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O tônico facial merece atenção: como escolher de acordo com o tipo de pele

Tônico potencializa a rotina de pele sem sobrecarregá-la - Reprodução/Instagram @greceghanem
Tônico potencializa a rotina de pele sem sobrecarregá-la Imagem: Reprodução/Instagram @greceghanem

Isabella Marinelli

De Universa

20/05/2021 04h00

Esqueça aquela velha ideia de tônicos faciais extremamente adstringentes, com aroma alcoólico e responsáveis por uma incômoda sensação de ardência na pele. Os produtos que chegaram ao mercado nos últimos anos, em parte seguindo influência e predileções asiáticas, podem desempenhar uma série de funções para além da remoção intensa de oleosidade. Ainda que sejam para peles mistas e acneicas, falamos de uma geração com sensorial mais gentil, ativos variados e textura levíssima — esse detalhe não mudou. Geralmente preteridos ou deixados de lado, esse passo de skincare incrementa as rotinas enxutas ao preparar a pele para o que vem em seguida sem criar camadas pesadas.

Afinal, o que faz um tônico facial?

O papel do tônico é complementar à ação do higienizador (sabonete, gel de limpeza sem sabão ou até água micelar). Ele é responsável por remover os resíduos e o sebo que o limpador não conseguiu alcançar.

"Ele pode conter substâncias com perfil mais hidratante e que consiga restabelecer suavemente a barreira lipídica perdida na lavagem. Nessas versões, substâncias suaves e óleos essenciais ajudam a acalmar a pele. Outra vantagem é que conseguem facilitar a absorção de cremes hidratantes que serão usados na etapa posterior", explica o dermatologista Cristiano Kakihara, de São Paulo.

Outra modalidade é a dos tônicos renovadores, que promovem uma esfoliação enzimática — isto é, por meio de reações químicas e sem os tradicionais grãos. "Geralmente, exibem ingredientes compatíveis com esta ação, mas em baixas concentrações, caso do ácido glicólico e do ácido málico. Este produto é ideal para peles normais a secas e não é muito difundido em nosso país", afirma o médico.

Um terceiro perfil seria, finalmente, a proposta clássica de limpeza profunda. Entretanto, as novidades em formulações propõem líquidos não tão agressivos quanto os do passado. "A tendência atual é que o tônico, quando para pele oleosa (conhecido como adstringente), tenha baixo teor alcoólico ou nenhum álcool", explica. Isso, pois o organismo nem sempre reage bem à retirada excessiva do sebo, causando efeito rebote. Segundo ele, ainda vale ressaltar que o uso deve ser feito com cautela, pois uma pele oleosa pode ser desidratada e sofrerá ainda mais com aplicação constante de secativos.

Qual é o melhor tônico facial?

Essa pergunta só pode ser respondida depois que souber identificar o seu tipo de pele. Segundo a dermatologista Valéria Campos, de São Paulo, alguns bons ingredientes são:

Ativos para peles oleosas ou com acne

Ácido salicílico, ácido glicólico, mandélico, ácido lático, enxofre, extrato de chá verde, extrato de hamamélis e óleo de melaleuca (ou tea tree).

Ativos para para peles normais e secas

Ácido hialurônico, aquaporinas, aloe vera, alantoína e pantenol.

Ativos para peles sensíveis

Ceramidas, extrato de camomila, aloe vera, extrato de alcaçuz e calêndula.

Como aplicar o tônico?

O tônico é um produto sem enxágue. O jeito de aplicar vai depender da preferência e do objetivo do uso. "Se a ideia é complementar a limpeza e finalizar a remoção de resíduos, use discos de algodão ou pads ecológicos em movimentos circulares", indica Valéria. Versões hidratantes podem ser depositadas com as palmas das mãos em leve movimento de pressão. Vale seguir a orientação do rótulo quanto à quantidade de gotinhas.

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