campeão com quatro rodadas de antecedência, e não cinco. O erro foi corrigido.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Oscar Roberto Godói