PUBLICIDADE
Topo

Coluna

Oscar Roberto Godói


Enquanto a bola não rola, acreditemos que 2020 será melhor para arbitragem

O árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro em partida Chapecoense e Atlético-MG pelo Brasileirão 2019 - Tarla Wolski/Futura Press/Folhapress
O árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro em partida Chapecoense e Atlético-MG pelo Brasileirão 2019 Imagem: Tarla Wolski/Futura Press/Folhapress
Oscar Roberto Godói

Jornalista e ex-árbitro, esteve sob a chancela da Fifa de 1993 a 2000.

30/12/2019 12h44

Na virada do ano, o mercado da bola toma conta do noticiário esportivo e informa as contratações de técnicos e jogadores que darão alegrias ou tristezas aos torcedores. Alguns até que são reforços, outros nem tanto. Todas as discussões provocadas pelas interpretações acertadas ou não dos árbitros são esquecidas. Até o VAR cai no esquecimento.

Então, como estão os árbitros nesse período de festividades? Poucos se sentem bem e confortáveis depois de um ano com boas escalas, jogos importantes e atuações convincentes. Uma minoria está feliz por ter conseguido ingressar no quadro internacional da Fifa em 2020, enquanto os substituídos estão arrasados por fracassarem com o distintivo Fifa, principalmente os que saem por incompetência e não por idade. É a vida.

Sabemos que no Brasil o preenchimento das vagas internacionais (10 árbitros e 10 assistentes) é feito muito mais por favores e interferência política/geográfica do que por competência dos escolhidos. Poucos até que merecem a promoção. Outros nem serão escalados ou serão lembrados para jogos ou competições insignificantes.

Infelizmente, para desespero de quem tem competência, não são promovidos para o quadro da Fifa os 10 melhores de cada função. A cabeça do árbitro continua sendo servida na bandeja para pagamento de favores eleitorais e outros interesses, lamentavelmente, com a conivência da classe. Sindicatos e Associações que deveriam defender os árbitros não o fazem. Estão muito mais a serviço dos "patrões".

É árbitro dando golpe em árbitro e virando manchete de noticiário policial. Como que safados podem comandar, com atitudes honestas, um segmento do futebol que precisa ser (e aparentar ser) idôneo?

Alguns nomes quando estão do lado de cá (fora) são apontados como solução. Porém, quando assumem determinadas funções, se bandeiam para o lado mais forte, do "patrão", decepcionando aqueles que confiavam numa mudança de comportamento e conduta do quadro ou da classe que ainda entendo ser a mais importante para o futebol.

Então, enquanto a bola não rola e ninguém assopra o apito, vamos acreditar que 2020 será melhor, em tudo.

Saúde!

Oscar Roberto Godói