PUBLICIDADE
Topo

Seleção masculina de vôlei repete 2016 e cai no 'grupo da morte' em Tóquio

Jogadores da seleção brasileira comemoram medalha de ouro do vôlei no Maracanazinho - Reuters
Jogadores da seleção brasileira comemoram medalha de ouro do vôlei no Maracanazinho Imagem: Reuters
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

14/01/2020 12h31

Assim como aconteceu na Olimpíada do Rio, a seleção masculina de vôlei do Brasil estará no "grupo da morte" dos Jogos Olímpicos de Tóquio. As últimas vagas na competição foram definidas no fim de semana passado, quando foram jogadas as finais dos Pré-Olímpicos continentais. O time de Renan Dal Zotto vai enfrentar na primeira fase Rússia, França, Argentina, EUA e Tunísia.

Atual campeão olímpico e da Copa do Mundo (título conquistado no ano passado), além de ter sido vice-campeão mundial em 2018, o Brasil é o atual líder do ranking mundial, seguido pelos Estados Unidos, que foram medalhistas de bronze nestas três competições e vice-campeões da Liga das Nações no ano passado. A campeã daquele torneio, a Rússia, também caiu no mesmo grupo.

Em tese a quarta força do grupo, a Argentina é a atual sexta colocada no ranking mundial, logo atrás da Rússia, e à frente da França, nona colocada, que foi a vencedora do dificílimo Pré-Olímpico Europeu. Os franceses também estiveram entre os seis primeiros da Liga das Nações do ano passado.

Com isso, se repete o que aconteceu na Olimpíada do Rio, quando o Brasil caiu em um grupo muito difícil e jogou contra Itália, Canadá, Estados Unidos e França. Na ocasião, o time comandado por Bernardinho sofreu derrotas para EUA e Itália e só passou de fase graças a uma vitória contra a França na última rodada. Fortalecido, caminhou a passos largos no mata-mata para faturar a medalha de ouro.

No feminino, porém, também se repete o cenário de 2016, quando a seleção fracassou. O grupo do Brasil em Tóquio terá Japão (sétimo do ranking), Sérvia (terceiro), Coreia do Sul (nono), República Dominicana (décimo) e Quênia (19º). China, EUA, Itália, Turquia e Rússia se enfrentam na outra chave, que também tem a Argentina.

No Rio, o time do técnico José Roberto Guimarães passou da primeira fase sem perder sets em um grupo que só tinha um rival de peso, a Rússia (além de Coreia do Sul, Japão, Argentina e Camarões) e no mata-mata caiu contra a quarta colocada do "grupo da morte", a China, que depois faturaria a medalha de ouro.

Olhar Olímpico