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Olimpíada de Tóquio terá 'VAR' até no tênis de mesa

Federação de Tênis de Mesa terá VAR em Tóquio - Reprodução/ITTF
Federação de Tênis de Mesa terá VAR em Tóquio Imagem: Reprodução/ITTF
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

15/01/2020 04h00

Os sistemas de revisão de vídeo parecem ter chegado para ficar no esporte, não apenas no futebol. Nesta terça-feira (14) foi a vez de a Federação Internacional de Tênis de Mesa anunciar que vai utilizar nos Jogos de Tóquio a sua versão do VAR, que ganhou o nome de Table Tennis Review (TTR).

O sistema foi desenvolvido no segundo semestre do ano passado pela empresa chinesa RigourTech, vencedora de um edital aberto pela ITTF, e estreou na final do Circuito Mundial, jogada entre novembro e dezembro. Ao analisar a experiência, a federação internacional concluiu que o TTR foi aprovado no teste e, por isso, será utilizada nos principais eventos de 2020 - incluindo a Olimpíada.

Não sem antes passar por melhorias, principalmente para diminuir o tempo de espera entre o pedido de revisão e a conclusão da análise, crítica recorrente também em outras modalidades, como o futebol.

"Com a tendência tecnológica já tão proeminente no esporte, sentimos que era importante implementar uma nova tecnologia que garanta uma competição justa para todos os atletas, permitindo-os contestar qualquer decisão tomada pelo árbitro. Os benefícios do uso do sistema TTR são muito positivos e podemos realmente falar sobre uma evolução do esporte do tênis de mesa", comentou o CEO da ITTF, Steve Dainton.

O sistema é parecido com o que é utilizado no tênis, por exemplo. Ele permite que se determine quando a bolinha toca na rede depois de um saque e, por vídeo em slow motion, consegue identificar quando a bolinha vai direto para fora ou toca de leve na quina da mesa ou na raquete.

Além disso, a revisão por vídeo vai permitir que rivais contestem outras regras, reclamando por exemplo se o adversário sacou com a mão fechada (ela precisa estar aberta, para mostrar de onde está saindo a bolinha). O sistema também vai medir se a bolinha foi jogada acima de 16 centímetros acima da mão do sacador na hora do saque.