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Bolsonaro defende reduzir propaganda de alerta sobre a covid-19

"Alguém precisa de propaganda na televisão sobre covid ou todo mundo sabe o que está acontecendo?", perguntou - Adriano Machado/Reuters
"Alguém precisa de propaganda na televisão sobre covid ou todo mundo sabe o que está acontecendo?", perguntou Imagem: Adriano Machado/Reuters

Gustavo Côrtes e Matheus de Souza

Em São Paulo e em Brasília

15/06/2021 11h05Atualizada em 15/06/2021 11h43

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu a redução dos investimentos em peças publicitárias com informações sobre a pandemia do novo coronavírus.

"Alguém precisa de propaganda na televisão sobre covid ou todo mundo sabe o que está acontecendo?", perguntou a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, na manhã de hoje.

"Deslocar recursos de um lugar para o outro via medida provisória agora é desviar recursos", disse sobre iniciativa do governo de alocar R$ 30 milhões que seriam destinados à promoção de campanhas contra a covid-19 na execução de outras medidas.

Bolsonaro também criticou a proposta do Congresso de criação do "passaporte covid", como tem sido chamado o documento que traria informações sobre a imunização dos cidadãos, o que facilitaria viagem ao exterior, por exemplo.

Ele disse não acreditar que o projeto vá passar no Parlamento, mas prometeu vetá-lo, caso avance ao Executivo. "Eu não acredito que passe no Parlamento. Se passar, eu veto e o Parlamento vai analisar o veto. Se derrubar, aí é lei", disse.

O documento, no entanto, já tem sido testado em diversos países como um instrumento para retomar a normalidade após a vacinação em massa.

Bolsonaro não se mostrou contrário à possibilidade de que brasileiros precisem comprovar vacinação para viajar ao exterior, caso a ideia prospere.

"Cada país faz suas regras. Se você não tomar, você não entra", disse. Em seguida, voltou a afirmar que não deseja tornar a imunização obrigatória em território nacional.

Bolsonaro também voltou a criticar as medidas de isolamento social adotadas por estados e municípios para conter a disseminação do novo coronavírus.

O presidente admitiu que a inflação aumentou e citou o preço do milho e seus impactos sobre outros produtos, como "a galinha e o ovo". Depois minimizou: "Inflação é no mundo todo", disse.

"Agora imagine se o homem do campo tivesse ficado em casa?. Não teríamos inflação, teríamos desabastecimento".

Doria

O presidente voltou a fazer críticas ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Segundo o presidente, o estado estuda realizar "novos lockdowns", apesar de a medida nunca ter sido implementada por Doria. O presidente questionou qual seria o motivo de se adotá-la no atual momento.

Bolsonaro então sugeriu que o governador organizasse um passeio de motos com apoiadores, como ele tem feito. "Vê se vai alguém", provocou. O presidente logo ressaltou que não foi responsável pela organização do ato. "Fui convidado", declarou.