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Rússia não paga multa e pode sofrer novas sanções no atletismo

Bandeira da Rússia durante os Jogos de Inverno em Sochi  - David J. Phillip/AP
Bandeira da Rússia durante os Jogos de Inverno em Sochi Imagem: David J. Phillip/AP
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

02/07/2020 19h09

Os Jogos Olímpicos de Tóquio, no ano que vem, podem não ter atletas russos no atletismo nem mesmo competindo como neutros. Isso porque a Federação Russa de Atletismo (Rusaf) não pagou a primeira parcela da multa aplicada pela World Athletics, de US$ 5 milhões, que venceu ontem (1). Os russos tentavam convencer a federação internacional a adiar o pagamento.

A World Athletics havia estipulado essa multa como uma contraprestação para financiar os custos do Conselho de Revisão de Doping, órgão da federação internacional que avalia os atletas russos que se inscrevem para competir como neutros e que acompanha as reformas exigida da Rusaf. Com o calote da multa, a World Athletics anunciou a suspensão dos trabalhos do Conselho.

Em nota, a entidade internacional disse ainda que desistiu da força-tarefa que trabalhava junto com os russos pelas reformas. A situação será rediscutida em reunião do Conselho Executivo, entre 29 e 30 de julho.

A multa de US$ 10 milhões, bastante contestada pela comunidade internacional, foi aplicada em março pela World Athletics como uma segunda chance para os russos, que escaparam da expulsão depois que o novo presidnete da Rusaf, Yevgeny Yurchenko, reconheceu as falhas da gestão anterior.

"Reconhecemos que estes são tempos difíceis, mas estamos muito desapontados com a falta de progresso da Rusaf em termos dos requisitos estabelecidos em março. As sérias alegações de violar as regras antidoping resultaram em uma nova administração da Rusaf e tínhamos garantias e esperávamos que a mudança estivesse a caminho", comentou Sebastian Coe, presidente da World Athletics.