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CBV desiste de treinos e seleções brasileiras não vão se reunir em 2020

Seleção Feminina de Vôlei (Foto: FIVB) - Seleção Feminina de Vôlei (Foto: FIVB)
Seleção Feminina de Vôlei (Foto: FIVB) Imagem: Seleção Feminina de Vôlei (Foto: FIVB)
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

03/07/2020 20h34

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) confirmou nesta sexta-feira (3) que não irá reunir as seleções nacionais de quadra em 2020. O calendário internacional costuma reservar datas de abril a setembro para os torneios entre seleções, mas este ano o período coincidiu com a pandemia do novo coronavírus. A Liga das Nações foi adiada para depois da Olimpíada e, depois, cancelada. Já os Jogos Olímpicos ficaram para 2021.

A entidade máxima do vôlei brasileiro chegou a estudar a possibilidade de abrir o centro de treinamento de Saquarema (SP) para as seleções treinarem, numa forma de reunir os principais atletas brasileiros, o que seria legalmente possível. Os clubes de futebol do Rio, afinal, não estão somente treinando, mas também jogando.

A CBV, porém, ouviu especialistas e decidiu que, com a pandemia ainda matando mais de mil pessoas por dia no Brasil, não é hora de retomar as atividades. "É claro que a ideia é sempre oferecer a melhor estrutura possível para as nossas seleções e que gostaríamos que eles se reunissem, mas somente se houvesse condição adequada para isso. A partir do momento que a nossa comissão médica detectou que existe riscos, não cogitamos colocar ninguém nesta situação", disse o diretor de seleções Radamés Lattari.

Em nota enviada pela CBV à imprensa, os técnicos das seleções masculina e feminina concordaram. "Quando planejamos reunir o grupo em Saquarema a ideia era manter a chama olímpica acesa em cada um de nós. Estamos em um ano que voltou a ser pré-olímpico e, consequentemente, muito importante. Gostaríamos de ter um período onde os atletas pudessem estar juntos. Mas, é claro, diante da situação que estamos atravessando, se não é possível, não será feito. A saúde de todos está acima de tudo", afirmou Renan Dal Zotto.

"Gostaríamos de nos reunir, mas estamos cientes que ainda não é o momento. Nossa comissão médica detectou riscos e precisamos zelar pela saúde de todos os envolvidos no processo. Seguiremos monitorando as jogadoras e fazendo nossa parte para vencermos primeiramente esse vírus", continuou Zé Roberto Guimarães. Um dos planos estudados era que a seleção feminina treinasse no CT do próprio treinador, em Barueri, o que também foi descartado.

Atletismo reabre

Na contramão do vôlei, a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) decidiu reabrir o centro de treinamento da entidade em Bragança Paulista (SP) para 27 atletas, apesar de a cidade do interior paulista ter entrado na chamada zona vermelha do Plano São Paulo, onde o governo estadual só autoriza atividades essenciais.

"Todos os atletas e treinadores terão sua temperatura corporal aferida na entrada do CNDA para poderem acessar as instalações e devem responder obrigatoriamente a um questionário diário de anamnese. Todos devem utilizar obrigatoriamente máscaras de proteção, as quais são da responsabilidade de cada um, devendo os atletas retirarem o acessório somente no momento dos exercícios", diz nota da CBAt.

Diferente do Comitê Paraolímpico, por exemplo, que vai reabrir seu CT em São Paulo apenas para atletas medalhistas mundiais ou dos Jogos Paraolímpicos, a CBAt decidiu aceitar qualquer atleta maior de 18 anos que esteja entre os 10 primeiros do ranking brasileiro em cada uma das 48 provas da modalidade.