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Natação define critérios para levar atletas a Portugal e aguarda liberação

Time do Brasil comemora medalha de prata no revezamento 4x100m - MARTIN BUREAU/AFP
Time do Brasil comemora medalha de prata no revezamento 4x100m Imagem: MARTIN BUREAU/AFP
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

18/06/2020 17h42

A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) anunciou nesta quinta-feira (18) os critérios adotados para escolher os atletas que poderão treinar em Portugal, com tudo pago pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), se assim desejarem. Serão beneficiados os nadadores que nadaram abaixo do índice olímpico em 2019, além dos cinco melhores tempos dos 100m livre e dos 200m livre, uma vez que esses dois revezamentos são cotados para medalha em Tóquio.

Devido à proibição de treinos na maior parte do país, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro, onde treinam boa parte dos principais atletas do país, o COB decidiu que vai levar cerca de 200 esportistas até o final do ano para Portugal. Ali, já tem tudo acertado para utilizar as instalações público-privadas do CT Rio Maior, nos arredores de Lisboa.

A natação, junto com o judô, seria uma das primeiras equipes a viajar, já no início de julho. Isso se for possível viajar. A Europa discute, como bloco, barrar a entrada de pessoas oriundas de países onde a pandemia do coronavírus não está controlada. Caso do Brasil. Sabendo disso, o COB colocou um pé no freio no projeto e aguarda liberação, para só então começar a comprar passagens.

Por enquanto, o estágio é definir quem pode e quem não pode se beneficiar do projeto, que vai custar cerca de R$ 15 milhões para o COB. Na natação, a lista tem atletas que nadaram abaixo do índice no ano passado, ainda que não estejam classificados para Tóquio pelos critérios da CBDA, que só vai aceitar os tempos feitos na seletiva nacional.

São convocáveis Bruno Fratus, Guilherme Guido, Felipe Lima, João Gomes Jr, Caio Pumputis, Felipe França, Vinicius Lanza, Marcelo Chierighini, Breno Correia, Pedro Spajari, Marco Antonio, Gabriel Santos, Guilherme Costa, Leonardo de Deus, Fernando Scheffer, Luiz Altamir, Leo Santos, Brandonn Almeida, João de Lucca, Murilo Sartori e apenas duas mulheres: Etiene Medeiros e Viviane Jungblut. Classificada para a Olimpíada na maratona aquática, Ana Marcela Cunha também está incluída.

A postura é polêmica. Quando o COB anunciou que levaria nadadores para Portugal, Cesar Cielo gravou vídeos no Instagram criticando o critério que acabou sendo escolhido. Segundo ele (que deixou claro que não pretendia viajar e, portanto, não falava em defesa própria), a postura prejudica jovens atletas que não fizeram índice em 2019, mas poderiam evoluir para fazer índices em 2020.

Além disso, a ida da seleção para Portugal deve tirar do Brasil treinadores que trabalham também com outros atletas que buscam índice olímpico. É o caso de Fernando Vanzella, por exemplo. Ele treina Etiene Medeiros, que pode ir a Portugal, mas também todo o restante da equipe do Sesi, que tem Daynara de Paula.