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Flamengo acerta com Bernardinho e terá time 12 vezes campeão nacional

Bernardinho comemora ponto em partida contra o Canadá pela Olimpíada de 2016 - Buda Mendes/Getty Images
Bernardinho comemora ponto em partida contra o Canadá pela Olimpíada de 2016 Imagem: Buda Mendes/Getty Images
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

15/07/2020 13h08

Teve um final feliz a novela da fusão entre o projeto de Bernardinho e o Flamengo. As duas partes vão anunciar na sexta (17) de forma oficial que Sesc-RJ e Flamengo agora são um time só, que disputará a próxima Superliga Feminina. Na ocasião serão explicados detalhes da parceria, como onde serão disputados os jogos da equipe. O certo é que o Fla será treinado pelo treinador mais vitorioso dos campeonatos nacionais.

A fórmula tende a ser de sucesso. Bernardinho tem expertise de sobra para gerir um projeto de vôlei, algo que o Flamengo ainda está aprendendo - o time voltou a disputar a Superliga A na última temporada. Em troca, o rubro-negro pode oferecer visibilidade maior para patrocinadores e um projeto bem estruturado nas categorias de base, algo que o Sesc não tem.

Para o Flamengo, a temporada de retomada na Superliga A foi de dificuldades. O time fez 22 jogos e só ganhou quatro, escapando por pouco do rebaixamento, na décima colocação. A campanha deu mais dores de cabeça do que alegrias, com derrotas tanto no turno quanto no returno para São Paulo e Fluminense, outros times de camisa. Para mudar esse quadro, só investindo mais no time, o que não seria prioridade no momento em meio à crise financeira provocada pela pandemia.

Já Bernardinho carrega nas costas um projeto muito vitorioso, em um clube oficialmente chamado Rio de Janeiro Voleibol Clube, mas que sempre foi conhecido por nomes fantasias como Rexona e Sesc-RJ, dependendo do patrocinador. O CNPJ vem desde 2004, mas a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) considera esse clube o herdeiro do Paraná Voleibol Clube, que ficava em Curitiba e, já bancado pela Unilever, existiu de 1997 a 2003. Na prática, é uma agremiação com 23 anos e 12 títulos brasileiros.

Independentemente de nome, patrocinador ou sede, o projeto sempre esteve ligado a Bernardinho, que foi encontrando soluções para mantê-lo vivo, como em 2017, quando a Unilever encerrou o patrocínio de vinte anos e o Sesc-RJ passou a ser o patrocinador/mantenedor. Desde o ano passado, porém, o Serviço Social do Comércio vem sofrendo com queda de receitas. Tanto que em fevereiro, antes da crise do coronavírus, anunciou que acabaria com o time masculino adulto, comandado por Giovane Gávio.

Fusão assim não é novidade no vôlei feminino. Em 2018, Sesi-SP e Vôlei Bauru se fundiram para jogarem com um time só, que somava dois orçamentos. O Sesi continuou em evidência na modalidade, gastando menos do que quando investia sozinho, e o Vôlei Bauru deu mais visibilidade aos seus patrocinadores. O Sesi entrou também com sua ótima categoria de base, e o Bauru com a expertise de uma diretoria dedicada unicamente à modalidade. É o que tende a acontecer no Rio.

Os detalhes da parceria serão conhecidos na sexta-feira de manhã, quando haverá uma entrevista coletiva com a participação de Bernardinho e dos presidentes Antonio Florencio de Queiroz Junior (Conselho Regional do Sesc RJ) e Rodolfo Landim (Flamengo).